Será Natal???

Ei, você, aonde vai com tanta pressa?
Eu sei que você tem pouco tempo...
Mas, será que poderia me dar uns minutos da sua
atenção?
Percebo que há muita gente nas ruas, correndo como você. Há uma correria generalizada...
Entendo que você tenha pouco tempo.
Percebo, também, luzes enfeitando vitrines, ruas, casas, árvores...
Mas, confesso que vejo pouco brilho nos olhares...
Poucos sorrisos afáveis, pouca paciência para uma conversa fraternal...
É bonito ver luzes, cores, fartura...
Mas seria tão belo ver sorrisos francos...
Apertos de mãos demorados...
Abraços de ternura...
Mais gratidão...
Mais carinho...
Mais compaixão...
Que familiares e pessoas que  se odeiam, sem a mínima disposição para a reconciliação se reconciliem.
Mas, porque você me emprestou uns minutos do seu precioso tempo, gostaria de lhe perguntar novamente: Para que tanta correria?
Em meio à agitação, sentado no meio-fio, um mendigo, ébrio, grita bem alto: Viva Jesus. Feliz Natal!
E os sóbrios comentam: É louco!
E a cidade se prepara... Será Natal.
Mas, para você que ainda tem tempo de meditar sobre o verdadeiro significado do Natal, ouso dizer:
O Natal não é apenas uma data festiva, é um modo de viver.
O Natal é a expressão da caridade...
Natal é fraternidade...
Mas o Natal também é união...
Que este Natal seja, para você, mais que festas e troca de presentes...
Que possa ser um marco definitivo no seu modo de viver, conforme o modelo trazido pelo notável Mestre, cuja passagem na Terra deu origem ao Natal...
E, finalmente, o Natal é pura expressão de amor...
Gratidão!!!
abs.fraternos
Carla




quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Como agir durante as alucinações dos portadores de Alzheimer?

 
 
 
Relatos de cuidadores mostram o quanto o amor, paciência e bom humor ajudam nas situações de delírio
 
Por Mariana Parizotto
 
O canal HBO exibiu recentemente um capítulo do documentário Projeto Alzheimer, que mostra como a doença afeta os pacientes e familiares cuidadores. Em um dos casos, muito comovente por sinal, a mulher tenta convencer o marido de que seu show de mágica daquela noite havia sido cancelado porque o outro mágico estava doente. Ele estava irredutível querendo sair da cama para se apresentar numa casa de espetáculos para crianças. Com muito amor, paciência e bom humor, ela o controlou e entrou na brincadeira. 
 
Situações como estas são muito comuns na rotina dos portadores de Alzheimer, uma vez que o delírio e alucinações – muitas vezes relacionados a fatos do passado – são sintomas típicos da doença. Mas o que o cuidador deve fazer? Agir como a mulher do suposto “mágico” ou corrigir e forçar o idosos a voltar para a realidade? Segundo a psicóloga Simone Manzaro, é muito importante que a pessoa que esteja cuidando fique fora do delírio, “porém na prática, ainda mais quando estamos lidando com um paciente com Alzheimer, criamos estratégias a todo o momento para lidar com esse idoso, e quando esta estratégia dá certo, é preciso mantê-la, pois ela funcionará em situações vindouras”, explica ela.
 
A cuidadora Ju Dionízio também recorre ao bom humor para lidar com uma de suas pacientes. “Todos os dias ela queria voltar para sua terra natal. Um dia saiu uma matéria no jornal falando que a tal cidade estava alagada. Eu recortei a reportagem com as fotos da enchente, e todos os dias  eu colocava dentro dos jornais. Ela lia e assim desistia de voltar pra casa”, conta. 
 
Simone Manzaro comenta que essas estratégias de entrar no ‘mundo’ do paciente acabam sim servindo de alívio na relação cuidador/paciente, “é uma forma de poupar tanto um quanto o outro do desgaste emocional e estresse, afinal corrigi-lo só trará conflitos, o que é totalmente desnecessário neste momento”, afirma.
 
Outros cuidadores compartilharam com o Plena casos em que o humor e a paciência foram determinantes. Veja os relatos:
 
“A mulher do elevador” – relato de Ana Heloisa, filha de Anna Izabel (foto acima)

 Este caos que vou contar, já faz um tempo. Ela estava com 89 anos. Eu e Nelson, meu marido, levamos ela no cardiologista, apenas rotina. O consultório fica no vigésimo andar. Quando chegamos, o consultório estava cheio, pensei “estou perdida ela não vai querer esperar”. A secretária arrumou uma cadeira para ela e ela toda faceira sentou, agradeceu e começou, “qual o seu nome?”. A moça toda educada respondeu. Ela não, o seu nome inteiro. A moça responde. Ela novamente “qual o seu nome?”. Bastava alguém olhar para ela que ela perguntava o nome. Mas tinha que ser o nome inteiro. Bem fomos então fazer o eletrocardiograma e quem disse que ela parava. Começou a cantar "vida comprida, estrada alongada da vida.......” e assim foi o exame todo. Eu falava “fica quietinha se não o exame não fica bom”. Ela cantava mais alto ainda e o médico não parava de rir. Bem terminou a consulta e saímos. Aí veio o mico. Entramos no elevador lá no vigésimo andar, no andar de baixo, entra uma mulher que tinha feito plástica e a boca estava tão esticada que parecia que estava sorrindo o tempo todo. Colocou um óculos escuro muito grande que tampava quase todo o rosto. Minha mãe olhou para ela e sorriu. Até aí tudo bem. O elevador foi enchendo. Percebi que minha mãe toda hora olhava para ela. Até que olhou bem e disse bem alto “estou ficando com medo daquela mulher”. Gente, foi um silêncio no elevador, eu virei de costas e Nelson com vontade de sair do elevador e acabar de descer pelas escadas. A gente só via as pessoas balançando de tanto rir. E o danado do elevador nunca chegava lá em baixo. Tá bom para vocês? 
 
“O desfile de bolsas de panela” – relato de Maíra Rufelly, neta da dona Saphyra
 
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Minha vozinha tem Alzheimer há 5 anos e depois de sofrermos muito sem informações sobre a doença, pesquisamos, estudamos e aprendemos a lidar de maneira amena e humorada com a nossa velhinha! Quando ela se comunicava melhor, sempre inventava estórias e confundia as coisas. Uma vez ela teimou que uma panela de fondue que ficava na sala era uma bolsa dela que alguém havia roubado. Para não contrariar, pois quando contrariada ficava muito nervosa e aborrecida, pegamos a panela e demos pra ela, ela ficou olhando por um bom tempo e acho que percebeu que era panela, então ficou com vergonha, trancada. Foi quando resolvemos, minha mãe e eu, cada uma pegar uma panela e fazer de bolsa também e desfilamos felizes pela casa!!! Hoje em dia o grau do Alzheimer dela já está mais alto, mas lutamos para que ela tenha qualidade de vida, ela recebe a visita semanal de uma equipe multidisciplinar  e nos esforçamos para dar muito amor a ela.
 
“O casório na oficina mecânica” – relato de Lira Cecília Tecladista de Jesus 
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Sou a autora da página Alzheimer: Amor & Renúncia. Minha mamãe está há 10 anos com Alzheimer. Um dos episódios mais curiosos que nos aconteceu foi ela se apaixonar por um rapaz dono de uma oficina mecânica próxima a nossa casa. Todos os dias após seu banho eu tinha que leva-la até a oficina para ver o tal rapaz. Não importava o tempo, frio ou calor... chuva! Então certa vez expliquei ao rapaz sobre a doença da mamãe. Graças a Deus ele compreendeu tudo e passou a "participar do mundinho da mamãe" se fazendo passar pelo noivo dela! E todos os dias ele dava atenção a ela e dizia que já estava preparando as papeladas para o casório deles! Outras pessoas ao redor perceberem o episódio, também começaram a participar daquele "teatro"... e se diziam "padrinhos" dos noivos e que faziam gosto daquele noivado! E assim foi até a DA avançar e a mamãe não lembrar mais do tal rapaz. 
 
“Jornal picado para a lua de mel” – relato de Deolinda Maximiano 
 
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Antes do diagnóstico do Alzheimer – minha mãe já demonstrava alterações, mas ainda estávamos fazendo consultas médicas, investigando – um certo dia,  eu estava cuidando dela e da casa, quando meu filho chegou da faculdade. Ela me disse " ele é um rapaz bonito e bom " . Mamãe falou então para o meu filho  "casa com essa moça, ela é boa pra mim, sabe cozinhar, faz todo o serviço da minha casa e precisa casar”. Na memória dela meu marido não existia (naquela semana estava ausente viajando a trabalho). Ela foi no quarto, colocou um vestido que tinha usado num casamento e celebrou nosso casamento na cozinha. De presente nos deu jornal picado como se fosse dinheiro para viajem de lua de mel.  Hoje ela vive em fase vegetativa.
 
Dicas para lidar com o paciente durante as alucinações
 
A psicóloga Simone Manzaro observa que como essa interpretação irreal da realidade é muito comum na Doença de Alzheimer, algumas dicas são bem importantes:
 
 - não discutir com o idoso sobre o que ele está vendo ou ouvindo; observar se no ambiente existe algo que possa estar provocando essas situações como uma planta que faça sombra, vento batendo na cortina, etc; se houver medo por parte do idoso, conforte-o, permaneça perto para que ele sinta-se seguro, assim que ele acalmar-se, chame a atenção para as coisas reais que estão no ambiente.
 
- explique para ele dando dados da realidade sobre os fatos acontecidos como: “olha, ninguém vai te fazer mal”, “Foi apenas o vento batendo na cortina, agora está tudo bem”.
 
- distraia o paciente com coisas agradáveis e do interesse dele, o que se fala e como se fala, fazem toda a diferença!
 
- nunca deixe de comentar com o médico sobre esses acontecimentos, ele pode ajudar intervindo com ajuda medicamentosa.
 
 
obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs,
Carla
extraído:http://www.portalplena.com/historia/498-como-agir-durante-as-alucinacoes-dos-portadores-de-alzheimer-entrar-na-brincadeira-pode-ser-uma-saida

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