Será Natal???

Ei, você, aonde vai com tanta pressa?
Eu sei que você tem pouco tempo...
Mas, será que poderia me dar uns minutos da sua
atenção?
Percebo que há muita gente nas ruas, correndo como você. Há uma correria generalizada...
Entendo que você tenha pouco tempo.
Percebo, também, luzes enfeitando vitrines, ruas, casas, árvores...
Mas, confesso que vejo pouco brilho nos olhares...
Poucos sorrisos afáveis, pouca paciência para uma conversa fraternal...
É bonito ver luzes, cores, fartura...
Mas seria tão belo ver sorrisos francos...
Apertos de mãos demorados...
Abraços de ternura...
Mais gratidão...
Mais carinho...
Mais compaixão...
Que familiares e pessoas que  se odeiam, sem a mínima disposição para a reconciliação se reconciliem.
Mas, porque você me emprestou uns minutos do seu precioso tempo, gostaria de lhe perguntar novamente: Para que tanta correria?
Em meio à agitação, sentado no meio-fio, um mendigo, ébrio, grita bem alto: Viva Jesus. Feliz Natal!
E os sóbrios comentam: É louco!
E a cidade se prepara... Será Natal.
Mas, para você que ainda tem tempo de meditar sobre o verdadeiro significado do Natal, ouso dizer:
O Natal não é apenas uma data festiva, é um modo de viver.
O Natal é a expressão da caridade...
Natal é fraternidade...
Mas o Natal também é união...
Que este Natal seja, para você, mais que festas e troca de presentes...
Que possa ser um marco definitivo no seu modo de viver, conforme o modelo trazido pelo notável Mestre, cuja passagem na Terra deu origem ao Natal...
E, finalmente, o Natal é pura expressão de amor...
Gratidão!!!
abs.fraternos
Carla




domingo, 16 de abril de 2017

Pessoas com Diabetes tipos 1 e 2 na mesma casa! Como o cuidador deve agir em cada um dos casos!

Pessoas com diabetes tipos 1 e 2 na mesma casa! Como o cuidador deve agir em cada um dos casos!
Como cuidar de membros com diabetes tipo 1 e tipo 2 na mesma família?

*Graça Maria de Carvalho Camara

Hoje já não é raro encontrarmos uma família grande vivendo na mesma casa, tendo ao mesmo tempo uma criança com diabetes tipo 1 e um outro membro com diabetes tipo 2. Muitas vezes o cuidador tem muita dificuldade em gerenciar o tratamento de ambos.

O cuidador precisa diferenciar as necessidades destes dois tipos de pessoas com diabetes, pois uma criança se adapta a mudanças de vida bem mais facilmente do que um adulto, em geral com mais de 40 anos de hábitos já enraizados; um garoto ou mesmo adulto com diabetes tipo 1 não produz insulina e, portanto, tem sintomas quando sua glicemia está alta pela falta desta ou baixa pelo excesso da mesma. Já a pessoa com diabetes tipo 2, na maioria dos casos, continua a produzir a insulina, porém apresenta mais resistência à mesma, o que traz como consequência glicemias alteradas sem sintomas e não valoriza muito esta alteração, pois as complicações costumam aparecer lentamente.

Outra diferença é que a pessoa com tipo 1 pode apresentar outra doença autoimune, além do diabetes, o que requer outros cuidados. Por sua vez, a pessoa com tipo 2 em geral tem síndrome metabólica e precisa controlar as gorduras (por ter colesterol alterado), tem de manter maior cuidado com o sal nos alimentos, pois é hipertensa, dentre outras comorbidades, que tendem a aparece com o avançar da idade.

Apesar das diferenças, eles também têm suas semelhanças no tratamento, a alimentação das pessoas de ambos os tipos de diabetes deveria ser a mesma, inclusive de toda a família, ou seja, fracionada e equilibrada de acordo com a condição de idade e saúde; ambos devem praticar algum exercício físico ainda de acordo com a idade, a saúde e as preferências.

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Independentemente das necessidades o empoderamento de ambos para o autocuidado deve ser prioritário, a família no geral deveria adquirir hábitos saudáveis de forma a promover uma melhor qualidade de vida a todos além de ser solidária com as pessoas com diabetes, com as quais convive. Afinal,todos saem ganhando, quando compartilham dos mesmos hábitos.

Outra dica especial é com relação às cobranças sobre “falhas” no tratamento. Devemos considerar que todos têm dificuldades em momentos diferentes de sua vida, e que para que o diabetes seja controlado, na maioria do tempo, suas rotinas devem ser incorporadas dentro da família, de forma que haja harmonia e compreensão.

Além disso, independentemente das necessidades das pessoas diagnosticadas com diabetes, nunca devemos esquecer as necessidades do cuidador. As pessoas com diabetes não devem ser colocadas em primeiro lugar e sim no lugar devido de membro da família que como todos os demais devem viver em harmonia e com qualidade.

Por isso, para todas as pessoas deixo uma mensagem especial: um grande número de famílias tem alguém com diabetes muito próximo. É preciso compreender o diabetes, a pessoa que tem essa condição e aceitar como mais uma diferença entre os diferentes membros. As famílias têm filhos com temperamentos distintos, cor de olhos e cabelo diferentes, uso de óculos ou não, alergias e/ou outras dificuldades e características… O diabetes é apenas um elemento nas diferenças individuais no geral.

*Graça Maria de Carvalho Camara é psicóloga, com especialização em Educação em Saúde pelo Centro de Educação de Ensino Superior em Saúde da UNIFESP, Coordenadora do Projeto Educando Educadores da ADJ/SBD/IDF e Membro do Conselho Consultivo da ADJ Diabetes Brasil.


Vanessa Pirolo
Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV.

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abs
Carla
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