sexta-feira, 15 de maio de 2015

PORQUE ALGUNS FAMILIARES NÃO ACEITAM O DIAGNÓSTICO DE ALZHEIMER?

Porque algumas familiares não aceitam o diagnóstico de Alzheimer?
Enterrar a cabeça na areia não resolve!
Queixas como “meu irmão insiste em dizer que se trata-se apenas de uma leve perda dememória, natural do envelhecimento e que não tem nada a ver com Alzheimer ou qualquer outra demência” são muito frequentes.  Muitos familiares têm dificuldade de aceitar odiagnóstico de que o pai ou mãe, idosos, esteja acometido pela demência.
Há uma negação sistemática, alguns recusam-se mesmo a acompanhar as consultas ao médico, outros, com essa postura, não dão nenhum crédito às situações narradas sobre o dia a dia do idoso com Alzheimer. Muitos filhos de pais idosos com Alzheimer, embora não aceitem  a realidade,  sentem alguma culpa e se limitam a contribuir financeiramente. A explicação possível desta atitude de rejeição se  deve provavelmente ao medo de imaginar seu ente amado se “apagando” aos poucos e se sentir impotente.
Por outro lado, essa negação, essa rejeição ao diagnóstico, implica em uma carga emocional eestresse ainda maior à pessoa da família que se encarrega dos cuidados diários do familiar acometido deAlzheimer.  Esta pessoa que assumiu este pesado papel de cuidador terá menos pessoas a quem recorrer, com quem dialogar, com quem dividir as dificuldades crescentes que ocorrem com o progresso da doença.
Em nossos artigos “22 dicas para sobrevivência de cuidadores de Alzheimer” “Como valorizar o trabalho do cuidador”, discorremos sobre a árdua e, por vezes, pouco reconhecida pelos demais familiares, tarefa do cuidador, seja familiar ou profissional.
cuidador vê nitidamente as mudanças provocadas pela evolução da doença, como a perda gradativa da capacidade da pessoa com Alzheimer de fazer certas  tarefas que antes fazia sem dificuldade. Nestes momentos, o familiar que não participa mais de perto dos cuidados tem dificuldade de entender e aceitar estas mudanças e acaba por criticar as ações docuidador, que fica sempre hesitando entre oferecer ajuda e tentar ainda manter a independência do idoso. Como determinar o momento apropriado para parar de forçar que o paciente faça suas tarefas diárias por si mesmo e ajudá-lo a fazer sem ferir sua dignidade e auto estima. Quando a doença atinge este estágio, não se trata mais apenas de perda de memória ou simples esquecimento, mas de um irreversível processo de declínio de outras funções cognitivas.
Por exemplo, é muito comum, um familiar que vê a mãe idosa algumas vezes por semana, achar inadmissível que ela não prepare sua própria refeição – afinal, ela fez isso por 50 anos! – diria. Ocorre que muitas pessoas diagnosticadas com Alzheimer, em alguma fase da doença, perdem a capacidade de planejar, organizar, iniciar e controlar ações – as chamadas funções executivas. Assim, para familiares um pouco mais distantes do dia a dia, este declínio cognitivo dopaciente, que se apresenta com bom estado físico, é esporádico e pontual.
Embora uma tarefa aparentemente “simples”, preparar uma refeição requer: decidir o que fazer, identificar e juntar os ingredientes, usá-los numa ordem determinada ou todos juntos, escolher os utensílios certos, definir do tempo de cozimento e finalmente dar por concluído o prato. Como podemos ver, é uma tarefa que, embora executada repetidas vezes e muitas vezes ao longo dos anos, exige senso de organização, planejamento,  execução e monitoramento.
Outra postura muito comum é um familiar inconformado com o diagnóstico, esquivar-se da  aceitação da doença, dizendo que precisa ter outros diagnósticos de outros médicos que confirmem o primeiro. Frequentemente é uma atitude meramente protelatória. No fundo a rejeição, a negação do fato, são máscaras sob as quais se escondem emoções e sentimentos de tristeza, medo, raiva, perda e incerteza.
Vamos nos lembrar que um paciente de Alzheimer não decidiu conscientemente deixar de usar suas habilidades na execução das atividades da vida diária, como preparar refeições, administrar o dinheiro ou dirigir. Ele não escolheu abrir mão de sua independência por preguiça ou desmotivação. A realidade é que ele não consegue executar estas tarefas e é irreal esperar que faça.
Apoio (coaching) à família
Devido as diferenças de opinião entre os familiares (irmãos, quando se tratar de pai ou mãe doente) acabam criando uma crise interna, e não raras vezes, culminando com discussões e brigas . Nestas situações, torna-se necessária uma reunião familiar com a mediação de um profissional da saúde (médicos, psicólogos, terapeutas ocupacionais e outros especialistas em Alzheimer) para discutir, aplainar arestas, fazer preleções sobre a doença e sua evolução, ajudar no planejamento do dia a dia de todos os envolvidos, na distribuição das atribuições e responsabilidades de cada familiar, na definição da pessoa que se encarregará do papel de cuidador e na assessoria a eventuais modificações físicas na casa para maior conforto e segurança do paciente.
Conclusão
A união de esforços dos membros da família que passa a conviver com a nova situação e lidar com as mudanças necessárias na vida de cada um, é a melhor forma de dar apoio ao cuidadore com isso ajudar a dar ao paciente uma qualidade de vida.
obs. conteúdo meramente informtivo procure seu médico
abs,
Carla
extraído:http://www.terceiraidademelhor.com.br/porque-alguns-familiares-nao-aceitam-o-diagnostico-de-alzheimer/

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