Será Natal???

Ei, você, aonde vai com tanta pressa?
Eu sei que você tem pouco tempo...
Mas, será que poderia me dar uns minutos da sua
atenção?
Percebo que há muita gente nas ruas, correndo como você. Há uma correria generalizada...
Entendo que você tenha pouco tempo.
Percebo, também, luzes enfeitando vitrines, ruas, casas, árvores...
Mas, confesso que vejo pouco brilho nos olhares...
Poucos sorrisos afáveis, pouca paciência para uma conversa fraternal...
É bonito ver luzes, cores, fartura...
Mas seria tão belo ver sorrisos francos...
Apertos de mãos demorados...
Abraços de ternura...
Mais gratidão...
Mais carinho...
Mais compaixão...
Que familiares e pessoas que  se odeiam, sem a mínima disposição para a reconciliação se reconciliem.
Mas, porque você me emprestou uns minutos do seu precioso tempo, gostaria de lhe perguntar novamente: Para que tanta correria?
Em meio à agitação, sentado no meio-fio, um mendigo, ébrio, grita bem alto: Viva Jesus. Feliz Natal!
E os sóbrios comentam: É louco!
E a cidade se prepara... Será Natal.
Mas, para você que ainda tem tempo de meditar sobre o verdadeiro significado do Natal, ouso dizer:
O Natal não é apenas uma data festiva, é um modo de viver.
O Natal é a expressão da caridade...
Natal é fraternidade...
Mas o Natal também é união...
Que este Natal seja, para você, mais que festas e troca de presentes...
Que possa ser um marco definitivo no seu modo de viver, conforme o modelo trazido pelo notável Mestre, cuja passagem na Terra deu origem ao Natal...
E, finalmente, o Natal é pura expressão de amor...
Gratidão!!!
abs.fraternos
Carla




sexta-feira, 7 de agosto de 2015

A alimentação nas crianças e jovens em pré-diálise

Doença Renal Crónica (DRC) tem apresentado uma incidência e prevalência crescentes na idade pediátrica.
 
 
A etiologia da DRC na infância apresenta um perfil distinto da relatada no adulto. Enquanto nos adultos as principais causas são a hipertensão arterial e a diabetes mellitus, na criança as causas congénitas são as principais responsáveis. Outros factores, tais como hipertensão arterial, obesidade e baixo peso à nascença são também potenciais fatores para o desenvolvimento de doença renal. Nas crianças com Insuficiência Renal Crónica (IRC) é comum existir desnutrição energético-proteica e atraso de crescimento.
 
 
O tratamento nutricional do doente pediátrico com IRC deve ter sempre em conta o seu crescimento e desenvolvimento.
 
 

Os objetivos principais do tratamento nutricional em crianças com IRC são o favorecimento do crescimento, a redução do grau de desnutrição bem como atrasar a evolução da doença.

 
 
Nas crianças com IRC, uma alimentação correta e equilibrada é fundamental para que ocorra um crescimento e desenvolvimento saudáveis durante a infância e adolescência. Neste contexto, a terapia nutricional exerce um importante papel na redução e até na estabilização do ritmo de progressão da doença.
 
 
As recomendações nutricionais para a criança com IRC são as mesmas para a criança saudável (RDA), dependendo da sua idade e sexo.
 
 
A ingestão proteica recomendada para estas crianças tem também em consideração as RDA, sendo maioritariamente de alto valor biológico. No entanto, na fase pré- diálise ou conservadora, podem necessitar de uma alimentação com maior densidade energética e com ligeira restrição proteica, uma vez que a população em geral excede as recomendações. Nesta situação, aumenta-se o aporte calórico à custa de hidratos de carbono (açúcares) e gordura, e limita-se a ingestão de alimentos ricos em proteínas, principalmente os de origem animal, como: carne, peixe, ovos e lacticínios.
 
 
Relativamente ao sódio apenas as crianças que apresentarem edema ou hipertensão é que irão ter necessidade de fazer restrição de sódio. Nesses casos, recomenda-se uma restrição de sódio de 23 a 46 mg/kg/dia.
 
 

O sódio encontra-se distribuído nos alimentos, principalmente nos de origem animal.

 
 
Em termos práticos deve-se limitar ou mesmo suprimir a ingestão de alguns produtos alimentares, entre os quais:
  • batatas fritas de pacote;
  • aperitivos salgados;
  • queijos;
  • produtos de charcutaria e fumados;
  • enlatados e conservas;
  • alimentos pré-confecionados;
  • molhos.
 
 
Na maioria dos casos, numa fase pré-diálise não é necessário fazer uma restrição da ingestão de potássio, contudo, o uso de diuréticos pode aumentar a sua excreção urinária, assim como, o uso de alguns medicamentos anti-hipertensores pode aumentar o nível sérico de potássio. Portanto, deve fazer-se uma reavaliação de forma a determinara necessidade de restrição ou suplementação deste mineral.
 
 
O fósforo em conjunto com o cálcio, garante a formação e manutenção dos ossos e dentes. Na insuficiência renal, os níveis de fósforo no sangue sobem devido à incapacidade dos rins o filtrarem. Como consequência, o cálcio é removido dos ossos, tornando-os mais frágeis. Consequentemente, é essencial a manutenção de níveis sanguíneos adequados destes minerais.
 
 
Na presença de níveis baixos de cálcio recomenda-se o uso da vitamina D para aumentar a absorção intestinal e a sua suplementação através de sais de cálcio. Na presença de hiperfosfatemia (fósforo elevado), recomenda-se restringir a ingestão desse mineral (600 a 800mg/dia), associada ao uso de quelantes de fósforo.
 
 
O fósforo encontra-se distribuído em grande parte dos alimentos, dentro os quais podemos destacar:
  • leite e derivados (queijo, iogurtes, leite em pó);
  • carne, peixe e ovos;
  • leguminosas secas e verdes (grão, feijão, favas, ervilhas, soja, lentilhas);
  • frutos secos (nozes, amêndoas, pinhões,…);
  • conservas e produtos fumados;
  • órgãos e vísceras animais;
  • cereais integrais.
 
 
Líquidos:
 
Na fase pré-diálise normalmente não é necessário fazer restrição de líquidos, excepto quando existe uma retenção hídrica grave ou hipertensão.
 
De um modo geral, recomenda-se 500 a 600ml de líquidos a mais do que a excreção urinária de 24h.
 
 
 
 
Bibliografia:
Pereira, AM, Martins C. Nutrição na Criança com Insuficiência Renal Crónica. In: Riella MC, Martins C. Nutrição e o Rim. Guanabara Koogan: pp.240-246.
Rashid R, Neill E, Maxwell H, Ahmed SF. Growth and body composition in children with chronic kidney disease. British Journal of Nutrition. 2007; 97:232-238.
Rees L, Shaw V. Nutrition in children with CRF and on dialysis. Pediar Nephrol. 2007;22: 1689-1702. 4. Brecheret, AP; Fagundes, U; Andrade, MC; Carvalhaes, JTA. Avaliação nutricional de crianças com doença renal crônica. Rev Paul Pediatr 2009;27(2):148-53.
 
Joana Moutinho
 obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs,
Carla
extraído:http://www.portaldadialise.com/articles/alimentacao-nas-criancas-e-jovens-em-pre-dialise

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