ABRALE – Associação Brasileira de Câncer do Sangue
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Última atualização em 28 de julho de 2021
Esse câncer raro não pode ser prevenido, mas quando tratado adequadamente, possibilita que o paciente tenha uma boa qualidade de vida
A tricoleucemia é um câncer hematológico que acontece nos linfócitos B, fazendo com que eles se acumulem no sangue periférico, medula óssea e baço. Ela é considerada como rara e, apesar de não ser curável, é possível controlá-la por meio de tratamentos. Dessa forma, o paciente pode ter uma vida prolongada.
Também chamada de leucemia de células pilosas ou células cabeludas, o Dr. Renato Sampaio, professor assistente da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás e chefe do Serviço de Hematologia do Hospital das Clínicas da UFG, conta que ela recebe esse nome pois os linfócitos afetados adquirem formato de pelos ou cabelos.
Mesmo a tricoleucemia sendo, normalmente, considerada um subtipo da leucemia linfoide crônica (LLC), o Dr. Sampaio ressalta que “difere bastante da LLC e elas não devem ser confundidas. São doenças distintas entre si, com abordagem clínica e terapêutica bem diferentes. ”
Essa doença representa somente 2% de todas as leucemias e menos de 1% dos cânceres linfóides. As estatísticas indicam que, nos Estados Unidos (EUA), existe apenas 0,32 casos a cada 100 mil habitantes. Na maior parte das vezes, ela atinge pessoas com cerca de 58 anos, é mais comum em pessoas brancas em comparação com negras e afeta mais homens que mulheres. Assim, para cada mulher com tricoleucemia, há quatro homens diagnosticados.
Ainda não foi identificado o que causa o aparecimento desse câncer, por isso não é possível falar em fatores de risco ou prevenção.
Sintomas de tricoleucemia
O hematologista diz que uma parcela dos pacientes não apresenta nenhum tipo de sintoma no momento do diagnóstico. Mas, para aqueles que apresentam, os principais sintomas de tricoleucemia são:
- desconforto abdominal devido ao aumento do baço
- fraqueza
- perda de peso
- mal-estar
- sangramentos
- infecções
Os dois últimos sintomas aparecem no caso de citopenias severas, ou seja, queda significativa no nível de alguma célula sanguínea. Por exemplo, as infecções acontecem devido à queda na quantidade dos glóbulos brancos, responsáveis pela defesa do corpo. Já o sangramento, se dá por conta do baixo nível de plaquetas, que trabalham na coagulação do sangue.
Como é feito o diagnóstico de tricoleucemia?
A suspeita da doença é levantada por meio de uma análise das células sanguíneas. Em seguida, é feita uma biópsia de medula óssea para que seja possível observar se há a presença de células pilosas. Se for constatada a presença dessas células, serão realizados outros exames para avaliar se realmente é tricoleucemia.
“Ela será confirmada pelo estudo imunofenotípico e imunohistoquímico do sangue periférico e de medula óssea”, o Dr. Sampaio fala.
Tratamento para tricoleucemia
Nas fases iniciais da doença, alguns pacientes podem não precisar de tratamento medicamentoso, apenas fazer acompanhamento médico periódico. Entretanto, uma intervenção terapêutica pode ser indicada se a pessoa apresentar baixa quantidade das células sanguíneas ou aumento do baço/gânglios linfáticos. Isso pode acontecer tanto no momento do diagnóstico, quanto durante as visitas médicas.
Como tratamento de primeira linha “o uso de análogos de purinas é muito efetivo, como a pentostatina e a cladribina. Levando a respostas duradouras”, o médico explica.
É comum que os pacientes respondam bem a esses medicamentos. Porém, caso ocorra a recidiva da tricoleucemia, é possível tratá-la. Uma das opções é repetir o mesmo tratamento, especialmente se a remissão ocorreu por um longo período.
Entretanto, caso ela volte em um curto espaço de tempo ou o onco-hematologista acredite ser melhor trocar de estratégia, há outras terapias que também podem ser utilizadas.
Se a tricoleucemia não responder à quimioterapia, podem ser administrados o Rituximabe, anticorpo monoclonal, ou o Interferon Alfa, terapia biológica. É possível que esses remédios sejam utilizados em conjunto com a quimioterapia.
A esplenectomia, retirada do baço, é uma opção quando o paciente está desconfortável devido ao aumento do órgão. Entretanto, atualmente, ela tem sido cada vez menos utilizada.
“A resposta ao tratamento é muito boa, podendo o paciente viver de maneira muito prolongada. Mas é considerada uma doença incurável”, informa o Dr. Renato Sampaio.
FONTE: https://revista.abrale.org.br/saude/2020/11/tricoleucemia-o-que-e-sintomas-e-tratamentos/

obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs.
Carla








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