Será Natal???

Ei, você, aonde vai com tanta pressa?
Eu sei que você tem pouco tempo...
Mas, será que poderia me dar uns minutos da sua
atenção?
Percebo que há muita gente nas ruas, correndo como você. Há uma correria generalizada...
Entendo que você tenha pouco tempo.
Percebo, também, luzes enfeitando vitrines, ruas, casas, árvores...
Mas, confesso que vejo pouco brilho nos olhares...
Poucos sorrisos afáveis, pouca paciência para uma conversa fraternal...
É bonito ver luzes, cores, fartura...
Mas seria tão belo ver sorrisos francos...
Apertos de mãos demorados...
Abraços de ternura...
Mais gratidão...
Mais carinho...
Mais compaixão...
Que familiares e pessoas que  se odeiam, sem a mínima disposição para a reconciliação se reconciliem.
Mas, porque você me emprestou uns minutos do seu precioso tempo, gostaria de lhe perguntar novamente: Para que tanta correria?
Em meio à agitação, sentado no meio-fio, um mendigo, ébrio, grita bem alto: Viva Jesus. Feliz Natal!
E os sóbrios comentam: É louco!
E a cidade se prepara... Será Natal.
Mas, para você que ainda tem tempo de meditar sobre o verdadeiro significado do Natal, ouso dizer:
O Natal não é apenas uma data festiva, é um modo de viver.
O Natal é a expressão da caridade...
Natal é fraternidade...
Mas o Natal também é união...
Que este Natal seja, para você, mais que festas e troca de presentes...
Que possa ser um marco definitivo no seu modo de viver, conforme o modelo trazido pelo notável Mestre, cuja passagem na Terra deu origem ao Natal...
E, finalmente, o Natal é pura expressão de amor...
Gratidão!!!
abs.fraternos
Carla




segunda-feira, 17 de julho de 2017

Qual a relação entre as intolerâncias Alimentares e o Diabetes?

nutrigenetica


Nos últimos anos as dietas com restrições de alguns tipos de substâncias, como por exemplo o glúten, estão na moda, inclusive entre as celebridades. Porém essas dietas são muito mais que uma moda passageira para aqueles que possuem intolerância ou até mesmo uma alergia.

Com a restrição de certos alimentos, algumas pessoas acabaram por descobrir que realmente possuíam uma intolerância alimentar, a qual passava como apenas um incômodo ou ficava sem um diagnóstico específico. Isso levou os cientistas a colocarem mais atenção sobre esse assunto e reforçarem as pesquisas.

Mas que tipo de relação estranha poderia haver entre o diabetes e as intolerâncias alimentares, se quase ninguém fala sobre isso?!


Vamos conversar um pouco sobre genética!

Dentro das células dos seres vivos se encontra o núcleo celular, onde está guardada uma estrutura importantíssima chamada DNA. O nosso DNA contém um conjunto de milhares de genes (genoma), que são como caixinhas cheias de informações para a produção das proteínas, algo que o nosso corpo necessita para ter um bom funcionamento. A insulina é um hormônio proteico, ela é codificada pelo gen IDDM-1 e seus variantes que são aproximadamente 10 genes. Ou seja, dentro da caixinha IDDM-1 e dos seus variantes, existem setores responsáveis por guardar a informação de como se produz a insulina no nosso pâncreas. Quando esses setores são desativados por qualquer motivo, a pessoa desenvolve o diabetes tipo 1. Portanto, o diabetes tipo 1 é uma doença poligênica.

Mas o que os cientistas descobriram é que existem muitos diabéticos que desenvolveram depois de algum tempo, alguma intolerância alimentar, principalmente à lactose e ao glúten. Isso se explica porque o setor que codifica as enzimas lactase e a transglutaminase tecidular se localizam no mesmo gene que produz a insulina, e com o tempo também podem ser desativadas.

Isso não quer dizer que TODOS os diabéticos vão apresentar esse tipo de alteração. Na verdade, apenas uma minoria, já que não sabemos quais partes dos genes são alterados em cada diabético.


Só para saber: O que é a Intolerância a Lactose ou ao Glúten?

A lactose é o açúcar presente no leite da vaca e seus derivados. Na intolerância a pessoa produz de forma insuficiente a enzima LACTASE, sendo que essa enzima é responsável por quebrar a molécula da lactose em partes menores para que sejam absorvidas pelo intestino. Na falta dessa enzima, a lactose permanece inteira no trato intestinal e sofre fermentação por parte das bactérias locais, o que ocasiona excesso de gases, dores abdominais, ânsias de vômito, desconforto, indigestão e diarreias.

Na intolerância ao glúten ocorre algo similar, já que a pessoa não produz de forma regular a enzima TRANSGLUTAMINASE TECIDULAR. Essa enzima possibilita que a proteína conhecida como glúten seja absorvida pelo organismo. A intolerância causa sintomas similares aos da intolerância a lactose, ou seja, um efeito local de inflamação no intestino.


INTOLERÂNCIA NÃO É ALERGIA!

A alergia é uma resposta imunológica do organismo frente a uma partícula desconhecida para ele, ou seja, o organismo reconhece uma proteína, que pode ser do leite da vaca ou mesmo o glúten (proteína), como um agente estranho que está invadindo o corpo. Nesse caso o nosso sistema de defesa o ataca, causando os sintomas de alergia, que podem ser muito mais graves, como dores de cabeça, diarreias, tontura, náuseas, coceiras, vermelhidão na pele, formigamentos, febre e em casos extremos, convulsões. No caso do glúten, a intolerância se não cuidada pode vir a desenvolver-se em uma alergia. Então a alergia produz uma resposta sistêmica.


Nutrigenômica e Nutrigenética.


A Nutrigenômica é uma área da nutrição que se dedica a estudar como o tipo de dieta pode influenciar o genoma (conjunto de genes) do indivíduo. Como exemplo, podemos citar o caso de um diabético que não controla a sua glicemia e come tudo o que quer. O excesso de açúcar no corpo poderia alterar o funcionamento do genoma e ‘despertar” outras doenças genéticas.

A Nutrigenética também é uma área da nutrição, porém se dedica a estudar como o genoma (conjunto de genes), poderia afetar o tipo de dieta. Por exemplo, no caso da pessoa ter diabéticos na família, porém não é diabética. Ela sabe que deve ter um cuidado maior com a alimentação para não desenvolver a doença no futuro.

Por sorte, uma porcentagem baixa de diabéticos chega a desenvolver as intolerâncias alimentares. Faz 5 anos que eu mesma sou intolerante à lactose, por isso evito comer todo tipo de derivados de leite de vaca. Ainda bem que hoje em dia existem muitas opções para substituir, inclusive leite e derivados sem lactose, que mantém o mesmo sabor. É sempre bom estar atento para não sofrer sem necessidade.

E em caso de alguma dúvida, procure o seu médico, com certeza ele estará preparado para te orientar da melhor maneira possível.

lucyLuciana Mangini, 31 anos, estudante de medicina, diabética tipo 1 desde 1995.
 
obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs.
Carla
http://www.tiabeth.com/index.php/2016/12/06/qual-a-relacao-entre-as-intolerancias-alimentares-e-o-diabetes/

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