Será Natal???

Ei, você, aonde vai com tanta pressa?
Eu sei que você tem pouco tempo...
Mas, será que poderia me dar uns minutos da sua
atenção?
Percebo que há muita gente nas ruas, correndo como você. Há uma correria generalizada...
Entendo que você tenha pouco tempo.
Percebo, também, luzes enfeitando vitrines, ruas, casas, árvores...
Mas, confesso que vejo pouco brilho nos olhares...
Poucos sorrisos afáveis, pouca paciência para uma conversa fraternal...
É bonito ver luzes, cores, fartura...
Mas seria tão belo ver sorrisos francos...
Apertos de mãos demorados...
Abraços de ternura...
Mais gratidão...
Mais carinho...
Mais compaixão...
Que familiares e pessoas que  se odeiam, sem a mínima disposição para a reconciliação se reconciliem.
Mas, porque você me emprestou uns minutos do seu precioso tempo, gostaria de lhe perguntar novamente: Para que tanta correria?
Em meio à agitação, sentado no meio-fio, um mendigo, ébrio, grita bem alto: Viva Jesus. Feliz Natal!
E os sóbrios comentam: É louco!
E a cidade se prepara... Será Natal.
Mas, para você que ainda tem tempo de meditar sobre o verdadeiro significado do Natal, ouso dizer:
O Natal não é apenas uma data festiva, é um modo de viver.
O Natal é a expressão da caridade...
Natal é fraternidade...
Mas o Natal também é união...
Que este Natal seja, para você, mais que festas e troca de presentes...
Que possa ser um marco definitivo no seu modo de viver, conforme o modelo trazido pelo notável Mestre, cuja passagem na Terra deu origem ao Natal...
E, finalmente, o Natal é pura expressão de amor...
Gratidão!!!
abs.fraternos
Carla




segunda-feira, 29 de junho de 2015

Intervenção do Serviço Social junto dos doentes renais crónicos

Os assistentes sociais procuram promover uma melhor adaptação dos doentes renais crónicos e suas famílias ao meio social em que vivem, auxiliando-os na solução dos seus problemas de natureza diversa. Por outro lado, reúnem informações suscetíveis de dar resposta às necessidades dos doentes.
É neste âmbito que se apresenta este artigo que pretende esclarecer o papel do Serviço Social junto dos doentes renais crónicos no seu percurso ao nível hospitalar nas situações de pré-tratamento de substituição da função renal e de pré-transplantação renal. Poderão existir diferenças consoante o hospital em causa, mas, de uma forma genérica, é este o percurso que os doentes seguem.

Percurso do doente renal crónico a nível hospitalar em situação de pré-tratamento de substituição da função renal:
  • Acompanhamento em consulta de Nefrologia.

  • Quando se aproxima a fase em que o doente necessita de tratamento de substituição da função renal (diálise ou hemodiálise), é encaminhado para a ‘consulta de opções’, onde é abordado por vários profissionais da saúde: médico, assistente social, enfermeiro e dietista.

  • O papel do técnico superior de Serviço Social consiste em:
    • elaborar o relatório social;
    • proceder ao levantamento das necessidades do utente, captar fragilidades e potencialidades, encaminhar e informar;
    • apurar a situação socioeconómica e habitacional e, caso se identifique uma situação que necessite de intervenção, encaminhar de acordo com as necessidades do doente;
    • dar apoio emocional no sentido de ajudar o doente a ter uma atitude positiva face à doença, ao seu tratamento e desfazer alguns mitos relacionados com o tratamento (hemodiálise e diálise peritoneal);
    • informar sobre os direitos e os deveres do doente e mediante o tratamento que optar, transmitir informação ao nível dos transportes e dos benefícios fiscais que lhe confere após um pedido de junta médica.

Percurso do doente renal crónico a nível hospitalar em situação de pré-transplante renal a partir de dador cadáver:
  • É feita uma avaliação social e de enfermagem sempre que o médico assistente considere necessário para melhor avaliação do doente.

  • O papel do técnico superior de Serviço Social consiste em:
    • apurar a situação socioeconómica;
    • fazer um levantamento das necessidades;
    • abordar questões relacionadas com o pós-transplante renal (consultas de rotina, autocuidado e a importância da terapêutica);
    • transmitir informação sobre direitos e deveres;
    • alertar para a alteração da legislação em relação aos transportes (Portaria nº 28-A/2015 de 11 de fevereiro);
    • alertar para os benefícios fiscais (necessidade de nova junta médica após o transplante renal);
    • informar o doente que, como transplantado, mantém a isenção das taxas moderadoras.

Percurso do doente renal crónico a nível hospitalar em situação de pré-transplante renal a partir de dador vivo:
  • Importa salientar que no caso da transplantação renal com dador vivo, há um dador que, de acordo com a atual legislação (Despacho nº 2055/2015 de 26 de fevereiro) não precisa de ter laços de sangue com o doente, ou seja, não tem que ser um familiar, apenas tem de ter vontade de ser dador.

  • Havendo um potencial dador, é marcada uma consulta de dador vivo em unidade hospitalar de transplantação renal.

  • A primeira consulta é feita em conjunto com o recetor e com o dador por um médico que transmite um conjunto de informações que se destinam tanto ao dador como ao recetor. Toda a informação clínica é transmitida com o intuito de que ambos fiquem cientes de todo o processo, de como se vai desenrolar, das fases seguintes, dos riscos inerentes e serve também para o dador e o recetor esclarecerem as dúvidas que têm nesta fase.

  • O par é acompanhado durante todo o processo por toda a equipa, que está sempre disponível para esclarecimento das dúvidas e apoio em qualquer fase do processo.

  • Quando o processo dá início, o DADOR é avaliado por vários profissionais de saúde: avaliação clínica, avaliação psicológica, avaliação social e avaliação por parte do pessoal de enfermagem. O técnico superior de Serviço Social tem a obrigação de fazer um levantamento das necessidades, de elaborar um diagnóstico social e apurar se o dador está ciente de todo o processo e se está devidamente informado e consciente dos riscos. Também lhe são transmitidos os seus direitos, nomeadamente sobre a isenção das taxas moderadoras (na realização de exames para efeitos de doacção – Decreto lei nº 38/2010 de 20 de abril).

  • Ao DADOR, é entregue um documento que declara que o mesmo se encontra em estudo como potencial dador de rim para posteriormente entregar no Centro de Saúde e pedir a isenção das taxas moderadoras.

  • Ao nível do DOENTE RENAL, o papel do técnico superior de Serviço Social consiste em apurar a situação socioeconómica, fazer um levantamento das necessidades, abordar questões relacionadas com o pós-transplante renal (consultas de rotina, autocuidado e a importância da terapêutica), transmitir informação sobre direitos e deveres, alertar para a alteração da legislação em relação aos transportes (Portaria nº 28-A/2015 de 11 de fevereiro), alertar para os benefícios fiscais (necessidade de nova junta médica após o transplante renal) e informar o doente que, como transplantado, mantém a isenção das taxas moderadoras.

Quando o processo se encontra finalizado e se não existir nenhuma contra indicação por parte dos membros da equipa multidisciplinar para a realização do transplante a partir de dador vivo, a data é marcada de acordo com a disponibilidade do par e da equipa que vai realizar as cirurgias.

obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs,
Carla
extraído:http://pelorim.pt/2015/06/14/o-papel-do-servico-social/

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Vc é muito importante para mim, gostaria muito de saber quem é vc, e sua opinião sobre o meu blog,
bjs, Carla