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sábado, 4 de julho de 2026

MELHOR IDADE: ELA NÃO QUER FAZER O TRATAMENTO, ALEGA QUE NÃO ESTÁ ADIANTANDO NADA. ORIENTAÇÃO AO CUIDADOR:

 

Berna Almeida II

Cuidador, dá para sentir o peso que é enfrentar esse momento, você se esforça para organizar a medicação, quer garantir que ele receba o tratamento necessário para ter mais qualidade de vida, e, no fim, ele acaba jogando tudo fora e ainda diz que nada faz efeito.
É exaustivo, frustrante e, muitas vezes, faz a gente se sentir sozinho nessa luta.
Mas por que será que esse comportamento é tão comum e como podemos contornar essa situação?
O que acontece é que, para quem vive com a desorientação da demência, o comprimido não é um "remédio" que traz saúde, mas sim um objeto estranho, muitas vezes amargo ou de textura difícil, que ele não entende por que deve ingerir.
Quando ele diz que "não faz efeito", pode ser o medo da perda de controle ou uma forma de defesa contra algo que ele não compreende mais, além disso, conforme a doença avança, pode surgir a disfagia (dificuldade de engolir), o que faz com que o ato de tomar o remédio seja, na verdade, um momento de desconforto físico.
Estratégias para suavizar esse momento
  • A técnica da camuflagem: Se o médico permitir, abra a cápsula ou amasse o comprimido e misture em alimentos de consistência pastosa que ele goste, como um purê de frutas, iogurte ou gelatina. O objetivo é que o remédio não seja o foco, mas sim um complemento da refeição.
Importante: consulte sempre o médico antes, pois alguns comprimidos não podem ser partidos ou macerados.
  • O ambiente deve ser de paz: Se ele sente que você está ansiosa ou tensa, ele vai reagir com resistência. Tente oferecer o medicamento em um momento de descontração, talvez acompanhado de um suco que ele adore. O remédio deve ser entregue como um gesto de carinho, não como uma imposição.
  • O "tomar junto": Às vezes, o simples fato de você tomar um copo de água ou uma vitamina junto com ele, mostrando que é algo natural e seguro, diminui a desconfiança. O exemplo visual funciona muito mais do que a explicação lógica.
  • Ajuste da forma farmacêutica: Converse com o médico ou o farmacêutico sobre a possibilidade de trocar comprimidos grandes por gotas, xaropes ou adesivos transdérmicos, caso existam alternativas, isso pode eliminar o trauma de engolir algo sólido.
  • Valide a resistência: Em vez de discutir sobre a eficácia do medicamento, acolha a recusa. "Entendo que você não queira agora, vamos deixar aqui um pouquinho e daqui a pouco tomamos com um suco bem gostoso?".
O respeito pelo tempo dele evita o "cabo de guerra".
Cuidador,
Sei que esse embate diário suga suas energias, quando ele joga o remédio fora, você sente que seu trabalho de cuidado está sendo invalidado, mas lembre-se: ele não está fazendo isso para te atingir, ele está tentando lidar com o medo e a confusão que a doença impõe. Não carregue a culpa pela recusa dele, você está fazendo o impossível para garantir que ele esteja bem, e esse esforço não passa despercebido.
Respire fundo, tente uma nova estratégia mais tarde com paciência e, se o estresse estiver grande demais, lembre-se de que você também precisa de apoio.
Você é um pilar essencial, e seu cuidado é um ato de amor profundo, mesmo quando ele não consegue retribuir como você gostaria.
Instituto Berna Almeida-@institutobernalmeida
Página e Grupo de Apoio Online: 1 Sujeito Chamado Alzheimer







FONTE: https://www.facebook.com/groups/307004436047308/








obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico

abs

Carla



⚕️ Aviso médico: As informações deste artigo têm caráter exclusivamente educativo e não substituem a consulta com médico e/ou nutricionista. Cada pessoa tem necessidades individuais busque sempre orientação profissional antes de

Tratamento

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