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quarta-feira, 28 de outubro de 2026

4 alimentos para evitar no café da manhã de quem tem diabetes

 


Alguns alimentos comuns no café da manhã podem dificultar o controle da glicemia de pessoas com diabetes.


Produtos comuns na primeira refeição do dia podem concentrar açúcar, farinha refinada e sódio; veja como fazer substituições


Na pressa de sair de casa, um pacote de biscoitos, um copo de bebida adoçada e algumas fatias de frios podem resolver o café da manhã. A praticidade, porém, nem sempre acompanha a qualidade nutricional. E alguns produtos consumidos quase sem perceber merecem atenção de quem precisa controlar a glicose.

O cuidado começa antes da primeira garfada: na escolha dos alimentos e na quantidade colocada à mesa. A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) orienta reduzir carboidratos refinados e açúcares adicionados, priorizando fontes de fibras e alimentos minimamente processados. Isso vale também para a primeira refeição do dia.

Evitar esses produtos como parte da rotina não significa estabelecer uma lista de alimentos proibidos. A frequência, a porção e o conjunto da alimentação precisam ser considerados. Os quatro grupos abaixo foram selecionados com base nas orientações da SBD e do Ministério da Saúde, e não representam um ranking oficial.

1. Biscoitos recheados

Com café ou leite, os biscoitos recheados podem acabar ocupando o lugar de uma refeição. Eles estão entre os exemplos de ultraprocessados que o Ministério da Saúde recomenda evitar. Além do açúcar do recheio, a farinha utilizada na massa também fornece carboidratos.

Por isso, retirar o recheio não transforma automaticamente o biscoito em uma opção adequada para o consumo diário. Na hora de comparar produtos, é preciso observar a composição completa e a quantidade que será consumida.

Uma alternativa para variar o café da manhã é combinar uma fruta inteira com iogurte natural sem açúcar e aveia, em porções adequadas ao planejamento alimentar. A escolha segue a orientação da SBD de priorizar frutas, laticínios e fontes de carboidratos ricos em fibras.

Diabético pode comer bolacha de água e sal? | Tom Bueno

2. Cereais matinais açucarados

A embalagem pode destacar vitaminas, minerais ou a presença de grãos. Ainda assim, cereais cobertos de açúcar, chocolate ou xaropes merecem atenção. O Ministério da Saúde inclui os cereais açucarados entre os ultraprocessados que devem ser evitados na alimentação habitual.

Na prática, vale olhar além da imagem da caixa. Compare a quantidade de açúcares adicionados, carboidratos totais e fibras, sempre considerando a porção realmente colocada na tigela.

A aveia em flocos sem adição de açúcar é uma possibilidade de substituição. Pode acompanhar leite, iogurte natural ou frutas, conforme as necessidades de cada pessoa. Mas a troca não elimina a necessidade de observar a quantidade: um alimento sem açúcar adicionado também pode fornecer carboidratos, que precisam entrar no planejamento de quem tem diabetes. A SBD recomenda acompanhar a ingestão desse nutriente e sua relação com a glicose após as refeições.

3. Néctares, refrescos e outras bebidas açucaradas

O açúcar do café da manhã nem sempre está no prato. Néctares, refrescos em pó e bebidas prontas adoçadas podem acrescentar açúcar à refeição, mesmo quando a embalagem traz imagens de frutas.

A SBD recomenda evitar bebidas açucaradas e dar preferência ao sabor natural dos alimentos. A orientação ajuda a identificar uma mudança possível na rotina: rever o que acompanha a comida, além de escolher o que comer.

Água e café ou chá sem açúcar são alternativas. Para quem costuma consumir uma bebida de frutas, uma possibilidade é escolher a fruta inteira e beber água.

Também é necessário diferenciar os produtos. Néctar, refresco e suco integral não têm necessariamente a mesma composição. A expressão “sem adição de açúcar” informa que não houve acréscimo desse ingrediente, mas não significa ausência dos açúcares naturalmente presentes na fruta.

4. Mortadela, salame e outros embutidos

Nem todo alimento que merece ser evitado no café da manhã tem sabor doce. Mortadela, salame, salsicha e outros embutidos também aparecem entre os exemplos de ultraprocessados do Guia Alimentar para a População Brasileira. Esses produtos podem concentrar sódio e gordura, dependendo da formulação.

Isso mostra por que escolher um alimento apenas por ter pouco carboidrato é insuficiente. O cuidado com o diabetes envolve a qualidade da alimentação como um todo.

Para variar o recheio do pão, opções como ovo preparado em casa ou frango desfiado podem fazer parte da organização da refeição. O pão e seus acompanhamentos devem ser considerados em conjunto, respeitando as preferências, as condições de saúde e o planejamento individual.

Como organizar um café da manhã mais equilibrado

O primeiro passo pode ser simples: identificar qual desses produtos aparece com mais frequência na mesa e planejar uma substituição possível de manter.

As diretrizes da SBD não estabelecem uma única dieta para todas as pessoas com diabetes. No diabetes tipo 1, por exemplo, o planejamento deve considerar tratamento, risco de hipoglicemia, preferências e condições econômicas e culturais. Monitorar os carboidratos e a resposta da glicose

Frutas, leite, iogurte natural e grãos integrais podem compor a refeição, conforme a orientação individual. O objetivo é melhorar as escolhas habituais, sem transformar o café da manhã em motivo de culpa ou cortar todos os carboidratos. A quantidade e a qualidade dos alimentos precisam caminhar juntas.










FONTE: https://umdiabetico.com.br/



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  • ⚕️ Aviso médico: As informações deste artigo têm caráter exclusivamente educativo e não substituem a consulta com médico e/ou nutricionista. Cada pessoa tem necessidades individuais , busque sempre orientação profissional antes de Tratamento

Diabetes e vida sexual: 5 problemas que merecem atenção

 


O diabetes pode estar associado a alterações na vida sexual, como diminuição do desejo, disfunção erétil e desconforto durante as relações.

Dificuldade de ereção, dor e perda de desejo podem ter relação com o diabetes; especialistas explicam os sinais e quando buscar ajuda


A dificuldade para manter uma ereção, o desconforto durante a relação e a diminuição do desejo sexual nem sempre chegam à conversa no consultório. Para quem tem diabetes, porém, essas mudanças merecem atenção: podem estar relacionadas à glicose elevada por períodos prolongados, mas também a fatores emocionais, hormonais e outras condições de saúde.

O assunto foi abordado no DiabetesCast, apresentado pelo jornalista Tom Bueno, com a endocrinologista Denise Franco e o urologista Ricardo Vita. Os especialistas discutiram cinco problemas que podem interferir na vida sexual e explicaram por que falar sobre eles faz parte do cuidado com o diabetes.

Ter o diagnóstico não significa que essas complicações vão acontecer.

“Não quer dizer que todo mundo que tem diabetes vai ter as complicações”, afirma Denise.

A médica também destaca que existem possibilidades de tratamento para quem já apresenta algum comprometimento.

5 problemas que podem afetar a vida sexual de quem tem diabetes | DiabetesCast #20

Como o diabetes pode afetar a vida sexual?

Durante a entrevista, Ricardo Vita explica que alterações na circulação do sangue e nos nervos estão entre os caminhos pelos quais o diabetes pode prejudicar a resposta sexual. Essas estruturas participam da ereção, da lubrificação e da sensibilidade genital.

A glicose persistentemente elevada pode danificar vasos e nervos, segundo o Instituto Nacional de Diabetes e Doenças Digestivas e Renais dos Estados Unidos, o NIDDK. Manter a glicemia nas metas individualizadas ajuda a prevenir esses danos.

Isso não significa que uma alteração sexual permita concluir, sozinha, que o diabetes está fora da meta. A investigação precisa considerar o histórico da pessoa, os medicamentos utilizados e outras possíveis causas.

“Isso pode acontecer, não pode ser só o diabetes a única causa de um problema sexual”, ressalta Vita.

1. Dificuldade para ter ou manter a ereção

A disfunção erétil está entre as queixas discutidas no episódio. Ela pode aparecer como dificuldade para conseguir uma ereção ou para mantê-la durante a atividade sexual.

“A queixa principal é a dificuldade de obter ou manter a ereção”, explica o urologista.

Vita descreve que o problema pode envolver tanto a chegada do sangue ao pênis quanto os sinais nervosos necessários à resposta sexual. No episódio, ele também lembra que envelhecimento, obesidade e alterações nas gorduras do sangue podem participar desse quadro.

Denise chama atenção para a necessidade de olhar a saúde de forma mais ampla quando essa queixa aparece. A consulta deve ir além de buscar uma solução pontual para a ereção e considerar as condições de saúde que podem estar associadas ao sintoma.

2. Ressecamento vaginal, dor e dificuldade de excitação

Nas mulheres, as alterações podem surgir como redução da lubrificação, mudança da sensibilidade e dificuldade para se excitar ou chegar ao orgasmo.

“Isso pode levar a uma dificuldade de se excitar, de chegar no orgasmo”, afirma Vita ao explicar os efeitos de alterações vasculares e nervosas na região genital.

O desconforto durante a penetração também aparece na conversa. Denise relata que a dor é uma das queixas ouvidas no consultório, embora nem sempre a paciente consiga abordar diretamente sua vida sexual.

A avaliação precisa considerar outras causas. O NIDDK aponta que a menopausa também pode provocar ressecamento e dor. Por isso, atribuir todo desconforto ao diabetes pode atrasar a identificação do problema.

3. Diminuição do desejo sexual

Perder o interesse por sexo não significa, automaticamente, ter uma alteração hormonal. No episódio, Denise questiona justamente a tendência de procurar uma única explicação para uma experiência que envolve diferentes aspectos da vida.

Vita destaca que ansiedade, sofrimento emocional e as demandas de conviver com uma condição crônica podem interferir no desejo. A própria experiência de dor ou de dificuldade de ereção também pode afetar a disposição para novos encontros.

Em entrevista publicada pelo NIDDK, o urologista Hunter Wessells explica que a redução da libido pode, em alguns homens, ser consequência da dificuldade de ereção. Nas mulheres, a avaliação também deve considerar condições associadas, como depressão.

Por isso, a consulta precisa abrir espaço para falar sobre o que mudou, quando começou e quanto isso incomoda.

4. Infecções que atrapalham a intimidade

Infecções urinárias e genitais também foram discutidas pelos convidados. Denise relata situações em que o medo de apresentar uma nova infecção após a relação passa a interferir na vida sexual.

A candidíase foi um dos exemplos abordados. A glicose elevada pode favorecer infecções por fungos, e sintomas como coceira, irritação e desconforto exigem avaliação. Corrimento e ardor podem ter diferentes causas, o que torna importante confirmar o diagnóstico antes de tratar.

Na entrevista, os especialistas reforçam que o incômodo físico pode vir acompanhado de constrangimento e afastamento da intimidade. Relatar episódios repetidos à equipe de saúde ajuda a investigar o que está favorecendo o problema.

5. Ejaculação retrógrada

Menos conhecida, a ejaculação retrógrada pode ocorrer quando o sêmen segue para a bexiga, em vez de sair pelo pênis. A pessoa pode perceber pouca ou nenhuma saída de sêmen, mesmo tendo orgasmo.

“Na verdade, ele ejacula, mas vai tudo pra dentro da bexiga”, explica Vita ao descrever o quadro.

O diabetes pode causar essa alteração em situações menos frequentes. Quando ela ocorre, o sêmen é eliminado posteriormente com a urina. A condição pode dificultar a gravidez e precisa ser investigada, especialmente quando existe o desejo de ter filhos.

Quando procurar ajuda?

Mudanças persistentes na ereção, no desejo, na lubrificação ou na ejaculação, além de dor e infecções repetidas, devem ser levadas à consulta. A equipe que acompanha o diabetes pode iniciar essa conversa e indicar avaliação com urologista, ginecologista ou profissional de saúde mental, conforme a necessidade.

“Se eu tenho já um comprometimento, eu tenho opções na terapia pra poder ajudar as pessoas”, afirma Denise.

O tratamento depende da causa identificada. Na entrevista ao NIDDK, Wessells destaca que há opções estabelecidas para diferentes graus de disfunção erétil e que compreender o contexto médico e emocional faz parte da avaliação.

Para os convidados do DiabetesCast, o primeiro passo é permitir que a saúde sexual entre na conversa sobre saúde. Esperar que a dificuldade passe, sem contar o que está acontecendo, pode prolongar um sofrimento que merece cuidado.












FONTE: https://umdiabetico.com.br/diabetes-vida-sexual-5-problemas-atencao/ 



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ADJ Diabetes Brasil> Live A importância da equipe multiprofissional no manejo das condições crônicas - 29/10 - 15h - No Instagram @adjdiabetesbrasil

 ADJ Diabetes Brasil


É amanhã!!! Live A importância da equipe multiprofissional no manejo das condições crônicas - Quinta-feira - 29/10 - 15h - No Instagram @adjdiabetesbrasil - Com a nutricionista e educadora em diabetes, Carolina Rodrigues @carol_nutri_azul
Divulgação com fundo neutro, logo ADJ, foto Carolina e imagem de equipe multiprofissional de saúde, ícones relativos e letras em azul e vermelho.















FONTE: https://www.facebook.com/ADJDiabetesBrasil


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