terça-feira, 11 de abril de 2017

"OS PACIENTES DE ALZHEIMER SENTEM ATÉ O FIM, MAS NÃO CONSEGUEM EXPRIMIR-SE". (EULÀLIA CUCURELLA)

A presidente da Fundação Catalunya Alzheimer, a geriatra Eulàlia Cucurella, aconselha as famílias a nunca deixarem de comunicar com o paciente e a envolverem-se em conversas todos os dias, mesmo que o doente não possa falar ou não reconheça os seus familiares.



Apesar de não se conseguirem exprimir, as pessoas com Alzheimer mantém a capacidade de sentir até ao fim de seus dias.



Deve-se falar com eles, estimular a sua participação nas conversas e valorizá-los mesmo que não consigam falar ou não nos reconheçam. (Eulàlia Cucurella)


Uma vez diagnosticada a doença, os pacientes devem ser informados?


Segundo Eulàlia Cucurella, apesar de haver muita discussão sobre este tema, a resposta é sim e quando o paciente está numa fase leve da doença, a informação pode ser uma maneira de ajudá-lo a planificar a sua vida para os próximos anos.

A maneira como se recebe o diagnóstico depende de cada doente pelo que é importante saber transmitir adequadamente o diagnóstico.

A notícia não deve ser dada abruptamente e deve-se explicar o que é a doença, colocar logo ao dispôr do paciente recursos como a ajuda de um psicólogo, etc. 


Muitas vezes o paciente sofre mais pelo trabalho que vai dar à sua família do que pelo significado que a doença tem para si.



Como se deve comunicar com pacientes de Alzheimer?

Segundo Eulàlia Cucurella a forma de comunicar depende da fase da doença, mas em geral deve-se utilizar comunicação não verbal como o tom de voz, a maneira de olhar, os gestos e o toque, sem infantilizar ou usar diminutivos. Eles nunca devem ser tratados como crianças porque são adultos e normalmente mais velhos que o cuidador.

As mensagens devem ser simplificadas, não se devem dar indicações complexas ou muita informação na mesma frase. Deve-se ir por etapas.

Em vez de por exemplo dizer ao doente “vamos sair e por isso vamos vestir um casaco porque está frio”, deve-se comunicar passo a passo: primeiro dizer “vamos sair”, de seguida dar a indicação “veste o casaco”, etc.

Em simultâneo, a comunicação deve ser acompanhada por gestos. Quando por exemplo se diz "vamos comer" deve-se fazer o gesto típico para o ajudar a compreender.

Quando a doença está numa fase avançada, é importante conversar, procurar o seu olhar e dar-lhe importância, mesmo que ele não possa responder ou não reconheça as pessoas. Devem-se ter sempre atitudes inclusivas. Sabe-se hoje que apesar de não ter capacidade de expressar o que sente, essa pessoa tem sentimentos até ao fim da sua vida. (Eulàlia Cucurella).



Que erros os cuidadores costumam cometer?


Segundo a autora é comum os cuidadores encararem os doentes como se fossem crianças e além disso não devem ser tratados como se fossem peças de mobiliário.

By Fernando Delfim Braga e Couto de Azevedo






obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico

abs
Carla


https://www.cuidador.pt/blogue/60-os-pacientes-de-alzheimer-sentem-ate-o-fim-mas-nao-conseguem-exprimir-se-eulalia-cucurella

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