Será Natal???

Ei, você, aonde vai com tanta pressa?
Eu sei que você tem pouco tempo...
Mas, será que poderia me dar uns minutos da sua
atenção?
Percebo que há muita gente nas ruas, correndo como você. Há uma correria generalizada...
Entendo que você tenha pouco tempo.
Percebo, também, luzes enfeitando vitrines, ruas, casas, árvores...
Mas, confesso que vejo pouco brilho nos olhares...
Poucos sorrisos afáveis, pouca paciência para uma conversa fraternal...
É bonito ver luzes, cores, fartura...
Mas seria tão belo ver sorrisos francos...
Apertos de mãos demorados...
Abraços de ternura...
Mais gratidão...
Mais carinho...
Mais compaixão...
Que familiares e pessoas que  se odeiam, sem a mínima disposição para a reconciliação se reconciliem.
Mas, porque você me emprestou uns minutos do seu precioso tempo, gostaria de lhe perguntar novamente: Para que tanta correria?
Em meio à agitação, sentado no meio-fio, um mendigo, ébrio, grita bem alto: Viva Jesus. Feliz Natal!
E os sóbrios comentam: É louco!
E a cidade se prepara... Será Natal.
Mas, para você que ainda tem tempo de meditar sobre o verdadeiro significado do Natal, ouso dizer:
O Natal não é apenas uma data festiva, é um modo de viver.
O Natal é a expressão da caridade...
Natal é fraternidade...
Mas o Natal também é união...
Que este Natal seja, para você, mais que festas e troca de presentes...
Que possa ser um marco definitivo no seu modo de viver, conforme o modelo trazido pelo notável Mestre, cuja passagem na Terra deu origem ao Natal...
E, finalmente, o Natal é pura expressão de amor...
Gratidão!!!
abs.fraternos
Carla




quinta-feira, 25 de junho de 2015

Acessos Vasculares: o que são e tipos de acessos

O acesso vascular é construído antes de se iniciar a hemodiálise e é através dele que se realiza o tratamento.
Existem 3 tipos de acessos vasculares que permitem a realização da hemodiálise1,2:
  1. fístula arterio-venosa;
  2. prótese;
  3. cateter venoso central.
Através de um destes acessos, o sangue vai ser transportado num circuito externo ao corpo, por meio de linhas tubulares até chegar a um filtro, que está colocado na máquina de hemodiálise, sendo aí filtrado e devolvido ao organismo, pelo mesmo acesso vascular, mas desta vez ‘limpo’, ou seja, filtrado2. Neste circuito, o sangue é removido pela ‘linha arterial’ (identificada com a cor vermelha) e retorna ao organismo pela ‘linha venosa’ (identificada com a cor azul).

Fístula
A fístula consiste numa ligação entre uma veia e uma artéria construída cirurgicamente, em que a presença de sangue aumenta na veia (o sangue passa da artéria para a veia), causando com o tempo, o seu aumento2.
Habitualmente é feita no punho ou prega do cotovelo. Quando se palpa a fístula, sente-se um frémito (formigueiro) e o seu ‘pulsar’. Poderá também ouvir-se um sopro quando se encosta ao ouvido ou quando se ausculta com um estetoscópio.
Ao palpá-la sente-se que é mole. Nela serão colocadas 2 agulhas de hemodiálise, que possibilitam que o sangue saia e retorne ao acesso, permitindo, desta forma, a realização da hemodiálise pela fístula2.

Prótese ou enxerto
É um material cirúrgico em forma de tubo, que é colocado no interior da pele do braço ou coxa, sendo um extremo ligado a uma veia e outro a uma artéria, para permitir ser puncionado com agulhas de hemodiálise. Sente-se um frémito ao palpá-la, sendo uma estrutura mais rígida2.

Cateter venoso central
É um tubo maleável em forma de Y, com duas vias, que é usado para fazer hemodiálise quando não há outro acesso vascular funcionante. É introduzido através da pele, numa veia de grande calibre do pescoço ou coxa, ficando dois ramos do cateter fora da pele3.
Os ramos do cateter possuem pinças, que depois de utilizados, são clampados, fechados com uma tampa e inseridos numa bolsa protetora, que fica fixa à pele por possuir uma zona autocolante.
As veias mais utilizadas para colocar o cateter são a veia subclávia (no ombro) ou a jugular (no pescoço), de preferência no lado direito, pois aí as veias são mais direitas3.
Existem 2 tipos de cateteres:
  1. cateteres provisórios – duram algumas semanas e destinam-se aos doentes que vão construir uma fístula ou prótese ou aos doentes aos quais foi colocado recentemente a fístula ou a prótese;
  2. cateteres definitivos – são de longa duração e destinam-se aos doentes que deixaram de ter veias viáveis para construir fístulas ou próteses4.

É de extrema importância cumprir as recomendações dos profissionais de saúde sobre os cuidados a ter com o seu acesso vascular. Desta forma, poderá promover a longevidade do acesso e evitar complicações como infeções, que podem pôr em risco a sua saúde e comprometer a viabilidade do mesmo.


Referências bibliográficas:
  1. DaVita. (s.d.). Acesso vascular: Orientações para a hemodiálise. Acedido em 19 de janeiro de 2015, em: http://www.davita.com/pt/patient-resources/dialysis-education/vascular-acess.
  2. Revista Informativa da Nefroclínica. (s.d.). Informações para Pacientes e Familiares.Acesso venoso para Hemodiálise. Acedido em 19 de janeiro de 2015 em: http://www.nefroclinica.com/index_paginas.php?pagina=pacientes_rin_acesso_vascular.php.
  3. Centrodial – Centro de Diálise de S. João da Madeira. (2002). Manual para Insuficientes renais. S. João da Madeira.
  4. 4. Serviço de Nefrologia do Centro Hospitalar de Setúbal (2011). Cuidados a ter com o meu acesso vascular: Cateter Central para Hemodiálise. Informação para o doente e família.Setúbal.
 obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs,
Carla
extraído:http://pelorim.pt/2015/04/26/acessos-vasculares-o-que-sao-e-tipos-de-acessos/
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