Será Natal???

Ei, você, aonde vai com tanta pressa?
Eu sei que você tem pouco tempo...
Mas, será que poderia me dar uns minutos da sua
atenção?
Percebo que há muita gente nas ruas, correndo como você. Há uma correria generalizada...
Entendo que você tenha pouco tempo.
Percebo, também, luzes enfeitando vitrines, ruas, casas, árvores...
Mas, confesso que vejo pouco brilho nos olhares...
Poucos sorrisos afáveis, pouca paciência para uma conversa fraternal...
É bonito ver luzes, cores, fartura...
Mas seria tão belo ver sorrisos francos...
Apertos de mãos demorados...
Abraços de ternura...
Mais gratidão...
Mais carinho...
Mais compaixão...
Que familiares e pessoas que  se odeiam, sem a mínima disposição para a reconciliação se reconciliem.
Mas, porque você me emprestou uns minutos do seu precioso tempo, gostaria de lhe perguntar novamente: Para que tanta correria?
Em meio à agitação, sentado no meio-fio, um mendigo, ébrio, grita bem alto: Viva Jesus. Feliz Natal!
E os sóbrios comentam: É louco!
E a cidade se prepara... Será Natal.
Mas, para você que ainda tem tempo de meditar sobre o verdadeiro significado do Natal, ouso dizer:
O Natal não é apenas uma data festiva, é um modo de viver.
O Natal é a expressão da caridade...
Natal é fraternidade...
Mas o Natal também é união...
Que este Natal seja, para você, mais que festas e troca de presentes...
Que possa ser um marco definitivo no seu modo de viver, conforme o modelo trazido pelo notável Mestre, cuja passagem na Terra deu origem ao Natal...
E, finalmente, o Natal é pura expressão de amor...
Gratidão!!!
abs.fraternos
Carla




sexta-feira, 15 de maio de 2015

PORQUE ALGUNS FAMILIARES NÃO ACEITAM O DIAGNÓSTICO DE ALZHEIMER?

Porque algumas familiares não aceitam o diagnóstico de Alzheimer?
Enterrar a cabeça na areia não resolve!
Queixas como “meu irmão insiste em dizer que se trata-se apenas de uma leve perda dememória, natural do envelhecimento e que não tem nada a ver com Alzheimer ou qualquer outra demência” são muito frequentes.  Muitos familiares têm dificuldade de aceitar odiagnóstico de que o pai ou mãe, idosos, esteja acometido pela demência.
Há uma negação sistemática, alguns recusam-se mesmo a acompanhar as consultas ao médico, outros, com essa postura, não dão nenhum crédito às situações narradas sobre o dia a dia do idoso com Alzheimer. Muitos filhos de pais idosos com Alzheimer, embora não aceitem  a realidade,  sentem alguma culpa e se limitam a contribuir financeiramente. A explicação possível desta atitude de rejeição se  deve provavelmente ao medo de imaginar seu ente amado se “apagando” aos poucos e se sentir impotente.
Por outro lado, essa negação, essa rejeição ao diagnóstico, implica em uma carga emocional eestresse ainda maior à pessoa da família que se encarrega dos cuidados diários do familiar acometido deAlzheimer.  Esta pessoa que assumiu este pesado papel de cuidador terá menos pessoas a quem recorrer, com quem dialogar, com quem dividir as dificuldades crescentes que ocorrem com o progresso da doença.
Em nossos artigos “22 dicas para sobrevivência de cuidadores de Alzheimer” “Como valorizar o trabalho do cuidador”, discorremos sobre a árdua e, por vezes, pouco reconhecida pelos demais familiares, tarefa do cuidador, seja familiar ou profissional.
cuidador vê nitidamente as mudanças provocadas pela evolução da doença, como a perda gradativa da capacidade da pessoa com Alzheimer de fazer certas  tarefas que antes fazia sem dificuldade. Nestes momentos, o familiar que não participa mais de perto dos cuidados tem dificuldade de entender e aceitar estas mudanças e acaba por criticar as ações docuidador, que fica sempre hesitando entre oferecer ajuda e tentar ainda manter a independência do idoso. Como determinar o momento apropriado para parar de forçar que o paciente faça suas tarefas diárias por si mesmo e ajudá-lo a fazer sem ferir sua dignidade e auto estima. Quando a doença atinge este estágio, não se trata mais apenas de perda de memória ou simples esquecimento, mas de um irreversível processo de declínio de outras funções cognitivas.
Por exemplo, é muito comum, um familiar que vê a mãe idosa algumas vezes por semana, achar inadmissível que ela não prepare sua própria refeição – afinal, ela fez isso por 50 anos! – diria. Ocorre que muitas pessoas diagnosticadas com Alzheimer, em alguma fase da doença, perdem a capacidade de planejar, organizar, iniciar e controlar ações – as chamadas funções executivas. Assim, para familiares um pouco mais distantes do dia a dia, este declínio cognitivo dopaciente, que se apresenta com bom estado físico, é esporádico e pontual.
Embora uma tarefa aparentemente “simples”, preparar uma refeição requer: decidir o que fazer, identificar e juntar os ingredientes, usá-los numa ordem determinada ou todos juntos, escolher os utensílios certos, definir do tempo de cozimento e finalmente dar por concluído o prato. Como podemos ver, é uma tarefa que, embora executada repetidas vezes e muitas vezes ao longo dos anos, exige senso de organização, planejamento,  execução e monitoramento.
Outra postura muito comum é um familiar inconformado com o diagnóstico, esquivar-se da  aceitação da doença, dizendo que precisa ter outros diagnósticos de outros médicos que confirmem o primeiro. Frequentemente é uma atitude meramente protelatória. No fundo a rejeição, a negação do fato, são máscaras sob as quais se escondem emoções e sentimentos de tristeza, medo, raiva, perda e incerteza.
Vamos nos lembrar que um paciente de Alzheimer não decidiu conscientemente deixar de usar suas habilidades na execução das atividades da vida diária, como preparar refeições, administrar o dinheiro ou dirigir. Ele não escolheu abrir mão de sua independência por preguiça ou desmotivação. A realidade é que ele não consegue executar estas tarefas e é irreal esperar que faça.
Apoio (coaching) à família
Devido as diferenças de opinião entre os familiares (irmãos, quando se tratar de pai ou mãe doente) acabam criando uma crise interna, e não raras vezes, culminando com discussões e brigas . Nestas situações, torna-se necessária uma reunião familiar com a mediação de um profissional da saúde (médicos, psicólogos, terapeutas ocupacionais e outros especialistas em Alzheimer) para discutir, aplainar arestas, fazer preleções sobre a doença e sua evolução, ajudar no planejamento do dia a dia de todos os envolvidos, na distribuição das atribuições e responsabilidades de cada familiar, na definição da pessoa que se encarregará do papel de cuidador e na assessoria a eventuais modificações físicas na casa para maior conforto e segurança do paciente.
Conclusão
A união de esforços dos membros da família que passa a conviver com a nova situação e lidar com as mudanças necessárias na vida de cada um, é a melhor forma de dar apoio ao cuidadore com isso ajudar a dar ao paciente uma qualidade de vida.
obs. conteúdo meramente informtivo procure seu médico
abs,
Carla
extraído:http://www.terceiraidademelhor.com.br/porque-alguns-familiares-nao-aceitam-o-diagnostico-de-alzheimer/

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