Será Natal???

Ei, você, aonde vai com tanta pressa?
Eu sei que você tem pouco tempo...
Mas, será que poderia me dar uns minutos da sua
atenção?
Percebo que há muita gente nas ruas, correndo como você. Há uma correria generalizada...
Entendo que você tenha pouco tempo.
Percebo, também, luzes enfeitando vitrines, ruas, casas, árvores...
Mas, confesso que vejo pouco brilho nos olhares...
Poucos sorrisos afáveis, pouca paciência para uma conversa fraternal...
É bonito ver luzes, cores, fartura...
Mas seria tão belo ver sorrisos francos...
Apertos de mãos demorados...
Abraços de ternura...
Mais gratidão...
Mais carinho...
Mais compaixão...
Que familiares e pessoas que  se odeiam, sem a mínima disposição para a reconciliação se reconciliem.
Mas, porque você me emprestou uns minutos do seu precioso tempo, gostaria de lhe perguntar novamente: Para que tanta correria?
Em meio à agitação, sentado no meio-fio, um mendigo, ébrio, grita bem alto: Viva Jesus. Feliz Natal!
E os sóbrios comentam: É louco!
E a cidade se prepara... Será Natal.
Mas, para você que ainda tem tempo de meditar sobre o verdadeiro significado do Natal, ouso dizer:
O Natal não é apenas uma data festiva, é um modo de viver.
O Natal é a expressão da caridade...
Natal é fraternidade...
Mas o Natal também é união...
Que este Natal seja, para você, mais que festas e troca de presentes...
Que possa ser um marco definitivo no seu modo de viver, conforme o modelo trazido pelo notável Mestre, cuja passagem na Terra deu origem ao Natal...
E, finalmente, o Natal é pura expressão de amor...
Gratidão!!!
abs.fraternos
Carla




quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Os mitos do diabetes


Ceres Prado
Do UOL Ciência e Saúde
Em São Paulo



Existem muitas histórias sobre o diabetes, muitas delas fruto de crendice popular ou de conhecimentos antigos sobre a doença, quando se achava que o problema do diabético era apenas o açúcar, pois o diagnóstico era feito pelo doce da urina (que normalmente atraía a presença de formigas).
Diabético pode comer só alimentos sem açúcar
Isso é um mito, tudo depende de tipo de tratamento e da quantidade de açúcar. O tipo de carboidrato ingerido (massas, açúcar, grãos) influencia a velocidade que a glicose aumenta no sangue, mas a quantidade de carboidratos ingerida influencia ainda mais na glicemia. Como qualquer pessoa, o diabético deve evitar alimentos que contenham açúcar demais e poucos nutrientes, pois são calorias vazias. Consumir grandes quantidades de carboidratos (pode ser um doce ou uma macarronada) prejudicam o tratamento, pois aumentam de uma vez a glicemia, então o melhor é ter moderação, mas essa dica vale para qualquer um. è bom ficar atento pois alguns produtos diet que não possuem açúcar na composição possuem a mesma quantidade de carboidratos que um produto com açúcar, nesse caso a escolha o que achar mais saboroso.
Diet é o alimento que o diabético pode comer, não o light
Mito. De acordo com a legislação brasileira, o produto light deve apresentar uma redução 25, ou mais, de calorias ou de algum nutriente, como açúcar, gordura. Já o produto diet ou zero, deve ser isento de algum componente, como sal ou açúcar, como explica Mariana Del Bosco, nutricionista e membro da ABESO. Os produtos diet para diabéticos devem então ser isentos de açúcar, o que não garante que vão ter poucos carboidratos. Os produtos light podem ter uma quantidade reduzida de carboidratos, nesse caso seriam mais indicados. O ideal é verificar sempre a tabela nutricional do produto para avaliar suas vantagens e desvantagens. Um produto com poucos carboidratos e muita gordura saturada é mais prejudicial que um com mais carboidratos e menos gordura. Lembrando que os carboidratos devem estar presentes na dieta de forma equilibrada para fornecer energia para o corpo. (Entenda a alimentação do diabético)
Mulher diabética não pode engravidar
A mulher diabética pode engravidar como qualquer outra, mas precisa tomar cuidados redobrados para garantir a saúde do bebê. No caso do controle da doença não estar adequado é possível que a gravidez seja mais difícil e a criança pode ter uma série de problemas de desenvolvimento e nascer acima do peso. O controle durante a gravidez é feito com dieta, exercício e insulina, mesmo que a diabética seja do tipo 2 e faça uso de medicamentos orais, durante a gravidez ela passará a utilizar insulina e pode voltar aos medicamentos depois se o médico achar melhor. As mudanças hormonais durante a gravidez podem deixar o controle mais difícil (muitas hiperglicemias e hipoglicemias), por isso as medições constantes são essenciais. Existe também a diabetes gestacional que pode desaparecer após a gravidez, mas mulheres com esse tipo de diabetes tem maior propensão a ter diabetes tipo 2 nos anos seguintes. A gravidez de uma mulher diabética é de alto risco e é preciso controlar o peso durante toda a gestação, antes de pensar em engravidar recomenda-se que o controle já esteja dentro das metas (veja as metas glicêmicas). Se a glicemia está muito alta durante a gestação o bebe pode ter hipoglicemia ao nascer, pois seu pâncreas está produzindo muita insulina para corrigir as altas glicemias, ele deve ficar em observação até estabilizar a glicemia. 
Diabético é sempre obeso?
Não, A obesidade é um fator de risco para o diabetes e indivíduos obesos com diabetes tipo 2 tem chance de reverter a doença se emagrecem. Mas existem pessoas com diabetes tipo 2 que não são obesas, possuem resistência à insulina por fatores genéticos ainda desconhecidos. Existe também o diabetes tipo 1 que acomete jovens, em geral magros.
Eu era diabético tipo 2, mas o médico me receitou insulina, agora sou tipo 1
Isso é um mito, o diabético tipo 1 produz pouca ou nenhuma insulina e o único tratamento possível para ele é a insulina injetável. Os diabéticos tipo 2 têm resistência à insulina, quando essa resistência é muito alta o pâncreas não consegue produzir insulina suficiente, por isso é necessária a aplicação de insulina. Pode ser que no momento do diagnóstico o diabético tipo 2 precise de insulina para controlar a glicemia e depois passe a conseguir um bom controle com medicamentos orais. Mudanças de hábitos de vida como dieta, exercícios e perda de peso também pode ajudar o diabético tipo 2 a controlar a doença sem insulina. Já o diabético tipo 1 não tem alternativa ao uso de insulina, por maiores que sejam as mudanças nos hábitos de vida. Alguns médicos recomendam o tratamento com insulina em diabéticos tipo 2 desde o início para poupar o pâncreas do esforço de produzir mais insulina que o normal para vencer a resistência a ela, mas ainda não se sabe ao certo se isso ocorre. (Entenda o tratamento de diabetes tipo 1 e tipo 2
Depois que começou a usar insulina não vai nunca mais parar
Isso depende do caso. Se a pessoa é diabética do tipo 1 vai ter que tomar insulina para o resto da vida, a não ser que faça um transplante de pâncreas ou que a cura da doença seja encontrada. Já o diabético do tipo 2 pode precisar de insulina no momento do diagnóstico ou em alguma situação de descontrole da glicemia e depois conseguir controlar apenas com medicamentos. Esses diabéticos também podem fazer grandes mudanças nos hábitos de vida, como se exercitar mais, perder peso e mudar a dieta, dessa forma podem melhorar seu quadro e não precisar de aplicações de insulina.
Comer muitos doces causa diabetes
O mito de que comer açúcar causa diabetes é comumente aceito pelas pessoas, mas pesquisas mostram que isso não é verdade. Comer açúcar não tem nada a ver com o desenvolvimento de diabetes tipo 1. Já o diabetes tipo 2 tem mais a ver com hábitos de vida e alimentares, mas está relacionado com a gordura corporal. Excesso de doces, assim como o de carnes e mesmo do arroz e feijão causam o aumento de peso e aumentam o risco da diabetes tipo 2, então o comer demais e não o comer doces que aumenta o risco de diabetes.
Diabetes é hereditária, não há nada que eu possa fazer para evitar
Diabetes tem um fator hereditário, mas no caso do tipo 2, há sim meio de retardar o aparecimento e até prevenir. Bons hábitos de vida, boa alimentação, exercícios regulares e controle do peso aumentam a sensibilidade à insulina e controlam o diabetes tipo 2. Acredita-se que não só os genes, mas os maus hábitos alimentares passados de uma geração para a outra são causa da diabetes do tipo 2. Já o diabetes tipo 1 tem causa desconhecida. Sabe-se que possui alguma influência hereditária, pois há um aumento da probabilidade da doença em pessoas com parentes próximos também diabéticos tipo 1, essa probabilidade aumenta se a pessoa teve a doença na infância. Mas a genética não é a única responsável pelo aparecimento da doença e ela pode ocorrer em pessoas sem nenhum histórico familiar conhecido, as causas do processo que leva ao diabetes do tipo 1 são ainda desconhecidas.
Existem alimentos que curam o diabetes como a geleia real e o chá de pata de vaca
Até hoje não há a comprovação de nenhum alimento que cure o diabetes, seja do tipo 1 ou do tipo 2. O que pode ajudar o controle da doença é uma dieta balanceada e a perda de peso. Alguns alimentos, como o chá de pata de vaca são hipoglicemiantes e podem causar uma certa diminuição da glicemia, mas como não há como ter certeza da dose e do efeito, ele pode causar hipoglicemias, especialmente quando interage com a medicação prescrita pelo médico.
Diabetes tipo 2 é normal da velhice
Diabetes não é normal, é um distúrbio metabólico. Mas o diabetes do tipo 2 tem alta incidência na velhice e o risco da doença aumenta com a idade. Não se sabe exatamente por que a doença se manifesta em pessoas mais velhas, mas metade dos casos de diabetes do tipo 2 dos Estados Unidos são de pessoas acima dos 55 anos. O diabetes tipo 1 é comum em crianças e é raro acima dos 30 anos.
Diabético não pode consumir bebidas alcoólicas
A bebida pode atrapalhar o controle do diabetes e deve ser consumida com moderação, mas não é proibida. O álcool causa a diminuição da glicose sanguínea, podendo causar hipoglicemias graves se consumido em excesso (entenda o que é hipoglicemia). Bebidas ricas em carboidratos (bebidas doces ou cerveja) elevam a glicemia logo depois de ingeridas e podem causar hipoglicemias mais tarde, dificultando o controle. Se consumidas em pequenas doses, seu efeito é pequeno e não causam danos. Outro problema do consumo de bebidas em exagero é que a confusão mental causada pelo álcool pode mascarar os efeitos de uma hipoglicemia, sem perceber a pessoa pode perder a consciência, além disso, alcoolizado o diabético tem dificuldade para fazer medições e aplicações de insulina, se não tiver ajuda de alguém que conheça a doença, corre sérios riscos.
Insulina humana é tirada de pessoas
Isso é um mito, a insulina humana tem esse nome por ter uma formulação parecida com a encontrada no nosso corpo, mas ela é sintética, feita em laboratório. As primeiras insulinas utilizadas eram extraídas de porcos e purificadas, depois disso começaram a ser utilizadas insulinas de boi e a mistura das duas. No Brasil as insulinas de origem animal não são mais utilizadas, apenas as sintéticas, mas em alguns países ainda é possível encontrar insulinas de porco e boi.
Insulina emagrece
Isso é um mito, a insulina em geral causa ganho de peso. Sem insulina o corpo não consegue usar a glicose e fica sem energia, por isso utiliza proteínas e gorduras para suas atividades, por isso na falta de insulina a pessoa perde peso. Mas essa perda de peso não é saudável e nem é possível mantê-la. Geralmente os diabéticos tipo 1 tem maior perda de peso sem tratamento pois sua glicemia atinge em geral valores mais altos. Além do mal estar causado pela quantidade exagerada de glicose na corrente sanguínea, a pessoa corre o risco de desenvolver as complicações da doença. Como as proteínas também são transformadas em energia no período de desequilíbrio da glicose, o corpo perde músculo, que é um tecido que gasta muitas calorias. Depois que o tratamento é retomado, o risco de ganhar ainda mais peso é grande.
A insulina estimula a entrada de glicose nas células para serem transformadas em energia ou armazenadas (por exemplo como gordura). Mas o que engorda não é a insulina e sim o que se come. Se bem administrada com uma alimentação balanceada a insulina não causa nem ganho nem perda de peso
Formigas na urina é sinal de que o rim já está falhando
Mito. As formigas na urina mostram que deve haver glicose (açúcar) na urina e eram utilizadas como diagnóstico no início da doença. Em geral o diabético apresenta glicose na urina na época do diagnóstico, quando a glicemia está muito alta e quando o controle não está bom, pois o rim elimina o açúcar para tentar diminuir a glicose sanguínea. Os danos nos rins (nefropatia) geralmente acontecem quando a glicemia está alta há muito tempo (alguns anos) e são diagnosticados por exames de proteínas na urina (devem ser feitos pelo menos uma vez por ano) e as proteínas não atraem formigas. (veja mais sobre as complicações do diabetes)
Quem está tomando insulina é por que está num estágio mais avançado da doença, mas se melhorar pode parar com a insulina
A diabetes é uma doença crônica, o que quer dizer que ela vai acompanhar o paciente por toda a sua vida. O tratamento com insulina é um tipo de tratamento possível para o diabético tipo 2 e que geralmente é utilizado quando a glicemia não foi controlada com remédios, dieta e exercício, mas não significa que a doença é mais ou menos grave e o diabético tipo 2 pode eventualmente parar de tomar insulina se tiver mudanças de hábitos de vida ou perda de peso considerável que facilitem o controle com outros tipos de tratamento.
Mas o diabético tipo 1 vai tomar insulina desde o diagnóstico, pois para esse tipo de diabético a insulina é o único tratamento eficiente, já que ele não produz essa substância essencial para a sobrevivência. O fato desse diabético fazer aplicações de insulina não significa que ele está mal, e não há nada que ele possa fazer para "melhorar" e parar de fazer essas aplicações. A não ser que o controle seja muito difícil ou ele já tenha complicações graves e os médicos recomendem o transplante de pâncreas, esse tipo de diabético ira aplicar insulina (por seringa, caneta ou bomba de infusão contínua) para o resto da sua vida ou até a cura da doença ser encontrada.
Fontes: International Diabetes Federation (IDF), Denise Reis Franco (endocrinologista diretora da Associação de Diabetes Juvenil - ADJ), Maristela Bassi (nutricionista da ADJ), Saulo Cavalcanti (endocrinologista presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes - SBD), João Eduardo Nunes Salles (endocrinologista e professor da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo), American Diabetes Association, Associação Nacional de Assistência ao Diabético (Anad)
obs.conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs,
Carla
extraído:http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2011/06/27/os-mitos-do-diabetes.htm

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