Será Natal???

Ei, você, aonde vai com tanta pressa?
Eu sei que você tem pouco tempo...
Mas, será que poderia me dar uns minutos da sua
atenção?
Percebo que há muita gente nas ruas, correndo como você. Há uma correria generalizada...
Entendo que você tenha pouco tempo.
Percebo, também, luzes enfeitando vitrines, ruas, casas, árvores...
Mas, confesso que vejo pouco brilho nos olhares...
Poucos sorrisos afáveis, pouca paciência para uma conversa fraternal...
É bonito ver luzes, cores, fartura...
Mas seria tão belo ver sorrisos francos...
Apertos de mãos demorados...
Abraços de ternura...
Mais gratidão...
Mais carinho...
Mais compaixão...
Que familiares e pessoas que  se odeiam, sem a mínima disposição para a reconciliação se reconciliem.
Mas, porque você me emprestou uns minutos do seu precioso tempo, gostaria de lhe perguntar novamente: Para que tanta correria?
Em meio à agitação, sentado no meio-fio, um mendigo, ébrio, grita bem alto: Viva Jesus. Feliz Natal!
E os sóbrios comentam: É louco!
E a cidade se prepara... Será Natal.
Mas, para você que ainda tem tempo de meditar sobre o verdadeiro significado do Natal, ouso dizer:
O Natal não é apenas uma data festiva, é um modo de viver.
O Natal é a expressão da caridade...
Natal é fraternidade...
Mas o Natal também é união...
Que este Natal seja, para você, mais que festas e troca de presentes...
Que possa ser um marco definitivo no seu modo de viver, conforme o modelo trazido pelo notável Mestre, cuja passagem na Terra deu origem ao Natal...
E, finalmente, o Natal é pura expressão de amor...
Gratidão!!!
abs.fraternos
Carla




terça-feira, 28 de julho de 2015

O Potássio e a Insuficiência Renal

O que é o Potássio
 
O potássio é o principal ião com carga positiva (catião) intra-celular. Só 2% da quantidade total de potássio do organismo é que se encontra no espaço extra-celular.
 
 
Para que serve o Potássio
 
O potássio é importante na manutenção do potencial de membrana das células musculares e nervosas, ou seja, é imprescindível no funcionamento adequado dos músculos (nomeadamente o coração), promovendo a sua contracção, e das células nervosas.
 
 
A preocupação em manter o potássio plasmático nos valores considerados normais (3,5 a 5meq/l) é grande, uma vez que, tanto a sua falta como o seu excesso podem levar a arritmias cardíacas e morte súbita.
 
 
O potássio e a Insuficiência Renal
 
Uma das funções dos rins é regular a quantidade de potássio no sangue: estes são responsáveis por excretar 90% da carga ingerida de potássio, sendo o restante eliminado através das fezes. Os iões de potássio são filtrados no glomérulo: 65% da reabsorção ocorre no túbulo proximal. Quando os rins não são capazes de cumprir esta função de forma eficaz, o nível de potássio no sangue sobe.
 
 
Nas pessoas com Insuficiência Renal Aguda (IRA), e se esta se desenvolve de forma mais ou menos regular, o aumento de potássio é de até 0,5mEq/litro/dia, mas, em situações de evolução rápida, esse aumento pode ser de 1 a 2mEq/litro/dia, acompanhado do aumento nos níveis de creatinina, ureia, fósforo e ácido úrico. O risco de hipercaliémia é maior em utentes anúricos.
 
 
O grau de toxicidade do potássio, na IRA, acontece se este se encontrar acima de 7 a 9mEq/litro (o termo correcto é a hipercaliémia). Os sintomas são: fraqueza, paralisia muscular, sensação de formigueiro na língua/boca/pernas e alterações na condução cardíaca, podendo levar à assistolia (paragem cardíaca). No entanto, muitas vezes, a hipercaliémia não está associada a sinais físicos de alarme e requer tratamento de imediato.
 
 
Desta forma, nas pessoas com IRA, há uma maior dificuldade em regular o balanço hídrico, bem como os níveis de sódio, potássio e outras substâncias, em comparação com os doentes com Insuficiência Renal Crónica (IRC).
 
 

De forma geral, a ingestão de potássio não deve ser restringida de forma rígida, a não ser nos estágios finais da IRC.

 
 
Para os doentes com IRC, a dieta é uma parte importante do plano de tratamento e pode ser modificada com o tempo se a insuficiência renal piorar. De forma geral, a ingestão de potássio não deve ser restringida de forma rígida, a não ser nos estágios finais da IRC. Nestes estágios, os nefrónios perdem a capacidade de excretar este ião e tem de haver um maior controlo da sua ingestão. Quando for necessária a sua limitação, deve-se tomar o cuidado de não usar diuréticos poupadores de potássio, ou mesmo de medicamentos que contenham este ião, como penicilinas.
 
 
Nos doentes a realizar tratamento de diálise e, apesar de a diálise filtrar com eficiência o potássio que se acumula no organismo, este acumula-se entre as sessões de diálise. Assim, é imperioso controlar a sua toma. De forma geral, os especialistas recomendam uma dieta que contenha, pelo menos, 4700 mg de potássio por dia (pessoa normal). Nas pessoas com IRC ou IRA, deve ingerir-se menos de 1500-2700 mg de potássio por dia.
 
 
Tratamento e prevenção da hipercaliémia
 
Na IRC existem mecanismos adaptativos para aumentar a excreção do potássio, quer a nível dos nefrónios remanescentes, quer a nível intestinal. Estes mecanismos têm limites e a hipercaliémia será observada quando a filtração glomerular atingir valores inferiores a 10ml/min. A hipercaliémia também poderá ocorrer em situações em que a redução da filtração glomerular seja moderada (compreendida entre 10 e 60ml/min). Nestes casos, a hipercaliémia pode dever-se a:
 
  • Ingestão excessiva de frutas, legumes frescos, carnes e sais substitutivos do cloreto de sódio.
  • Administração por via endovenosa de grandes quantidades de líquidos, nomeadamente nas transfusões sanguíneas.
  • Casos em que a pessoa esteja em situação clínica de grande lise celular, nomeadamente em casos de trauma, convulsões generalizadas, hemólise e nos tratamentos com quimioterapia.
  • Casos em que a pessoa apresente acidose metabólica e esteja, concomitantemente, a tomar fármacos β-bloqueadores (Propranolol, Atenol e outros).
  • Pessoas com Diabetes, uma vez que a insulina promove a captação de potássio pelas células e, quando há um défice, o potássio não passa para o espaço intra-celular.
  • Acidose metabólica.
  • Catabolismo aumentado.
  • Problemas endócrinos.
  • Fármacos, nomeadamente diuréticos poupadores de potássio, os IECAs (Inibidores da Enzima Conversora da Angiotensina – anti-hipertensores) e os AINEs (anti-inflamatórios não esteróides).
  • Obstipação (o potássio não é excretado).
  • Exercício físico excessivo (leva ao catabolismo).
  • Rabdomiólise (devido à destruição de células).
 
 
A avaliação do potássio plasmático é então recomendada nas avaliações clínicas periódicas dos doentes com IRC, tendo em especial atenção aos que estiverem nas situações clínicas supramencionadas.
 
 

Toma de resinas permutadoras de potássio: Os agentes de ligação ao potássio como as resinas permutadoras de cálcio ou sódio também podem ser usadas paras controlar a hipercaliémia

 
 
Uma ingestão alimentar inferior a 60-70 mmol/dia de potássio é suficiente para prevenir ou tratar a hipercaliémia, na presença de um débito urinário adequado ou de terapia dialítica. Ficam algumas formas de prevenir:
 
  • A maioria dos alimentos contém potássio, sobretudo os vegetais e a fruta.
  • Os utentes devem receber aconselhamento nutricional sobre os alimentos ricos em potássio, tendo acesso a eventuais listas de produtos e as respectivas concentrações de potássio. Uma das listas possíveis encontra-se aqui.
  • Quando se restringe a ingestão protéica, restringe-se normalmente a ingestão de potássio.
  • A batata, a batata-doce e a banana são bastantes ricos em potássio mas devem ser incluídos, de forma consciente, na dieta.
  • Os vegetais devem ser cortados em porções pequenas e fervidos em muita água.
  • Previamente deve demolhar-se os legumes e as batatas, antes de os cozinhar, em água morna e durante, pelo menos, durante duas horas.
  • A água de cozedura deve ser trocada a meio do processo de cozedura., para que grande parte do potássio seja removido.
  • Os vegetais cozinhados numa panela de pressão, microondas ou refogados terão mais potássio do que se forem fervidos e cozidos em água.
  • Os alimentos ricos em fibra são recomendados para evitar a obstipação e regular o trânsito intestinal mas muitos deles são, também, ricos em potássio.
  • No que respeita à fruta, pode-se consumir uma peça de fruta crua (sem casca) por dia, mas a outra deve ser cozida.
  • As massas e o arroz branco têm pouca quantidade de potássio.
  • Deve evitar o consumo de frutas muito ricas em potássio, como o kiwi, abacate, figo, laranja, maracujá, melão, tangerina, pêssego, manga e uvas.
  • O feijão, o chocolate e o tomate têm uma grande quantidade de potássio na sua composição.
  • Toma de resinas permutadoras de potássio: Os agentes de ligação ao potássio como as resinas permutadoras de cálcio ou sódio também podem ser usadas paras controlar a hipercaliémia. Os iões de cálcio são trocados por iões de potássio, no intestino, e o sal de potássio é, deste modo, eliminado. A resina de cálcio é um pó de textura tipo areia e deve ser ingerida 1, 2 ou 3 vezes ao dia. Deve ser diluída numa bebida ligeira e adocicada para disfarçar o sabor característico. A toma prolongada destas resinas pode conduzir a obstipação grave.
 
 
Hipocaliémia
 
A dieta contém, normalmente, o aporte de potássio suficiente, pelo que a hipocaliémia em pessoas com IRC não é frequente. No entanto, pode ocorrer:
 
  • Em pessoas com distúrbios no Sistema Digestivo, nomeadamente com vómitos persistentes e diarreia.
  • Quando há uma toma excessiva de diuréticos espoliadores de potássio, como a Furosemida.
  • Quando há uma utilização frequente de broncodilatadores β estimulantes, nomeadamente o Salbutamol. Nestes casos, estes fármacos induzem a entrada do potássio para o espaço intra-celular.
  • Em situações de restrição alimentar excessiva.
  • Quando a diálise utilizar solutos com concentrações inadequadas de potássio.
  • Na fase de recuperação da IRA, com poliúria persistente.
 
 
O tratamento da hipocaliémia com a administração de um sal de potássio tem de ser realizada com cuidado pois pode provocar hipercaliémia.
 
 
 
 
Referências Bibliográficas:
COSTA,J., NETO, O., NETO, M. - Insuficiência renal aguda. Medicina. Vol. 36 (Abr./Dez., 2003), p. 307-324.
NATIONAL KIDNEY FOUNDATION - For kidney health steer clear of these 5 foods. [Em linha] [Consult. 2.Nov.2014]. Disponível em WWW:
SEELEY, R.; STEPHANS, T.; TATE, P. – Anatomia e Fisiologia. 6ª edição. Loures: Lusociência, 2003. 1118 p. ISBN: 972- 8930-07-0.
THOMAS, Nicola. – Enfermagem em nefrologia. 2ª ed. Loures: Lusociência. 2005. 489 p. ISBN 978-972-8383-85-5.
 
 
obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs,

Carla
extraído:http://www.portaldadialise.com/articles/o-potassio-e-a-insuficiencia-renal
 

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