Powered By Blogger

sábado, 8 de janeiro de 2011

TRANSPLANTE DE RENAL

O transplante de rim é um procedimento que coloca um rim saudável de outra pessoa em seu corpo. Esse novo rim faz todo o trabalho que seus dois rins doentes não podem fazer.

Um cirurgião coloca o novo rim dentro de seu corpo entre a parte superior da coxa e o abdômen. O cirurgião conecta a artéria e veia do novo rim em sua artéria e veia. Seu sangue flui pelo novo rim e produz urina, da mesma maneira como faziam seus próprios rins quando eram saudáveis. O novo rim pode começar a trabalhar imediatamente ou pode levar algumas semanas para funcionar. Seus próprios rins permanecem onde eles estão, a menos que estejam causando infecção ou hipertensão

Você pode receber um rim de um membro de sua família. Este tipo de doador é chamado de doador vivo-relacionado.

Você pode receber um rim de uma pessoa que morreu recentemente. Este tipo de doador é chamado um doador cadáver.

Às vezes um cônjuge ou o amigo muito íntimo pode doar um rim. Este tipo de doador é chamado um doador vivo não relacionado.

É muito importante que o sangue e tecidos do doador sejam compatíveis com o seu. Esta compatibilidade ajudará a impedir que o sistema imunológico de seu organismo passe a agredir, ou rejeitar, o novo rim. Um laboratório fará testes especiais nas células sanguíneas para descobrir se seu corpo aceitará o novo rim.

O tempo que leva para se conseguir um rim varia. Não há número suficiente de doadores cadáver para todas as pessoas que precisam de um transplante. Por causa disto, você deve ser colocado em uma lista de espera para receber um rim de doador cadáver. Porém, se um parente lhe doa um rim, o transplante pode ser feito mais cedo.

A cirurgia dura de 3 a 6 horas. A permanência habitual no hospital pode durar de 05 a 10 dias. Depois que você deixa o hospital, você irá para o ambulatório para visitas de acompanhamento regulares.

Se um parente ou amigo íntimo lhe doa um rim, ele ou ela provavelmente ficará no hospital durante uns 03 ou 04 dias.

COMPLICAÇÕES POSSÍVEIS.

O transplante não é uma cura. Sempre há uma chance de seu organismo rejeitar seu novo rim, não importa quão boa foi a compatibilidade. A chance de seu corpo aceitar o novo rim depende de sua idade, raça, e condições clínicas.

Normalmente, 75 a 80 por cento de transplantes de doadores cadáver estão funcionando um ano depois de cirurgia. Porém, transplantes de parentes vivos funcionam freqüentemente melhor do que transplantes de doadores cadáver. Isso ocorre porque eles normalmente tem uma melhor compatibilidade.

Seu médico lhe dará drogas especiais para ajudar a prevenir a rejeição. Esses medicamentos são chamados imunossupressores. Você precisará tomar estes remédios diariamente para o resto de sua vida.

Às vezes essas drogas não impedem seu organismo de rejeitar o novo rim. Se isto acontecer, você voltará para alguma forma de diálise e possivelmente esperará por outro transplante.

O tratamento com essas drogas pode causar efeitos colaterais. O mais sério é que eles debilitam seu sistema imunológico e o tornam mais propenso a adquirir infecções. Algumas drogas também causam mudanças em sua aparência. Seu rosto pode se tornar mais cheio. Você pode ganhar peso ou pode desenvolver acne ou pêlos faciais. Nem todos os pacientes têm esses problemas, a maquilagem e a dieta podem ajudar.

Algumas dessas drogas podem causar problemas como cataratas, acidez no estômago, e doença de quadril. Em um número menor de pacientes, estas drogas podem causar também danos no fígado ou rim quando usadas por um período longo de tempo.

Dieta para pacientes transplantados é menos limitante que para pacientes em diálise. Você ainda pode ter que reduzir em um pouco os alimentos. Sua dieta provavelmente mudará conforme seus medicamentos, exames de sangue, peso, pressão sanguínea mudarem.

Você pode precisar contar as calorias. Os medicamentos podem lhe dar um apetite maior e pode causar ganho de peso.

Você pode ter que limitar a ingestão de comidas salgadas. Os medicamentos podem causar retenção de sal em seu corpo e podem causar pressão alta.
Você pode precisar comer menos proteína. Alguns medicamentos levam a um maior acúmulo de resíduos em sua circulação sangüínea.

OS PRÓS E CONTRAS

Há os prós e contras no transplante de rim.

Prós

Funciona como um rim normal.
Ajuda a você sentir-se mais saudável.
Você tem menos restrições na dieta.
Não há nenhuma necessidade de diálise.

Contras

Requer uma cirurgia.
Você pode ter que esperar por um doador.
Um transplante pode não durar a vida inteira. Seu corpo pode rejeitar o novo rim.
Você terá que tomar remédio para o resto de sua vida.

QUESTÕES QUE VOCÊ PODE QUERER PERGUNTAR PARA SEU MÉDICO:
  1. Transplante é a melhor escolha de tratamento para mim? Por que sim ou por que não?
  2. Quais são minhas chances de ter sucesso com um transplante?
  3. Como eu descubro se um familiar ou amigo podem doar?
  4. Quais são os riscos a para um familiar ou amigo se ele ou ela doam?
  5. Se um familiar ou o amigo não doam, como sou colocado em uma lista de espera para um rim? Quanto tempo eu terei que esperar?
  6. O que são os sintomas de rejeição?
  7. Quem estará cuidando de mim? Como eles podem me ajudar?
  8. Eu posso falar a quem sobre sexualidade, finanças, ou preocupações familiares?
  9. Como/onde eu posso falar com outras pessoas que enfrentaram esta decisão?
abs,
Carla

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Oi gente!


Não sei se vc. percebeu que já viramos uma década do novo milênio quanto tempo... O que pensar? O que fazer? Quantos acertos, erros, ganhos e perdas; não sei vc. mas eu acertei, errei muito, mas tive a coragem de aprender com meus erros, ganhei e perdi (perdas significativas que nem quero contabilizar pq ainda doem muito elas deixaram feridas que ainda não começarão a cicatrizar...). Então, aproveite o mês de janeiro para fazer uma limpeza e/ou faxina nas gavetas do seu interior recicle, aprimore, releia as atitudes, ajude o próximo, perdoe sempre e ame todos os dias. Veja como vc. está utilizando o seu tempo ele é um mestre na arte de refazer as coisas. Ele nos dá ferramentas precisas pra remodelar, recolorir, reconstruir a vida. Use o tempo a seu favor. Vá devagar vamos ficar mais leve para a vida. Eu estou tentando...


Um ano de muita luz, paz, compreensão, saúde e tudo que o Senhor quiser te dar.


abs,

Carla

domingo, 2 de janeiro de 2011

Pré-Diabetes





É muito comum ouvirmos que alguém tem começo de diabetes, mas nem sempre a população sabe o que é isso. Este artigo tenta explicar o que é o começo de diabetes e o que devemos fazer quando este diagnóstico é realizado e mostrar os riscos que esta situação representa.

O que é começo de diabetes, pré-diabetes, intolerância ao teste de glicose ou glicemia de jejum alterada?

O termo popular “começo de diabetes” corresponde ao termo médico pré-diabetes, que indica ser o primeiro passo para o desenvolvimento da doença. O termo pré-diabetes é utilizado desde 2002, quando substituiu os termos “intolerância ao teste de glicose” e “glicemia de jejum alterada”.

Em 2003, a Federação Internacional do Diabetes – FDI divulgou que há mais de 300 milhões de pessoas no mundo com pré-diabetes. Este número mostra que a cada 10 pessoas, aproximadamente uma tem pré-diabetes.

Para sabermos se uma pessoa tem pré-diabetes, dois testes podem ser realizados. Na verdade, são os mesmos testes para descobrirmos se uma pessoa tem diabetes. Estes testes são: glicemia de jejum e teste oral de tolerância à glicose (TOTG). O TOTG é um teste em que o paciente ingere um líquido contendo 75 gramas de glicose (tipo de açúcar) e depois de 2 horas o laboratório mede sua glicose no sangue (glicemia).

Os Valores dos Testes para definirmos Pré-Diabetes ou Diabetes são:

Para glicemia de jejum, consideramos normais valores abaixo de 100mg/dl. Entre 100 e 125mg/dl, denominamos pré-diabetes. Acima de 126mg/dl, constatamos que a pessoa já é portadora de diabetes.



Para o teste oral de tolerância à glicose (TOTG), uma pessoa tem valor normal, se estiver abaixo de 140mg/dl. Entre 140 e 200mg/dl, é pré-diabético. Maior que 200mg/dl, definimos diabetes mellitus.

Para definirmos pré-diabetes ou diabetes mellitus, podem ser realizados os dois exames ou o exame com resultado alterado deve ser repetido pelo menos mais uma vez.





Quem precisa fazer teste para descobrir que tem Pré-Diabetes?

Nem todas as pessoas precisam fazer o teste para saber se têm pré-diabetes. O teste


de glicemia para o diagnóstico de pré-diabetes ou de diabetes mellitus deve


ser realizado por todas as pessoas com mais de 45 anos de idade e especialmente se


estiverem acima do peso ideal. Algumas pessoas com menos de 45 anos e acima do peso


ideal também devem realizar o teste, principalmente se tiverem um dos seguintes


fatores de risco para o desenvolvimento de diabetes:




  • Familiar bem próximo com diabetes (pai, mãe, irmãos e filhos);
  • Sedentarismo (pessoas que não realizam atividade física);
  • Mulheres que tiveram filhos que nasceram com mais de 4kg;
  • Hipertensão arterial;
  • Colesterol ou triglicérides alterados;
  • Síndrome dos ovários policísticos ou acantose nigricante (escurecimento da pele da nuca e das axilas, em geral);
  • História de doença vascular.

Que riscos uma pessoa que tem Pré-Diabetes sofre?

Estudos médicos mostram que uma pessoa que tem pré-diabetes tem risco maior de ter infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (derrame cerebral), problemas nos olhos, nos rins, nos nervos e nos vasos sangüíneos, comparados com uma pessoa que não tem pré-diabetes.Outro estudo mostra que a cada 100 pessoas com pré-diabetes, 11 podem desenvolver a doença a cada ano, se não forem tomadas medidas preventivas.

O que devo fazer se eu tenho Pré-Diabetes? Existe Prevenção? Cura? Posso me tornar Diabético?

Infelizmente ainda não há remédios bastante eficazes para prevenir o pré-diabetes e o diabetes. A melhor prevenção ainda é a realização freqüente de atividade física e ter uma alimentação saudável. Ambos ajudam a perder peso, evitar a hipertensão arterial e diminuir o risco de problemas cardíacos.

O sobrepeso e a obesidade são fatores de risco importantes para o desenvolvimento de pré-diabetes e diabetes. As pessoas que estão acima de seu peso ideal desenvolvem resistência à insulina, ou seja, estas pessoas precisam de mais insulina do que uma pessoa magra para que a glicose do sangue possa entrar nas células do corpo. Quando o pâncreas, que produz a insulina, não conseguir fabricar a quantidade suficiente de insulina, há o desenvolvimento do diabetes.

Alguns remédios podem até ajudar, mas nenhum se mostrou melhor do que a atividade física e a alimentação saudável. Ambos dependem exclusivamente do empenho de cada pessoa para que o bjetivo seja alcançado. Quem se esforçar mais para perder peso terá mais chance de prevenir e de até voltar à condição de glicemia normal.

Assim como o diabetes, não há cura para o pré-diabetes. O que pode ocorrer é uma pessoa pré-diabética ou diabética voltar a ter glicemia normal após realizar as medidas de prevenção que já citamos, geralmente associadas à perda de peso. Se voltar a engordar, as condições de pré-diabetes e diabetes podem voltar. Portanto, não adianta só perder peso, mas sim, o mais importante é manter o peso adequado, continuando a realizar exercícios e a se alimentar adequadamente.

Você pode contribuir para evitar o Pré-Diabetes e o Diabetes da seguinte forma:

  • Evitar o sobrepeso e a obesidade, mantendo-se dentro do peso ideal para sua altura;
  • Realizar uma alimentação saudável, evitando excessos de gorduras, açúcar e massas. Preferir alimentos integrais (farinha integral, arroz integral, etc...), verduras, legumes, frutas, queijos brancos, carnes magras, etc;
  • Não exagerar na quantidade de alimentos consumidos em cada refeição;
  • Praticar uma atividade física de 3 a 4 vezes por semana;
  • Realizar o exame da glicemia se estiver indicado.

Além disso, outras medidas também são importantes para se ter uma vida saudável:

  • Controlar a pressão arterial e os níveis de colesterol no sangue;
  • Evitar excesso de sal na alimentação e
  • Não fumar.

    Caso você descubra que tem pré-diabetes, isto não é motivo para desespero. Você é o principal responsável para controlar a doença e evitar complicações. Apesar de não ser tão fácil, todos devem adquirir hábitos de vida cada vez mais saudáveis. Procure ter acompanhamento de um médico e de um nutricionista, seguindo suas recomendações.


    Fonte: “Pote de Mel” – Publicação do NEADHC

- Núcleo de Excelência em Atendimento ao Diabético do HC


http://www.diabete.com.br/artigo/artigos.asp


abs,
Carla