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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Reduzir o consumo de sal diminui risco de câncer de estômago, diz ONG


Diminuir o consumo de alimentos salgados como pão, presunto e outros embutidos pode reduzir os riscos de câncer de estômago. O alerta foi feito pela ONG britânica World Cancer Research Fund (Fundo Mundial de Pesquisas sobre o Câncer, WCRF).

A entidade, que oferece aconselhamento sobre a prevenção do câncer, quer que a população consuma menos sal e que a quantidade de sódio nos alimentos industrializados seja indicada mais claramente no rótulo.

Apenas na Grã-Bretanha, um em sete cânceres do estômago poderiam ser prevenidos se as pessoas seguissem as recomendações diárias de consumo de sal, diz a ONG.

Sal demais pode provocar pressão alta, doenças cardíacas e acidentes vasculares (derrames), além de câncer.

O consumo diário recomendado pelas autoridades de saúde britânicas é 6 gramas. Mas, segundo o WCRF, os britânicos consomem, em média, 8,6 g por dia.

No Brasil, um estudo encomendado pelo Ministério da Saúde ao IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), publicado em 2011, revelou que o brasileiro consome, em média, 8,2 g diárias de sal.

Inimigo oculto

"O câncer de estômago é difícil de ser tratado com sucesso porque a maioria dos casos não é detectada até que a doença já esteja bem estabelecida", disse a diretora de informação do WCRF, Kate Mendoza,

"Isso enfatiza a importância de escolhermos um estilo de vida que previna a ocorrência da doença - como cortar o consumo de sal e comer mais frutas e legumes".

Comer muito sal, no entanto, não é uma questão de virar o saleiro sobre a batata frita. A maior parte do sal - cerca de 75% - que ingerimos já está no alimento.

Por isso, o WCRF está pedindo que um sistema semelhante às luzes de um semáforo seja adotado nos rótulos de alimentos industrializados. Vermelho para índice alto, amarelo para médio e verde para baixo.

Resistência

A proposta da entidade, no entanto, desagrada fabricantes e supermercados, que preferem outras formas de rotular os alimentos.

Lucy Boyd, da entidade beneficente Cancer Research Uk, disse que a campanha do WCRF corrobora um relatório recente da Cancer Research UK, vinculando o consumo excessivo de sal ao desenvolvimento de câncer.

Citando o caso específico da Grã-Bretanha, a representante diz que, de maneira geral, os britânicos comem sal demais.

"E o consumo é maior entre os homens", acrescenta.

Ela sugere que uma rotulação melhor, por exemplo, usando o sistema baseado nas cores do semáforo, seria útil para ajudar os consumidores a diminuir a ingestão.


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