segunda-feira, 6 de maio de 2013

Câncer 2012- Estimativa da evolução do Câncer no Brasil


O problema do câncer no Brasil ganha relevância pelo perfil epidemiológico que essa doença vem apresentando, e, com isso, o tema tem conquistado espaço nas agendas políticas e técnicas de todas as esferas de governo. O conhecimento sobre a situação dessa doença permite estabelecer prioridades e alocar recursos de forma direcionada para a modificação positiva desse cenário na população brasileira.


O Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) destaca-se pelo seu papel estratégico no desenvolvimento de ações nacionais voltadas para a prevenção e o controle do câncer, incluindo, de forma especial, seu compromisso na disseminação de informações que contribuam com o estabelecimento de prioridades para a saúde pública.



O Plano de Fortalecimento das Ações de Prevenção e Qualificação do Diagnóstico e Tratamento dos Cânceres do Colo do Útero e da Mama, lançado em março deste ano pelo governo federal, é um exemplo destacado dessa premissa.


Como vem fazendo ao longo dos últimos 16 anos, em cumprimento ao compartilhamento de informações e experiências desenvolvidas, o INCA oferece agora à sociedade brasileira mais um volume sobre a estimativa de casos novos de câncer, no sentido de prover gestores, serviços de saúde, universidades, centros de pesquisa e sociedades científicas de informações que possam subsidiar o conhecimento sobre a ocorrência da doença na população brasileira.


Atualmente, esta publicação é realizada a cada dois anos, sempre com base nas informações geradas pelos Registros de Câncer de Base Populacional (RCBP). Neste volume, foram considerados 18 tipos específicos de câncer, com base na magnitude e no impacto. As informações são apresentadas de forma consolidada para o país como um todo e de forma desagregada para Estados e capitais.


Essas informações são cada vez mais utilizadas em diferentes áreas que vão desde o planejamento das ações para a prevenção e o controle do câncer, até artigos científicos, dissertações e teses relacionadas ao câncer, além de se configurarem em importante instrumento para os meios de comunicação de massa e da imprensa em geral.


Nesse sentido, a regularidade da oferta de informações é uma estratégia, sob a ótica da vigilância, para que se possa descrever e explorar analiticamente o cenário da incidência de câncer no país, apoiando-se na premissa da melhoria e da atualidade das informações dos RCBP e do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde.


As estimativas apresentadas nesta edição são mais uma ferramenta importante para o desenvolvimento do sistema de vigilância de câncer, para o qual o grande desafio é colocar em prática o uso dessas informações e o conhecimento da realidade do país, a fim de que as necessidades da população sejam priorizadas e atendidas pela política pública de saúde, conforme preconizado, pelo Ministério da Saúde, no Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas não Transmissíveis no Brasil, 2011-2022.

 

Luiz Antonio Santini Rodrigues da Silva


Diretor Geral


Instituto Nacional de Câncer

extraído:http://www.inca.gov.br/estimativa/2012/index.asp?ID=1

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