sexta-feira, 25 de julho de 2014

O uso do telefone na doença de Alzheimer: entenda quais as dificuldades e como facilitar o uso desse aparelho

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A doença de Alzheimer gradativamente afeta a participação cotidiana. As atividades mais simples vão se tornando mais complexas à medida que a doença progride. Ah, entenda-se que o emprego da palavra “simples”  aqui se dá pensando na rapidez e facilidade que o cérebro processa e responde a imensa demanda de sinapses envolvidas nas tarefas mais comuns, porque as atividades podem até ser bem comuns, mas não são simples de executar. Na presença da doença de Alzheimer o funcionamento cerebral decai e tudo o que antes no cérebro funcionava de uma forma rápida, direta e eficaz, precisa funcionar de outra, com vários obstáculos às sinapses cerebrais.

E, é assim que uma atividade tão simples como usar o telefone torna-se complexa e difícil. Pesquisando sobre isso, encontramos algumas explicações o orientações no site da Fundação Espanhola de Alzheimer:

1 – Por que usar o telefone é cada vez mais problemático na progressão da doença de Alzheimer?

Usar o telefone é uma atividade complexa. Você tem que lembrar o número da pessoa que vai ligar, o que requer memória. Você tem que discar os números, o que requer coordenação psicomotora. Precisa falar, comunicar uma mensagem e terminar a conversa, o que requer várias habilidades cognitivas relacionadas à linguagem. Com o decorrer da doença, essas e outras habilidades que caminham junto destas para um perfeito comportamento social ficam comprometidas.
Falando em comportamento social, lembre-se que se esse recurso é um meio social de contato do doente com familiares e amigos, ele deve continuar a ser usado. Estimular o idoso a manter essa atividade e ajudá-lo nas dificuldades na hora do uso é importantíssimo para mantê-lo em contato com pessoas queridas. Para buscar maiores orientações de adaptações (do aparelho ou de essas e de outras tarefas cotidianas, procure um terapeuta ocupacional).

2 – O que você deve prestar atenção?

Vários elementos podem traduzir as crescentes dificuldades que na hora de usar o telefone:
- a dificuldade para memorizar números ou resgatar na memória números conhecidos.
- falha na hora de discar o número correto.
- deixar o telefone fora do gancho por não saber o que fazer ao atender.
- desligar antes que a chamada termine.
- não atender quando o telefone toca.
Cada um desses acontecimentos chamam atenção quanto a dificuldade de usar o telefone. Fique atento ao aparecimento gradativo desses sinais e busque adaptar essa atividade antes que a pessoa comece a evitar o telefone.

3 – O que pode ajudar diante dessas situações que o uso do telefone começa a ficar comprometido?

Dica 1: criar uma lista dos números mais utilizados. Uma lista pequena com 5 a 6 principais números que podem ser colados ao lado do telefone.
Dica 2: Se necessário, discar o telefone para ele e deixá-lo falar com a pessoa chamada.
Dica 3: Se necessário, usar um aparelho de telefone mais fácil de usar. Existem telefones de várias marcas com números e botões maiores, que são mais indicados. Olha alguns exemplos:

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Normalmente, lojas que vendem aparelhos de telefone conhecem esse tipo de aparelho. Não é difícil de encontrar!


Existem telefones que podem ser programados para ligações praticamente automáticas, associando um dígito a um número de telefone. Esse tipo de facilidade pode ajudar mais na frente se a pessoa for treinada para isso.

Fuja de telefones muito sofisticados, eles podem ter detalhes demais e mais atrapalhar que ajudar.

Dica 4: Esteja atento ao tempo que ele e a pessoa da chamada estão no telefone. Lembre-se sempre de orientar os amigos e parentes que vão manter o contato telefônico que a conversa deve sempre ter perguntas, respostas e histórias curtas. É necessário deixar a informação chegar com clareza. Ah, e também dar tempo para a pessoa falar; se ele não fala a chamada é perdida. Ele não se comunicou, nem foi estimulado para isso.

Incentive também o contato de outras formas, como por carta (ou quem sabem até por email). Manter o contato com outras pessoas enquanto incentiva a socialização é uma excelente forma de inserir atividades na rotina de uma pessoa com Alzheimer.
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Fonte: alzfae.org
Imagem destaque: zigazoe76
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