Pipoca e diabetes parecem
uma combinação improvável, mas a ciência e a orientação nutricional
contam uma história diferente. Fim de semana começou e o Portal Um Diabético ouviu especialistas para responder à pergunta que muita gente faz na fila do cinema ou no sofá de casa: posso comer pipoca?
A resposta é sim. Mas saber como consumi-la faz toda a diferença para
aproveitar esse lanche sem comprometer o controle glicêmico.
O que torna a pipoca um alimento interessan pipoca é feita a partir de uma variedade especial de milho que
estoura quando aquecido: o calor transforma a umidade interna dos grãos
em vapor, criando a textura leve e crocante que todos conhecem.
Originária das Américas e descoberta pelos povos indígenas, hoje é o
segundo lanche mais consumido no Brasil.
Do ponto de vista nutricional, a pipoca apresenta alguns atributos relevantes para quem tem diabetes:
É fonte de fibras: um saquinho de 20 g fornece cerca de 3 g de
fibras, que ajudam a reduzir o pico glicêmico, melhoram a saúde
digestiva e prolongam a saciedade.
Contém polifenóis, antioxidantes que combatem o estresse oxidativo.
Não possui gordura trans nem colesterol na versão natural.
2 saquinhos médios de 20 g (total 40 g) equivalem a 1 fatia de pão — contendo cerca de 28 g de carboidratos e 180 kcal.
A
pipoca feita em casa, na panela, é a melhor opção para quem tem
diabetes. Essa versão permite controlar a quantidade de gordura
utilizada, tornando-a menos prejudicial para o controle da glicose.
Existem até técnicas para estourar pipoca com água, eliminando o uso de
gordura.” Nutricionista Carol Netto, especialista em nutrição clínica
Qual pipoca o diabético pode comer?
Nem toda pipoca é igual. A escolha do preparo é determinante para quem precisa manter a glicemia sob controle.
Versões mais indicadas
Pipoca feita em casa na panela, com pouco óleo ou preparada na água (sem gordura).
Pipoca air-popped (estouro a ar quente), sem adição de manteiga ou sal excessivo.
Temperada com ervas secas, canela, cacau em pó ou outros temperos com baixo impacto glicêmico.
Versões que exigem atenção redobrada
Pipocas doces ou gourmet (com caramelo, leite condensado, leite
ninho, chocolate): ricas em açúcar e gordura, exigem ajuste no plano
alimentar e, para quem usa insulina, cálculo cuidadoso da dose.
Pipoca de micro-ondas industrializada: pode conter gordura em excesso, sódio elevado e aditivos.
Balde de pipoca no cinema: porção difícil de estimar, atenção especial à quantidade consumida.
Como fazer a contagem de carboidratos
Para quem realiza a contagem de carboidratos, a pipoca exige treinamento — especialmente no cinema, onde as porções são imprecisas e frequentemente compartilhadas.
“Para quem tem diabetes e faz contagem de carboidratos, esse é um
dos alimentos em que é preciso treinar bem o tamanho da porção para não
errar muito na estimativa de quantidade de carboidratos e insulina,
principalmente se tratando de cinema e um balde de pipocas
compartilhado.” Nutricionista Débora Bohnen — @debora_bohnen | Membro do Departamento de Nutrição da SBD
A regra prática sugerida pela especialista é simples:
Peso da pipoca
Carboidratos estimados
20 g
14 g de carboidratos
40 g
28 g de carboidratos
Atenção: os cinemas estão isentos da obrigatoriedade de exibir tabela
nutricional, pois manipulam e fraccionam alimentos para consumo
imediato. Por isso, o treinamento em casa — separando a porção em um
bowl e pesando na balança — é a estratégia mais eficaz para estimar com
segurança a quantidade no cinema.
Passo a passo: pipoca saudável em casa
A nutricionista Carol Netto indica a pipoca na panela como a versão mais controlável. Veja como preparar:
Ingredientes:
30 g de milho para pipoca (rende cerca de 2 porções)
1 fio de azeite ou óleo de coco (ou nada, para versão com água)
Sal a gosto, canela, cacau em pó ou ervas secas para temperar
Modo de preparo:
Aqueça a panela em fogo médio. Se usar gordura, adicione apenas um fio.
Acrescente os grãos, tampe e aguarde estourar, chacoalhando a panela ocasionalmente.
Quando os estouros diminuírem, desligue o fogo.
Transfira para um bowl, pese a sua porção e tempere a gosto.
Versão sem gordura: substitua o óleo por 2 colheres de sopa de água — funciona!
Resumo: o que você precisa saber
Prefira a pipoca feita em casa na panela ou air-popped.
Controle o uso de gordura: óleo mínimo ou estoure com água.
Evite versões doces ou gourmets no dia a dia; consuma com moderação e ajuste a insulina, se necessário.
Treine porções em casa usando balança: 20 g = 14 g de carboidratos.
No cinema, estime com base no treinamento feito em casa.
Consuma dentro da sua meta de carboidratos por refeição.
Consulte sempre seu nutricionista ou endocrinologista para ajuste do plano alimentar.
Gerente de Conteúdo e Redes Sociais -
Jornalista mineira, natural de Uberlândia, Laura é descolada, sensível e
criativa. Traz para o projeto uma visão estratégica e conectada com as
tendências digitais. É responsável pela distribuição dos conteúdos nas
redes sociais, escreve reportagens especiais para o portal e atua na
produção audiovisual. Desde que abraçou a causa do diabetes, há três
anos, mergulhou no universo do Um Diabético com dedicação e empatia.
Está constantemente se atualizando para potencializar o alcance e o
impacto do nosso conteúdo.
FONTE: https://umdiabetico.com.br/
obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs.fraternos
Carla
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Vc é muito importante para mim, gostaria muito de saber quem é vc, e sua opinião sobre o meu blog, bjs, Carla
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Vc é muito importante para mim, gostaria muito de saber quem é vc, e sua opinião sobre o meu blog,
bjs, Carla