Será Natal???

Ei, você, aonde vai com tanta pressa?
Eu sei que você tem pouco tempo...
Mas, será que poderia me dar uns minutos da sua
atenção?
Percebo que há muita gente nas ruas, correndo como você. Há uma correria generalizada...
Entendo que você tenha pouco tempo.
Percebo, também, luzes enfeitando vitrines, ruas, casas, árvores...
Mas, confesso que vejo pouco brilho nos olhares...
Poucos sorrisos afáveis, pouca paciência para uma conversa fraternal...
É bonito ver luzes, cores, fartura...
Mas seria tão belo ver sorrisos francos...
Apertos de mãos demorados...
Abraços de ternura...
Mais gratidão...
Mais carinho...
Mais compaixão...
Que familiares e pessoas que  se odeiam, sem a mínima disposição para a reconciliação se reconciliem.
Mas, porque você me emprestou uns minutos do seu precioso tempo, gostaria de lhe perguntar novamente: Para que tanta correria?
Em meio à agitação, sentado no meio-fio, um mendigo, ébrio, grita bem alto: Viva Jesus. Feliz Natal!
E os sóbrios comentam: É louco!
E a cidade se prepara... Será Natal.
Mas, para você que ainda tem tempo de meditar sobre o verdadeiro significado do Natal, ouso dizer:
O Natal não é apenas uma data festiva, é um modo de viver.
O Natal é a expressão da caridade...
Natal é fraternidade...
Mas o Natal também é união...
Que este Natal seja, para você, mais que festas e troca de presentes...
Que possa ser um marco definitivo no seu modo de viver, conforme o modelo trazido pelo notável Mestre, cuja passagem na Terra deu origem ao Natal...
E, finalmente, o Natal é pura expressão de amor...
Gratidão!!!
abs.fraternos
Carla




domingo, 19 de julho de 2015

“Senti medo por nunca ter visto minha mãe tão transtornada daquele jeito”: a faceta agressiva do Alzheimer

Cuidadores, até sopa fria ou uma roupa apertada podem deixar o paciente irritado e agressivo. E saibam de uma coisa: os ataques verbais e físicos não são pessoais, são desdobramentos da doença. Eles não sabem o que estão fazendo. Vejam essa matéria
 
 
 
 
 
São diversos os relatos de cuidadores que são agredidos pelos pacientes de forma verbal e até mesmo física. Especialista explica os possíveis motivos desses ataques e como controlar a situação
 
Por Mariana Parizotto
“A minha sensação de culpa alcançou o ápice quando minha mãe disse que iria me matar. Experimentei uma mistura tão profunda de medo e culpa, que nem se compara ao dia em que fiquei com uma arma apontada para a minha cabeça durante um sequestro-relâmpago. Senti medo por nunca ter visto minha mãe tão transtornada daquele jeito e estar sozinha”. O relato é da Marcela Peres, de 28 anos, cuidadora em tempo integral de sua mãe, que acabou de completar 56 anos e há pouco tempo foi diagnosticada com Alzheimer. 
 
Sem conseguir controlar a situação e temendo por sua integridade física, Marcela decidiu internar temporariamente a mãe em uma clínica especializada. 
 
A agressividade exacerbada da mãe de Marcela não é algo incomum, pelo contrário. São diversos os relatos de cuidadores que são agredidos pelos pacientes de forma verbal e até mesmo física. Segundo a psicóloga Simone Manzaro, a agressividade e outras alterações comportamentais aparecem bastante na Doença de Alzheimer, porém a agressividade é a que mais atinge de forma negativa o cuidador, pois este entende como algo pessoal.
 
A especialista alerta que embora pareça que o idoso saiba bem o que está fazendo, é importante que o cuidador tenha consciência para entender que ele não sabe. “Já presenciei pacientes muito amorosos e calmos agredirem com tapas seus cuidadores e, logo depois, voltam a tratá-los com carinho. Por isso é importante tentar observar e identificar se existe algum evento que possa estar causando algum tipo de alteração no paciente a ponto de deixá-lo agressivo”, explica Simone.
 
Diversos fatores podem desencadear a agressividade do paciente, até mesmo uma comida fria. “Antes de partir para o uso de medicamentos ou uma internação, é fundamental identificar se não há algum motivo pontual que esteja gerando estresse no paciente. Uma dor, um desconforto, roupas apertadas, alucinações e delírios, constrangimento do banho, excesso de barulho, sombras, tom de voz usado pelas pessoas próximas, dentre outros, podem ser desencadeadores de agressividade”, conta a psicóloga.
 
O que fazer no momento do ataque
 
Em primeiro lugar, não revidar! Nem de forma verbal e nem física, afinal esse idoso não sabe o que está fazendo. 
 
Procure falar em tom calmo e baixo, de formar gentil. 
 
Chame a atenção dele para algo interessante que possa distraí-lo e como consequência acalmá-lo, se quiser use a música para isso, ou então ver álbuns de fotografias.
 
Observe e identifique qual foi o evento estressor e retire-o do ambiente ou não repita mais a situação.
 
Um ambiente tranquilo e com poucos estímulos pode ajudar.
Se a agressividade persistir mesmo com todas as recomendações, será necessário procurar um médico para nova avaliação.
 
Medicação
 
De acordo com a psicóloga Simone Manzaro, a maioria das alterações pode ser controlada com medicamentos, porém é sempre necessário fazer o acompanhamento médico para que o profissional ajuste a dose do remédio com frequência, levando em consideração que com o tempo, os efeitos negativos das medicações aparecem, mostrando a piora das funções cognitivas.
 
Cuidador, cuide-se
 
Outro conselho importante da especialista diz respeito à saúde do cuidador. “O cuidador deve procurar acompanhamento psicológico. Só se pode cuidar do outro, quando se cuida a si mesmo. Tente ao máximo proporcionar um ambiente tranquilo e agradável para você e para o paciente. Converse com carinho, toque com delicadeza. Eu sei que é difícil, mas sei que é possível tentar”, finaliza Simone.
 
 
 

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