segunda-feira, 3 de abril de 2017

Mini-AVC: efeitos duradouros podem contribuir para o desenvolvimento da demência

Quinta, 19 de Janeiro de 2017

 
 
 
Fonte de imagem: Global Stem Cells
 
 
 
Um ataque isquémico transitório (AIT), também conhecido por mini-AVC, que ocorre quando o fornecimento de sangue para o cérebro é interrompido por um curto período de tempo, tem consequências mais graves do que se pensava anteriormente, sugere um estudo publicado no “Journal of Cerebral Blood Flow and Metabolism”.


Vários estudos têm indicado que existe uma associação entre o declínio cognitivo e as doenças cerebrovasculares, como aterosclerose, arteriosclerose e angiopatia amilóide cerebral. Os indivíduos com doenças cerebrovasculares não só apresentam uma maior incidência de ataque isquémico transitório ou mini-AVC, como também tem sido demonstrado que a carga deste tipo de ataques é significativamente maior nos indivíduos com comprometimento cognitivo vascular e demência, comparativamente com os indivíduos não dementes da mesma idade.


Contudo, até à data, os mecanismos através dos quais estas mini lesões contribuem para os défices cognitivos, incluindo demência, ainda não foram bem clarificados.

Intrigados com a crescente evidência que associa o declínio cognitivo à carga do mini-AVC, os investigadores da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA, colocaram a hipótese de este tipo de ataques danificarem muito mais a função cerebral do que é visível através de um procedimento histológico ou de uma ressonância magnética.

De forma a testar esta teoria, os investigadores, liderados por Andy Shih, desenvolveram um modelo de ratinho de forma a conseguirem analisar os efeitos dos mini-AVC na função do tecido circundante in vivo ao longo de várias semanas após o evento. Foram também realizadas experiências post-mortem aos cérebros dos animais.

O estudo apurou que os mini-AVC afetam de facto uma área muito maior do cérebro, cerca de 12 vezes maior, e tem efeitos mais duradouros do que se acreditava até à data. Verificou-se que a atividade neuronal na área afetada encontrava-se deprimida entre 14 a 17 dias após um mini-AVC.

O investigador referiu que sabiam que os AVC maiores tinham efeitos distantes, mas ficaram surpresos ao verificarem que estes mais pequenos tinham um efeito tão grande.

A duração do efeito de um único mini-AVC também surpreendeu os investigadores. Verificou-se que o sinal da ressonância magnética aumentou e depois desapareceu tal como esperado. Contudo, as autopsias aos animais revelaram que ainda havia muita coisa a acontecer, nomeadamente danos nos tecidos e neuroinflamação.

De acordo com Andy Shih, este estudo sugere que os métodos convencionais não revelam, na totalidade, o impacto que o mini-AVC tem na função cerebral. Estes achados podem também conduzir ao desenvolvimento de novos protocolos preventivos
 
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abs
Carla
 
Referência
Estudo publicado na revista “Journal of Cerebral Blood Flow and Metabolism”

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