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sexta-feira, 1 de setembro de 2023

SAPATO PARA IDOSO: escolher o modelo certo evita quedas

 

6 dicas desenvolvidas por especialistas para aprender como melhorar o bem-estar e a evitar o risco de quedas, fazendo a escolha certa do sapato para idoso.

SAPATOS PARA IDOSOS: COMO MINIMIZAR O RISCO DE QUEDA?

Escolher os sapatos para idosos é tarefa que deve ser levada a sério, assim como qualquer outra atividade que se relacione ao bem-estar das pessoas com mais de 60 anos (segundo o Estatuto do Idoso, essa é a idade para a pessoa ser considerada idosa).

O calçado é a interface entre o corpo e a superfície de suporte e pode afetar potencialmente o equilíbrio, aumentando o risco de queda. Estudos mostram que calçados inapropriados estão envolvidos em 45% dos casos de quedas em idosos, e o uso de chinelos aumenta exponencialmente esse risco.

Os efeitos do pós-queda podem ser ainda mais devastadores, chegando a causar distúrbios emocionais e depressão, pois alguns casos exigem que o idoso aumente sua dependência de outras pessoas. 

Dor, mobilidade reduzida, deformidades nos dedos e joanete são algumas das outras consequências que o uso de sapatos inadequados para idosos podem causar.

Existem diversas ações que podem – e devem – ser tomadas para reduzir o risco de queda no idoso. No entanto, começar buscando uma orientação profissional para a escolha de sapato para idoso é imprescindível, inclusive para a população acima dos 60 anos e não apenas para os idosos mais velhos. 

Ainda que o idoso não apresente nenhum problema de mobilidade e tenha uma vida ativa, é fundamental priorizar o seu conforto com os sapatos adequados, para que continue realizando suas atividades rotineiras com confiança e não se machuque. 

MAIS FATORES RELACIONADOS ÀS QUEDAS DE IDOSOS

Outros fatores devem ser observados em relação aos sapatos, quando se trata de reduzir a queda no idoso: o uso de salto maior que 2,5 cm dobra o risco de queda, além de diminuir a sensação de conforto e a percepção de equilíbrio. 

Especialmente para mulheres idosas que gostam de utilizar salto alto: eles não estão proibidos, mas recomendamos atenção redobrada ao modelo, que não deve ser muito alto, bem como, com o local em que ele será usado. Explicamos: evite usar sapatos de salto alto em lugares com muitos desníveis e esburacados, como calçadas, ou que tenham pisos muito escorregadios (pisos cerâmicos ou de porcelanato). 

Estudos conduzidos por pesquisadores de fisiologia aplicada e biomecânica apontam que saltos mais altos e solas macias não são recomendados para idosos, sendo o ideal utilizar um sapato bem amarrado com colar baixo e sola de dureza ótima. Falaremos mais sobre como escolher os melhores sapatos para idosos ao longo do artigo.

É importante falar sobre a questão do solado, pois pessoas idosas, especialmente aquelas com déficits somatossensoriais (quando os subsistemas que transmitem ao cérebro sinais sobre vários aspectos do corpo começam a falhar) tendem a considerar o calçado com solas macias como confortável e estável, o que configura um perigo iminente. O solado macio aumenta a instabilidade da superfície, ocasionando maior oscilação postural e aumentando o risco de quedas. 

Andar descalço ou de meia também não são alternativas viáveis, uma vez que vários estudos demonstraram o aumento do risco de queda nessas situações.

SAPATOS PARA IDOSOS E O PÉ DIABÉTICO

O pé diabético é uma complicação decorrente da diabetes e demanda atenção redobrada com a escolha dos sapatos adequados. A pessoa acometida pela Diabetes Mellitus (tipo DM1 ou DM2) corre o risco de sofrer de neuropatia diabética, uma condição que afeta as extremidades do corpo, como os pés.

Neste caso, a pessoa que apresenta o pé diabético sofre com a diminuição da sensibilidade para dor e temperatura, por exemplo. Então, caso haja uma lesão, há risco de a pessoa com diabetes não perceber e essa ferida evoluir, infeccionar e até causar uma amputação.

Dois fatores de risco que agravam a condição da pessoa com diabetes são:

  • andar descalço: os dedos e o pé, de forma geral, ficam sem proteção contra arranhões, perfurações, quedas de itens e topadas;
  • sapato inadequado: podem descompensar o peso do corpo em determinados pontos nos pés, causando úlceras por pressão; se tiverem bicos estreitos, podem apertar os dedos, causando calos e deformações nas unhas. 

Especialmente para idosos, a diabetes vinculada ao uso de sapatos inadequados é uma grande vilã. Afinal, com o passar dos anos, as pessoas tendem a ter menos mobilidade para realizar o autoexame visual dos pés, atividade indispensável para reduzir a evolução de lesões nos membros inferiores. Por esse motivo, é fundamental que a pessoa diagnosticada com pé diabético passe regularmente por uma avaliação de especialistas.

Estes profissionais são capazes de identificar o grau de risco para o desenvolvimento de lesões nos pés, prestar as orientações para melhorar o bem-estar e a qualidade de vida e indicar os melhores modelos de sapatos para idosos com diabetes.

6 DICAS PARA ESCOLHER OS SAPATOS PARA IDOSOS

É essencial que o calçado escolhido seja confortável, fácil de usar e aceito esteticamente. Mas, as pesquisas indicam que para um calçado ser adequado do ponto de vista de manutenção do equilíbrio e controle postural das pessoas idosas, ele deve apresentar:

  • Salto baixo e amplo

Altura do salto de até 2,5 cm e, de preferência, grosso. Salto alto afeta o equilíbrio estático e dinâmico, enquanto saltos estreitos estão relacionados com um maior número de fraturas em mulheres acima de 45 anos.

  • Altura adequada do colar

Calçados com colar alto (botas/cano alto) melhoraram a performance de mulheres idosas em teste de equilíbrio. O colar alto funciona como um input sensório extra, facilitando a propriocepção da articulação do tornozelo.

  • Contraforte alto 

Fornece maior estabilidade do calcâneo durante a marcha, evitando movimentos de pronação ou supinação excessivos, isto é, torção ou rotação dos pés. 



Localização do colar e do contraforte nos sapatos para idosos. Fonte: arquivo Stay Care

  • Numeração certa 

Os sapatos para idosos não podem ser menores e nem maiores do que a numeração certa. Se o calçado for maior, causará insegurança; se for menor, provocará incômodo, e ambas são condições que prejudicam o equilíbrio do idoso ao caminhar.


 

  • Dureza e formato da sola

Aumento da estabilidade através de maior contato com a base de suporte. As pessoas costumam andar mais rápido e com passos maiores em superfícies usuais quando utilizam calçados de sola adequada. O solado deve ser maior na região de calcâneo quando em comparação com a região do ante pé. Artigos apontam para medidas de 18 e 25 mm, respectivamente.

  • Solado antiderrapante

Costuma ser mais firme e evita que a pessoa idosa escorregue, situação que normalmente precede a queda.

Por último, mas não menos importante: caso o idoso seja ativo, é natural que os sapatos que ele utiliza com mais frequência se desgastem mais rapidamente. Não é indicado que se insista em calçados deformados, pois, dentre os problemas decorrentes do uso intenso, os sapatos perderão sua capacidade antiderrapante e causarão desestabilidade aos pés, facilitando a queda do idoso. 

BUSCANDO CUIDADOS ESPECIALIZADOS PARA IDOSOS?

Depois de uma queda, o idoso precisará de um acompanhamento para os cuidados com as feridas causadas pelo acidente. Nem sempre um familiar ou amigo tem condições de realizar esse acompanhamento, e existem casos em que o tratamento das lesões na derme demandam um profissional especializado.

O agravamento é ainda maior em situações de lesões em idosos com diabetes, cuja atenção à cicatrização e à evolução da ferida devem ser feitas por um especialista. Os profissionais mais indicados são aqueles com graduação em Enfermagem, pós-graduação em Enfermagem Dermatológica, Estomaterapia ou Podiatria, ou capacitações em Procedimentos Podiátricos.

Além do tratamento das lesões existentes (hematomas e feridas) e pré-ulcerativas (calos e fissuras, por exemplo), estes profissionais têm competências para orientar medidas preventivas e corretivas para evitar novas quedas dos idosos, através de orientações para pacientes, familiares, amigos e mesmo outros profissionais de saúde, bem como:

  • indicação dos calçados adequados;
  • inspeção dos calçados e meias; e
  • exame regular dos pés diabéticos de idosos.

A Stay Care pode ajudar! Somos uma rede de franquias especializada em cuidados com as pessoas com feridas agudas e crônicas, fistulas, cateteres, drenos, estomias (gastrostomias, colostomias, derivações urinárias/urostomias, entre outros), alterações e/ou lesões nos pés e unhas, e incontinência urinária e anal.

Consulte nossa rede de unidades distribuídas em diversas regiões do Brasil e conheça tudo o que podemos fazer pela sua saúde e pelo bem-estar daqueles que você ama.

 

REFERÊNCIAS

Brasil. Presidência da República. Casa Civil. Subchefia para Assuntos Jurídicos Diário da Justiça Eletrônico. Lei No 10.741, de 1º de outubro de 2003. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.741.htm>. Acesso em 27 fev. 2021.

Gabbel A, Simons MA, Nayak US. Falls in the healthy elderly: predisposing causes. Ergonomics 1985; 28:965-75.
Kerse N, Butler M, Robinson E, Todd M. Wearing slippers, falls and injury in residential care. Aust N Z J Public Health 2004; 28:180-7.

Menant JC, Perry SD, Steele JR, Menz HB, Munro, BJ, Lord SR. Effects of shoe characteristics in dynamic stability when walking on even and uneven surfaces in young and older people. Arch Phys Med Rehabil 2008; 89:1970-76.

Menz HB, Lord SR. Footwear characteristics and risk of indoor and outdoor falls in older people. Gerontology 2006; 52:174-80.

Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia. Como reduzir quedas no idoso. Disponível em: <https://www.into.saude.gov.br/lista-dicas-dos-especialistas/186-quedas-e-inflamacoes/272-como-reduzir-quedas-no-idoso>. Acesso em 28 fev. 2021.

Moraes, Ana Luísa. A real importância de escolher o calçado certo na terceira idade. Disponível em: <https://saude.abril.com.br/medicina/a-real-importancia-de-escolher-o-calcado-certo-na-terceira-idade/>. Acesso em 27 fev. 2021.
Tencer AF, Koepsell TD, Wolf ME. Biomechanical properties of shoes and risk of falls and older adults. J Am Geriatr Soc 2004; 52:1840-6.


 

FONTE:  http://www.staycare.com.br/2021/03/01/sapato-para-idoso-como-escolher/


 

 

obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico

abs

Carla


 

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Carla

 

SETEMBRO É....

Setembro
Verde é a cor do mês de setembro para a conscientização sobre a doação de órgãos e prevenção ao câncer de intestino. Neste mês, a data 27 de setembro é o Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos. Outra cor para o mês de setembro é o amarelo, que tem como objetivo a prevenção ao suicídio. Setembro também recebe a cor vermelha para a conscientização sobre a prevenção das doenças cardiovasculares.

  • Set 21 qui
    Dia Mundial da Doença de Alzheimer
  • Set 21 qui
    Dia Nacional de Conscientização da Doença de Alzheimer


SETEMBRO - Vermelho / Verde: O nono mês do ano fica vermelho para ressaltar a importância de cuidarmos da saúde do coração. O período também destaca ações sobre a doação de órgãos


Setembro
– Câncer de pâncreas (laço roxo)
– Câncer infantil (laço bege)
– Câncer de ovário (laço verde claro)
– Câncer de tireoide (laço rosa e azul)


00 – Mês Mundial do Alzheimer
01 – Dia do Profissional de Educação Física. Data instituída pela Lei nº 11.342/2006
03 – Dia do Biólogo
05 – Dia Nacional de Conscientização e Divulgação da Fibrose Cística. Data instituída pela Lei nº 12.136/2009
05 – Dia do Oficial de Farmácia. Data instituída pela Lei nº 5.157/1966
08 – Dia Nacional de Luta por Medicamento
08 – Dia Mundial da Fibrose Cística
09 – Dia do Médico Veterinário
10 – Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio
13 – Dia Mundial da Sepse
13 – Dia Nacional de Luta dos Acidentados por Fontes Radioativas. Data instituída pela Lei nº 12.646/2012
15 – Dia Mundial de Conscientização Sobre Linfomas
16 – Dia Nacional de Combate e Prevenção à Trombose. Data instituída pela Lei nº 12.629/2012
16 – Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio
17 – Dia Mundial da Segurança do Paciente
17 – Dia Mundial do Doador de Medula Óssea
18 – Dia Nacional de Conscientização e Incentivo ao Diagnóstico Precoce do Retinoblastoma. Data instituída pela Lei nº 12.637/2012
19 – Dia Internacional de Conscientização sobre Picadas de Cobra
21 – Dia Mundial da Doença de Alzheimer e Dia Nacional de Conscientização da Doença de Alzheimer. Data instituída pela Lei nº 11.736/2008
21 – Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. Data instituída pela Lei nº 11.133/2005
22 – Dia Nacional da Saúde de Adolescentes e Jovens
22 – Dia Mundial da Leucemia Mieloide Crônica
23 – Dia Internacional Contra a Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres e Crianças
23 – Dia Internacional das Línguas de Sinais
Última semana completa de setembro – Semana Internacional das Pessoas Surdas
25 – Dia Mundial do Pulmão
26 – Dia Nacional dos Surdos. Data instituída pela Lei nº 11.796/2008
27 – Dia Nacional da Doação de Órgãos. Data instituída pela Lei nº 11.584/2007
27 – Dia Nacional da Doença de Huntington. Data instituída pela Lei nº 14.607/2023
28 – Dia Mundial da Raiva
29 – Dia Mundial do Coração

 




Câncer de pâncreas: laço roxo

O pâncreas é responsável pela produção de hormônios e outras substâncias que auxiliam na digestão dos alimentos. O câncer que surge neste órgão é, em 95% dos casos, o adenocarcinoma, que se origina no tecido glandular. É responsável por cerca de 2% de todos os tipos de câncer incidentes no Brasil, sendo mais raro antes dos 30 anos de idade e mais comum a partir dos 60 anos, na população masculina.
Pela dificuldade de detecção em fases mais precoces, apresenta um prognóstico ruim, em função do diagnóstico tardio e de seu comportamento agressivo.
O tabaco aparece como o principal fator de risco para o surgimento desse tipo de câncer, que acomete três vezes mais os fumantes. A doença também está relacionada ao consumo excessivo de gordura, de carnes e de bebidas alcoólicas, e à exposição a compostos químicos, como solventes e derivados do petróleo.
O diagnóstico da doença se dá através das manifestações clínicas associadas à exames de imagem que mostram a presença de lesão expansiva no pâncreas, confirmada por exame anatomopatológico. O tratamento pode envolver quimioterapia, radioterapia e cirurgia.
Não fumar, evitar a ingestão excessiva de bebidas alcoólicas e uma dieta saudável são medidas válidas para se prevenir o câncer de pâncreas.

 


Câncer de ovário: laço verde claro

O câncer de ovário é um tipo de câncer ginecológico que se origina nos órgãos reprodutores femininos. Cerca de 90% dos casos são não hereditários e podem ocorrer em qualquer faixa etária, mas acometem principalmente mulheres acima de 50 anos.
A maioria dos tumores só apresenta manifestações clínicas em estágios mais avançados da doença, o que dificulta o diagnóstico precoce. À medida que o tumor cresce podem surgir sintomas como aumento do volume abdominal, constipação intestinal ou diarreia, sangramento vaginal, dores abdominais, massa abdominal palpável e emagrecimento, entre outros.
Seu desenvolvimento está relacionado a fatores genéticos, ambientais e hormonais. Fatores como a multiparidade (múltiplos filhos), amamentação, uso de pílulas anticoncepcionais, ligadura tubária (laqueadura), histerectomia (retirada do útero) e salpingo-oforectomia (retirada dos ovários e tuba) bilateral são considerados protetores contra a doença.
Para a prevenção primária deve-se priorizar hábitos de vida saudáveis, com alimentação adequada e controle de peso, associados ao exame ginecológico de rotina. Em caso de parente de primeiro grau com câncer de ovário e/ou mama, o controle deve ser mais rigoroso.
A cirurgia, associada ou não à quimioterapia, constitui a principal modalidade terapêutica.

 


Câncer de tireoide: laço rosa e azul

A função da tireoide é produzir hormônios que atuam na regulação do metabolismo. Suspeita-se que a incidência do câncer nesta glândula seja maior pelo fato de ser um tumor geralmente pouco agressivo, que pode passar despercebido ao longo da vida.
É responsável por cerca de 1% de todos os tumores malignos do corpo, é três vezes mais comum nas mulheres que nos homens e dois em cada três casos ocorrem na faixa etária dos 20 aos 55 anos de idade.
Os fatores de risco mais comumente associados ao câncer de tireoide são decorrentes de síndromes genéticas e radiação na região do pescoço para tratamento de doenças anteriores e a algumas.
Geralmente começa como um tumor pequeno que se manifesta como um nódulo assintomático. Ao começar a crescer, as células malignas podem invadir a membrana que reveste a tireoide. Caso o crescimento prossiga, elas se disseminam pela circulação linfática, acometendo os linfonodos do pescoço (mais comuns nos carcinomas papilíferos), ou pela circulação sanguínea, migrando para os pulmões e ossos (mais comum nos carcinomas foliculares).
Quando os sinais aparecem, podem ocorrer aumento dos gânglios linfáticos e do volume do pescoço, rouquidão, tosse persistente, dificuldade para engolir e sensação de compressão da traqueia. O principal exame para chegar ao diagnóstico é a biópsia, seguida ou não de exame imuno-histoquímico.
Em geral, o tratamento do câncer de tireoide é cirúrgico e leva em conta o tipo e a gravidade da doença, que pode exigir também o uso de radioterapia e/ou quimioterapia.

 

FONTE:  https://bvsms.saude.gov.br/

https://www.calendarr.com/brasil