quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Silenciosa, Doença Renal ameaça 15 milhões de brasileiros


Quinze milhões de brasileiros têm algum grau de comprometimento dos rins, mas apenas 100 mil sabem disso. E a descoberta costuma ocorrer em um momento em que o problema está avançado, demandado a realização de diálises. Silenciosa, a doença renal crônica caminha para se tornar uma das principais epidemias do século 21, na avaliação do diretor do Núcleo de Nefrologia de Belo Horizonte, José Augusto Meneses. A previsão baseia-se na ligação com outras enfermidades que acometem cada vez mais brasileiros. “A hipertensão arterial e o diabetes são os principais fatores de risco para o desenvolvimento de doença renal crônica”, explica Meneses.

Um terço dos diabéticos brasileiros — cerca de 7 a 10 milhões de pessoas — deverá apresentar perda progressiva da função renal, estima a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). “Mais também um terço dos 30 milhões de hipertensos também pode apresentar a evolução desse quadro”, complementa o presidente da SBN, Daniel Rinaldi dos Santos. Há que se considerar ainda a obesidade, o histórico familiar — não apenas de doença renal como também de diabetes e hipertensão —, o tabagismo, o consumo de anti-inflamatórios não hormonais, a dieta rica em proteína animal e sal e até o envelhecimento como agravantes para uma possível disfunção dos rins.

Conscientizar a população e preparar a saúde pública para diagnosticar precocemente um quadro de complicação renal estão entre as principais armas da comunidade médica para conter o avanço da doença. As medidas que estão sendo tomadas nesse sentido estarão no centro das discussões do 27º Congresso Brasileiro de Nefrologia, que deve reunir 2 mil pessoas no Expominas, em Belo Horizonte, de hoje a sábado.

O grande incentivo para reforçar a campanha pelo diagnóstico antecipado veio do Ministério da Saúde, que publicou, em março, uma portaria definindo novas regras de atendimento. Elaborada em parceria com a SBN, a linha de cuidado de pacientes com doença renal crônica pretende transformar o diagnóstico precoce, o acompanhamento na atenção básica e o direcionamento para as unidades especializadas em uma rotina do Sistema Único de Saúde (SUS).


obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs,
Carla
extraído:http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2014/09/24/internas_cienciaesaude,531478/silenciosa-doenca-renal-ameaca-15-milhoes-de-brasileiros.shtml

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