Será Natal???

Ei, você, aonde vai com tanta pressa?
Eu sei que você tem pouco tempo...
Mas, será que poderia me dar uns minutos da sua
atenção?
Percebo que há muita gente nas ruas, correndo como você. Há uma correria generalizada...
Entendo que você tenha pouco tempo.
Percebo, também, luzes enfeitando vitrines, ruas, casas, árvores...
Mas, confesso que vejo pouco brilho nos olhares...
Poucos sorrisos afáveis, pouca paciência para uma conversa fraternal...
É bonito ver luzes, cores, fartura...
Mas seria tão belo ver sorrisos francos...
Apertos de mãos demorados...
Abraços de ternura...
Mais gratidão...
Mais carinho...
Mais compaixão...
Que familiares e pessoas que  se odeiam, sem a mínima disposição para a reconciliação se reconciliem.
Mas, porque você me emprestou uns minutos do seu precioso tempo, gostaria de lhe perguntar novamente: Para que tanta correria?
Em meio à agitação, sentado no meio-fio, um mendigo, ébrio, grita bem alto: Viva Jesus. Feliz Natal!
E os sóbrios comentam: É louco!
E a cidade se prepara... Será Natal.
Mas, para você que ainda tem tempo de meditar sobre o verdadeiro significado do Natal, ouso dizer:
O Natal não é apenas uma data festiva, é um modo de viver.
O Natal é a expressão da caridade...
Natal é fraternidade...
Mas o Natal também é união...
Que este Natal seja, para você, mais que festas e troca de presentes...
Que possa ser um marco definitivo no seu modo de viver, conforme o modelo trazido pelo notável Mestre, cuja passagem na Terra deu origem ao Natal...
E, finalmente, o Natal é pura expressão de amor...
Gratidão!!!
abs.fraternos
Carla




sexta-feira, 1 de julho de 2016

Hemoglobinúria Paroxística Noturna : 8.3 - Vivendo com a

Cuidando de quem cuida
Muitos estudos têm mostrado que a recuperação, o enfrentamento de uma doença e a qualidade de vida do paciente dependerão, além dos recursos técnicos, dos medicamentos, etc., dos recursos de ajuda e do suporte social que ele receberá no caminho do tratamento. Por isso, tão importante quanto cuidar do paciente é a atenção oferecida àqueles que estão envolvidos no seu cuidado, sejam eles familiares ou profissionais de ajuda.
Cuidando dos familiares
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Durante o nosso curso de vida é muito provável que tenhamos que enfrentar o processo de adoecimento de um ente querido. Este momento exigirá de nós esforços e habilidades que nem sempre acreditamos possuir e dependerão de como o tratamento e cuidado vai evoluir com o tempo.

De qualquer forma, esse período geralmente é visto como um momento de crise, podendo provocar diversas reações e exigindo inúmeras adaptações temporárias ou permanentes na realidade de vida.
O cuidado de uma pessoa em tratamento pode gerar estresse, dúvida, sofrimento, medo, ansiedade e as mais diversas dificuldades. O cuidador pode passar por um verdadeiro processo de luto desde o momento do diagnóstico (leia também: Enfrentando as perdas e o luto durante o tratamento) e precisará de espaço e tempo para expressar seus sentimentos e se adaptar à situação.
As dificuldades encontradas podem ser de diferentes ordens, como: dificuldades financeiras, isolamento social, adaptações no ambiente doméstico, perda da liberdade e privacidade, mudança na qualidade das relações com o paciente, familiares ou amigos, mudanças no trabalho e carreira, diminuição do tempo para o lazer, insegurança em relação ao cuidado que precisa ser oferecido, mudanças nos papéis familiares, falta de informações suficientes ou adequadas, etc.
Portanto, elaboramos algumas dicas que podem te ajudar neste momento de exigências e adaptações:
  • Busque informações e ajuda profissional sobre tudo o que achar necessário. Não tenha medo de perguntar e tirar suas dúvidas. Quanto mais entendimento sobre a realidade você tiver, mais fácil será para encontrar os melhores recursos para lidar com a situação.
  • Identifique, legitime e expresse seus sentimentos. É natural que está situação evoque em você os mais diversos emoções e pensamentos. Negá-los, afastá-los ou achar que é forte não irá ajudar a enfrentar o problema. Ao contrário, se conseguirmos encontrar um espaço para sua expressão e elaboração, esses sentimentos nos ajudam a enfrentar a realidade de maneira mais empática e acolhedora, seja com o outro ou com a gente mesmo. Neste caso, conseguimos encontrar o apoio que tanto precisamos e inclusive pedir ajuda.
  • Se conscientize da situação. Quanto mais realista você for, mais apto estará para avaliar a situação atual e se preparar para as necessidades futuras.
  • Divida tarefas e responsabilidades. Se você tem outros familiares ou pessoas que podem ajudar no cuidado, não centralize as demandas apenas em você. Uma das causas do estresse do cuidador é exatamente a sobrecarga. Peça ajuda, delegue funções, respeite seus limites e encoraje outras pessoas a se envolverem no problema.
  • Favoreça autonomia e independência do paciente. Muitas vezes, sem querer acabamos infantilizando o nosso ente querido em relação às suas necessidades de ajuda. Isto pode estimular a sua dependência, diminuir sua autoestima e gerar uma sobrecarga desnecessária para o cuidador. Portanto, incentive que seu familiar continue fazendo as atividades que ele consegue fazer sem ajuda e o estimule a escolher e decidir sobre si mesmo.
  • Tente manejar os conflitos familiares. Toda a família pode estar abalada pela situação de adoecimento. E muitas vezes, dependendo de sua história e dinâmica de relações, alguns conflitos podem surgir nesse processo, gerando ainda mais desgaste para o paciente e sobrecarga para o cuidador. O enfrentamento de uma doença também pode ser um momento de reconstrução para uma família, se ela souber ultrapassar os obstáculos.
  • Encontre espaço para as suas relações sociais, para o lazer e para o autocuidado. Mesmo que sejam doses homeopáticas dentro da rotina de cuidados, é importante que você invista tempo em si mesmo enquanto está cuidando de alguém. Afinal, quem não cuida de si acaba por não conseguir cuidar do outro por muito tempo.
  • Cuide da sua saúde física e emocional. Muitos cuidadores acabam se engajando tanto nos cuidados do familiar, que acabam esquecendo de cuidar de si mesmo. A médio e longo prazo este comportamento pode acabar por adoecer o próprio cuidador. Portanto, estar em dia com seus exames e consultas médicas, procurar ajuda psicológica, praticar atividades físicas, etc. são fundamentais para que você também mantenha sua qualidade de vida e a qualidade dos cuidados que precisa oferecer agora.
Em todos esses passos, a equipe da ABRALE está ao seu lado para ajudá-lo a encontrar esses recursos. Conte conosco!
Cuidando do profissional de ajuda
Qualquer profissional de ajuda está o tempo todo acompanhando pessoas em processos de adoecimento, perdas e luto e que, por meio das relações que desenvolvem, também estão vivenciando suas próprias perdas e consequentes lutos. Por isso, também precisam buscar vias de expressão emocional e suporte para lidar com a enorme gama de situação vividas.
A vulnerabilidade do profissional da saúde é parte constitutiva e que não pode ser ignorada, podendo incorrer em processos de adoecimento e Burnout.
Precisamos lembrar que o lugar do cuidado é também o lugar da crise! Espaço de polaridades, onde são experienciadas a doença, a dor, a dúvida, o sofrimento, a perda, o estresse, a morte, o luto. Mas também o recinto da saúde, da esperança, da informação, da comunicação, do conforto, do alívio, do cuidado e da cura. Cenário de nascimentos, morte e renascimentos. Onde ocorrem mudanças, divisões de fases e a emergência de inúmeros processos individuais, familiares e coletivos.
Dentro de tamanha complexidade, por mais que o profissional quisesse, ele não conseguiria ficar imune as emoções e aos sentimentos despertados pelas inúmeras situações com a qual se envolve.
A própria relação construída entre paciente e cuidador tem impacto sobre o curso do tratamento oferecido, e precisa ser compreendida pelo profissional para que ele possa estar consciente das influências das suas ações sobre quem cuida e sobre si mesmo.
Assim, é preciso que o profissional da saúde também encontre espaço para elaborar seus sentimentos, de acordo com os vínculos que constrói com seus pacientes e respectivos familiares e cuidadores. Trabalhar suas próprias crenças sobre todos os aspectos subjetivos que envolvem o processo de adoecimento é parte importante da formação de quem trabalha cuidando de pessoas.
Algumas perguntas devem estar sempre à mente do profissional, como por exemplo:
  • Como estou vivenciando os acontecimentos diários que ocorrem no ambiente de trabalho?
  • Como estou me relacionando com pacientes em seus processos de adoecimento e com suas famílias?
  • Como está acontecendo o fechamento dos vínculos com o paciente e a família?
  • Como estou lidando meus sentimentos e os expressando?
  • Como está a comunicação entre a minha equipe?
Essas perguntas servirão como um norte para o autocuidado, para a conscientização dos sentimentos e para as melhorias que precisam ser feitas no ambiente de trabalho.
Além disso, você pode realizar algumas ações que lhe ajudarão no seu autocuidado, como:
· Invista na sua formação e ensino. Buscar conhecimento sobre os fatores subjetivos do adoecimento e incrementar sua formação profissional será fundamental para que você tenha cada vez mais recursos para lidar com desafios ligados ao cuidado de pessoas.
· Mantenha uma vida social e de lazer. Muitos profissionais acabam se envolvendo tanto com o trabalho que acabam esquecendo-se de suas próprias vidas. Evite sair com os amigos ou familiares e apenas falar sobre as situações de trabalho. Procure ter um hobby, uma atividade que lhe traga prazer e qualidade de vida. Leia livros que não sejam técnicos. Envolva-se em relações sociais prazerosas e que acrescentam na sua vida.
· Busque suporte emocional. Seja através de grupos de amigos, de familiares, de grupos de profissionais ou de uma psicoterapia, é importante que você tenha um espaço em que possa se apoiar, expressar seus sentimentos, trocar experiências e aprender coisas novas.
· Invista na sua saúde emocional. Fazer psicoterapia, praticar o autoconhecimento e aprofundar-se nas questões existenciais que fazem parte da sua profissão e da sua vida podem ser fundamentais para que você mantenha a qualidade no seu trabalho.
· Cuide da saúde física. Não esqueça de cuidar de si mesmo em todas as suas dimensões, inclusive da sua saúde física. Você está em dia com os seus exames, valoriza seus sintomas e busca os profissionais corretos quando necessário? Lembre-se que que para cuidarmos do outro também precisamos cuidar de nós mesmos.
Síndrome de Burnout
Trabalhar diretamente com pessoas exige uma série de habilidades e capacidades, seja qual for a profissão em que estamos envolvidos.
Muitas vezes, a carga emocional presente nos relacionamentos no ambiente trabalho são tantas que, em algum momento, o profissional se vê diante de uma sobrecarga que não mais suporta. Em decorrência, acaba exausto emocionalmente, distanciado afetivamente das pessoas com quem trabalha e perde a satisfação que antes encontrava na atividade laboral.
Essas alterações fazem parte de um quadro específico que tem sido alvo de muitos estudos recentes: A Síndrome de Burnout.
Definição
Síndrome de Burnout é definida como uma síndrome psicossocial surgida como uma resposta crônica aos estressores interpessoais ocorridos na situação de trabalho.
É um problema complexo, afetando a saúde física e psíquica de muitos profissionais que lidam diretamente com pessoas, como por exemplo: profissionais da saúde, professores, policiais, atendentes de telemarketing, profissionais do judiciário, executivos, entre outros.
Tem desenvolvimento lento e gradual e quando os profissionais procuram ajuda o desgaste é muito intenso e a saúde física e mental já se encontra comprometida.
Desenvolvimento
O quadro desenvolve-se a partir de três dimensões características: a exaustão emocional, a despersonalização e a baixa realização pessoal.
A exaustão emocional é o traço inicial da síndrome e está relacionada ao esgotamento dos recursos emocionais do indivíduo; a falta ou carência de energia e entusiasmo; aos sentimentos de frustração e tensão, sendo que o profissional não se sente mais capaz de dispensar a mesma energia de antes.
A exaustão é consequência da sobrecarga emocional e do conflito pessoal nas relações no trabalho.
A despersonalização, aparece como consequência da exaustão emocional. Por não mais conseguir lidar com os sentimentos vividos nas relações interpessoais no trabalho, o profissional, desenvolve uma insensibilidade emocional, sendo que o profissional passa a tratar seus clientes e colegas de trabalho como objetos e de forma fria, impessoal e massificada.
Surge uma dificuldade para lidar com os sentimentos e emoções e uma diminuição dos contatos pessoais para evitar a angústia.
O desenrolar desta difícil situação faz com que o profissional diminua seu desempenho e eficácia no trabalho. Com isso, há o desenvolvimento da terceira dimensão da síndrome: a baixa realização pessoal.
Passa a existir um declínio dos sentimentos de competência e êxito e da capacidade de interagir satisfatoriamente com as pessoas, que cede lugar a sentimentos de incompetência e frustração. O profissional passa a ter uma auto avaliação negativa associada à insatisfação e infelicidade com o trabalho.
Sintomas
Os sintomas da síndrome são os mais variados, compondo sintomatologia física, psíquica e comportamental.
Entre eles podemos destacar: fadiga, cefaleias, distúrbios gastrointestinais e cardiovasculares, humor deprimido, irritabilidade, isolamento, ansiedade, baixa autoestima, impaciência, negativismo, rigidez e consumo de álcool e substancias psicoativas em geral.
Está relacionada a diferentes fatores desencadeantes, sejam eles internos ou pessoais (como personalidade, crenças, aspectos sócio demográficos, história de vida, presença de recursos de enfrentamento, etc.) ou externos ou organizacionais (como condições de trabalho, características da organização, etc).
Influência na qualidade de vida do profissional que a desenvolve, aumentando o risco de episódios depressivos, abuso de substâncias e tentativas de suicídio. Interfere negativamente na qualidade dos relacionamentos com pacientes e equipe e afeta a qualidade dos serviços prestados. Aumentam as taxas de absenteísmo e de abandono do trabalho.
Superando a Síndrome de Burnout
Se você se identificou com a descrição feita até aqui, o primeiro passo para a superação do problema é buscar ajuda profissional!
Neste caso, a procura com profissionais especializados (médico e psicólogo) é o mais indicado.
A Psicoterapia poderá ajudar a identificar as raízes do problema e a encontrar os recursos necessários para lidar de maneira mais saudável e equilibrada com as demandas laborais e relacionais.
Outra dica importante é a melhora dos hábitos de saúde e qualidade de vida!
Busque atividades prazerosas e de relaxamento para diminuir a tensão.
Procure ter uma vida social e afetiva mais rica e evite centrar sua vida somente no trabalho.
Buscar supervisão com profissionais mais experientes, grupos de apoio e suporte emocional também podem ajudar. Eles te tiram da solidão e isolamento, despotencializam a ansiedade e podem ampliar sua visão do problema.
A capacitação profissional também é importante neste caso. Voltar a estudar amplia os conhecimentos técnicos e pode ajudar a estabelecer novos recursos para lidar com as problemáticas existentes no trabalho.
Quanto mais preparado você for, mais hábil para lidar com os desafios laborais e relacionais você estará!
*Material produzido pela Psicóloga Marcela Alice Bianco – Membro do Comitê Científico de Psicologia da ABRALE.

obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs
Carla
http://www.abrale.org.br/cuidando-de-quem-cuida

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