Será Natal???

Ei, você, aonde vai com tanta pressa?
Eu sei que você tem pouco tempo...
Mas, será que poderia me dar uns minutos da sua
atenção?
Percebo que há muita gente nas ruas, correndo como você. Há uma correria generalizada...
Entendo que você tenha pouco tempo.
Percebo, também, luzes enfeitando vitrines, ruas, casas, árvores...
Mas, confesso que vejo pouco brilho nos olhares...
Poucos sorrisos afáveis, pouca paciência para uma conversa fraternal...
É bonito ver luzes, cores, fartura...
Mas seria tão belo ver sorrisos francos...
Apertos de mãos demorados...
Abraços de ternura...
Mais gratidão...
Mais carinho...
Mais compaixão...
Que familiares e pessoas que  se odeiam, sem a mínima disposição para a reconciliação se reconciliem.
Mas, porque você me emprestou uns minutos do seu precioso tempo, gostaria de lhe perguntar novamente: Para que tanta correria?
Em meio à agitação, sentado no meio-fio, um mendigo, ébrio, grita bem alto: Viva Jesus. Feliz Natal!
E os sóbrios comentam: É louco!
E a cidade se prepara... Será Natal.
Mas, para você que ainda tem tempo de meditar sobre o verdadeiro significado do Natal, ouso dizer:
O Natal não é apenas uma data festiva, é um modo de viver.
O Natal é a expressão da caridade...
Natal é fraternidade...
Mas o Natal também é união...
Que este Natal seja, para você, mais que festas e troca de presentes...
Que possa ser um marco definitivo no seu modo de viver, conforme o modelo trazido pelo notável Mestre, cuja passagem na Terra deu origem ao Natal...
E, finalmente, o Natal é pura expressão de amor...
Gratidão!!!
abs.fraternos
Carla




sábado, 16 de julho de 2016

Diabetes - Pequenas batalhas para baixar a Glicada






Que a glicada não é o único resultado que avalia como estamos tratando nossa diabetes todo mundo sabe, mas que ainda conta e muito o resultado dela... Ah, isso a gente sabe mais ainda...

E o último ano (2015) nesse quesito foi muito, muito decepcionante... Do final de 2014, quando ela estava entre 7,1 e 7,5, minha glicada só foi subindo e subindo, até chegar a 8,3 em março desse ano.

Muitas coisas aconteceram do começo de 2015 até o começo desse ano: mudança de horário no trabalho (e na vida), aumento expressivo do stress no trabalho (cliente beeeem legal #SQN), mudanças na rotina, na alimentação, tentei ir pra academia, parei, fui de novo... Muitos problemas, algumas soluções... Viagens, muitas viagens, trilhas loucas, tirolesas, comidas diferentes...

Foi tanta, tanta coisa e nas glicemias parecia que muito pouco funcionava. Apesar de todo o meu esforço parecia que a solução funcionava apenas por um tempo e depois ia tudo por água abaixo. Eu sempre disse que ter diabetes não é um mar de rosas e tem momentos como esses (em que você sente que está fazendo tudo errado) em que as coisas realmente não são fáceis.

Mas aí peguei o resultado de 8,3 na mão e comecei a pensar o que poderia estar fazendo de errado...

Então depois de um papo com amigas diabéticas e mães de crianças diabéticas percebi que algumas coisas no tratamento poderiam estar erradas e que era hora de tentar algumas mudanças. Antes de mais nada, vale lembrar que eu conversei com a minha médica e ela também achou que as mudanças poderiam ser uma tentativa. Nunca faça alterações no seu tratamento sem consultar o seu médico!

1. Baixar a insulina basal

Quando a gente vê a glicada subindo, a primeira coisa em que pensa é em aumentar as doses de insulina. E foi o que eu pensei que teria que fazer. Mas no papo mencionado, minha amiga Nicole achou que a quantidade de NPH (minha basal) que eu estava tomando era muita comparada com a quantidade de ultrarrápida. Segundo ela, o valor da basal tem que ser menor do que o de ultrarrápida e não o contrário. Eu tomava 35un (25 de manhã e 10 à noite) de NPH e algo em torno de 15un de Humalog por dia.

Foi então que alterei a basal usando o cálculo padrão que multiplica o peso por 0,4 (esse valor pode variar). Por essa fórmula eu deveria tomar no máximo 24 unidades por dia e não 35 como estava tomando. Então passei a tomar 18 un de manhã e 6 à noite.

2. Diminuir o fator de correção da ultrarrápida

A quantidade de ultrarrápida também tinha que aumentar. Então mudei a conta de 1/25, ou seja, cada unidade de humalog corrigia 25 mg/dL de glicose acima do esperado e cada 25 gramas de carboidratos ingeridos, para 1/20.


Só com isso eu já percebi uma baita diferença. Valores acima de 200, chegando perto dos 300, diminuíram consideravelmente. E eu já comecei a ficar bem feliz!


3. Contar direito os carboidratos

E essa foi a última e mais assustadora mudança. Sabe aquilo de bater o olho na comida e pensar: 'Hummm, umas 20g de arroz mais umas 10g de feijão, uns 5g de batata cozida, alface não conta, tomate também não, corrigir os 20 a mais da glicemia, então... 1.. 2... 3 unidades'. Essa era eu toda refeição: no olhômetro tentando calcular o CHO, a glicemia, as correções e comer ao mesmo tempo.

O engraçado é que eu achava que estava fazendo certo. Achava MESMO! Mas aí resolvi voltar a usar o Gliconline, um aplicativo que entre outras funcionalidades tem listagem de alimento e.. CÁLCULO DE BÓLUS DE CORREÇÃO (essa insulina aí que a gente toma pra ajustar).

Pois bem, baixei ele de novo, fiz os ajustes das dosagens (eu tinha uns ajustes muito antigos registrados lá) e decidi que faria os cálculos por lá sempre que possível. Porque a gente sabe que nem sempre dá pra usar o celular.

Logo no primeiro dia, almoço, eu calculei três unidades, o app 9. Isso mesmo, NOVE! Conferi o que tinha colocado de comida lá e fazia total sentido que fosse nove. E eu pensei: Mas gente, como eu pensei que eram três??? E aí que minha ficha caiu! No olhômetro a gente grava valores que nem sempre são os mesmos. Um dia eu calculei que duas colheres de servir de arroz e meia concha de feijão davam três unidades, mas eu estava comendo três colheres de arroz e uma concha de feijão e calculando a mesma quantidade de antes. E eu estava fazendo isso com várias coisas que eu comia com frequência, tomava quantidades por aproximação totalmente erradas.

Então passar a usar o app em vez de me aprisionar acabou me libertando. Agora faço o prato, sento na mesa, meço a glicemia e enquanto vou comendo vou colocando os alimentos e as quantidades (olhando pro prato, sem chutar). No final, o próprio app calcula quanto de humalog eu tenho que usar com base na glicemia antes e na quantidade de carboidratos que eu comi. E aí a coisa começou a entrar nos eixos. (Prometo que vou fazer um post só sobre o app).

E foi assim que de março para junho (fiz os exames no começo dessa semana) a glicada baixou dos sofridos 8,3 para 7,6!!!


hemoglobina glicada, diabetes, glicemias


Não, não é o ideal. Mas mostra que nem sempre estamos errando porque queremos. Muitas vezes as doses estão erradas, algo que estamos fazendo pode estar errado... Muitas vezes precisamos conversar com outras pessoas, entender o que está havendo e conversar muito com nossos médicos.

Talvez você tenha que mexer em dosagens, trocar medicamentos, mudar a alimentação, contar direito os carboidratos, cuidar melhor do psicológico, fazer mais atividades físicas... São muitas as variáveis e parar para entendê-las faz parte. Quando você encontrar, ajustar e ver bons resultados vai ser fantástico!

Meu objetivo é chegar a menos de 7 até o final deste ano! Para isso desenhei um plano:

a) voltar pra academia: a preguiça está me abraçando, mas eu vou vencê-la

b) cuidar melhor do meu bem estar emocional: o stress me afeta muito e meditar me ajuda, então bora voltar a meditar

c) usar o app mais do que o meu chutômetro: já vimos que eu não sou tão boa nas contas

d) melhorar a alimentação: não tenho comido tanta besteira, mas deixei muita coisa integral, frutas e outras coisinhas de lado que vale a pena voltar a colocar no dia a dia

E rumo aos próximos exames! Que sejam melhores do que estes, mesmo estes já me deixando muito, muito feliz!

E você, como está batalhando para melhorar ou manter a sua glicada?

obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs
Carla
http://www.adiabeteseeu.com/2016/06/pequenas-batalhas-para-baixar-glicada.html

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