Será Natal???

Ei, você, aonde vai com tanta pressa?
Eu sei que você tem pouco tempo...
Mas, será que poderia me dar uns minutos da sua
atenção?
Percebo que há muita gente nas ruas, correndo como você. Há uma correria generalizada...
Entendo que você tenha pouco tempo.
Percebo, também, luzes enfeitando vitrines, ruas, casas, árvores...
Mas, confesso que vejo pouco brilho nos olhares...
Poucos sorrisos afáveis, pouca paciência para uma conversa fraternal...
É bonito ver luzes, cores, fartura...
Mas seria tão belo ver sorrisos francos...
Apertos de mãos demorados...
Abraços de ternura...
Mais gratidão...
Mais carinho...
Mais compaixão...
Que familiares e pessoas que  se odeiam, sem a mínima disposição para a reconciliação se reconciliem.
Mas, porque você me emprestou uns minutos do seu precioso tempo, gostaria de lhe perguntar novamente: Para que tanta correria?
Em meio à agitação, sentado no meio-fio, um mendigo, ébrio, grita bem alto: Viva Jesus. Feliz Natal!
E os sóbrios comentam: É louco!
E a cidade se prepara... Será Natal.
Mas, para você que ainda tem tempo de meditar sobre o verdadeiro significado do Natal, ouso dizer:
O Natal não é apenas uma data festiva, é um modo de viver.
O Natal é a expressão da caridade...
Natal é fraternidade...
Mas o Natal também é união...
Que este Natal seja, para você, mais que festas e troca de presentes...
Que possa ser um marco definitivo no seu modo de viver, conforme o modelo trazido pelo notável Mestre, cuja passagem na Terra deu origem ao Natal...
E, finalmente, o Natal é pura expressão de amor...
Gratidão!!!
abs.fraternos
Carla




terça-feira, 11 de abril de 2017

"OS PACIENTES DE ALZHEIMER SENTEM ATÉ O FIM, MAS NÃO CONSEGUEM EXPRIMIR-SE". (EULÀLIA CUCURELLA)

A presidente da Fundação Catalunya Alzheimer, a geriatra Eulàlia Cucurella, aconselha as famílias a nunca deixarem de comunicar com o paciente e a envolverem-se em conversas todos os dias, mesmo que o doente não possa falar ou não reconheça os seus familiares.



Apesar de não se conseguirem exprimir, as pessoas com Alzheimer mantém a capacidade de sentir até ao fim de seus dias.



Deve-se falar com eles, estimular a sua participação nas conversas e valorizá-los mesmo que não consigam falar ou não nos reconheçam. (Eulàlia Cucurella)


Uma vez diagnosticada a doença, os pacientes devem ser informados?


Segundo Eulàlia Cucurella, apesar de haver muita discussão sobre este tema, a resposta é sim e quando o paciente está numa fase leve da doença, a informação pode ser uma maneira de ajudá-lo a planificar a sua vida para os próximos anos.

A maneira como se recebe o diagnóstico depende de cada doente pelo que é importante saber transmitir adequadamente o diagnóstico.

A notícia não deve ser dada abruptamente e deve-se explicar o que é a doença, colocar logo ao dispôr do paciente recursos como a ajuda de um psicólogo, etc. 


Muitas vezes o paciente sofre mais pelo trabalho que vai dar à sua família do que pelo significado que a doença tem para si.



Como se deve comunicar com pacientes de Alzheimer?

Segundo Eulàlia Cucurella a forma de comunicar depende da fase da doença, mas em geral deve-se utilizar comunicação não verbal como o tom de voz, a maneira de olhar, os gestos e o toque, sem infantilizar ou usar diminutivos. Eles nunca devem ser tratados como crianças porque são adultos e normalmente mais velhos que o cuidador.

As mensagens devem ser simplificadas, não se devem dar indicações complexas ou muita informação na mesma frase. Deve-se ir por etapas.

Em vez de por exemplo dizer ao doente “vamos sair e por isso vamos vestir um casaco porque está frio”, deve-se comunicar passo a passo: primeiro dizer “vamos sair”, de seguida dar a indicação “veste o casaco”, etc.

Em simultâneo, a comunicação deve ser acompanhada por gestos. Quando por exemplo se diz "vamos comer" deve-se fazer o gesto típico para o ajudar a compreender.

Quando a doença está numa fase avançada, é importante conversar, procurar o seu olhar e dar-lhe importância, mesmo que ele não possa responder ou não reconheça as pessoas. Devem-se ter sempre atitudes inclusivas. Sabe-se hoje que apesar de não ter capacidade de expressar o que sente, essa pessoa tem sentimentos até ao fim da sua vida. (Eulàlia Cucurella).



Que erros os cuidadores costumam cometer?


Segundo a autora é comum os cuidadores encararem os doentes como se fossem crianças e além disso não devem ser tratados como se fossem peças de mobiliário.

By Fernando Delfim Braga e Couto de Azevedo






obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico

abs
Carla


https://www.cuidador.pt/blogue/60-os-pacientes-de-alzheimer-sentem-ate-o-fim-mas-nao-conseguem-exprimir-se-eulalia-cucurella

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