Será Natal???

Ei, você, aonde vai com tanta pressa?
Eu sei que você tem pouco tempo...
Mas, será que poderia me dar uns minutos da sua
atenção?
Percebo que há muita gente nas ruas, correndo como você. Há uma correria generalizada...
Entendo que você tenha pouco tempo.
Percebo, também, luzes enfeitando vitrines, ruas, casas, árvores...
Mas, confesso que vejo pouco brilho nos olhares...
Poucos sorrisos afáveis, pouca paciência para uma conversa fraternal...
É bonito ver luzes, cores, fartura...
Mas seria tão belo ver sorrisos francos...
Apertos de mãos demorados...
Abraços de ternura...
Mais gratidão...
Mais carinho...
Mais compaixão...
Que familiares e pessoas que  se odeiam, sem a mínima disposição para a reconciliação se reconciliem.
Mas, porque você me emprestou uns minutos do seu precioso tempo, gostaria de lhe perguntar novamente: Para que tanta correria?
Em meio à agitação, sentado no meio-fio, um mendigo, ébrio, grita bem alto: Viva Jesus. Feliz Natal!
E os sóbrios comentam: É louco!
E a cidade se prepara... Será Natal.
Mas, para você que ainda tem tempo de meditar sobre o verdadeiro significado do Natal, ouso dizer:
O Natal não é apenas uma data festiva, é um modo de viver.
O Natal é a expressão da caridade...
Natal é fraternidade...
Mas o Natal também é união...
Que este Natal seja, para você, mais que festas e troca de presentes...
Que possa ser um marco definitivo no seu modo de viver, conforme o modelo trazido pelo notável Mestre, cuja passagem na Terra deu origem ao Natal...
E, finalmente, o Natal é pura expressão de amor...
Gratidão!!!
abs.fraternos
Carla




quinta-feira, 7 de julho de 2016

Síndrome Mielodisplásica - 4 -Vivendo com a

Data de criação: 16 Março 2016
Última modificação: 22 Março 2016
Fertilidade

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Construir uma família e ver crianças correndo pela casa é, com certeza, o sonho de muitos. Mas se por um lado, podemos comemorar o fato de que tratamentos como quimioterapia e radioterapia hoje garantem boa chance de cura, por outro, infelizmente podem causar infertilidade em homens e mulheres.

Claro, tudo irá depender da idade do paciente, da situação clínica, e de quais medicamentos se faz uso. E por isso é essencial estar informado e conversar com o médico antes mesmo de iniciar a terapia indicada.

 Homens
Alguns quimioterápicos podem prejudicar a produção de esperma: os agentes alquilantes, como por exemplo a ciclofosfamida ou procarbazina, têm efeito mais significativo na fertilidade. Outras drogas são geralmente menos tóxicas para a formação de células de esperma, mas também podem causar infertilidade, especialmente quando usadas como parte das diversas combinações de medicações terapêuticas.
Se a radiação atinge os testículos, a produção de esperma geralmente é afetada permanentemente. Já os efeitos da quimioterapia, neste caso, podem ser temporários. Os indivíduos que tiverem a fertilidade atingida temporariamente devem ser reavaliados periodicamente.  
Com os avanços na ciência, hoje é possível preservar a fertilidade por meio da criopreservação (ou congelamento) do sêmen, procedimento citado pela Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) como o que apresenta maior probabilidade de sucesso para os pacientes do sexo masculino.

 Mulheres
Determinadas quimioterapias podem causar atraso menstrual. Algumas mulheres também podem apresentar insuficiência prematura do ovário, a chamada menopausa precoce. Ao contrário da menopausa, esta não é uma ocorrência natural. Quando a insuficiência é causada pelo tratamento do câncer, é pouco provável que uma mulher tenha subsequentes períodos menstruais ou consiga engravidar naturalmente. Geralmente, é necessária uma terapêutica hormonal de substituição, incluindo estrogênios e progesterona, e por vezes também testosterona.
Radiação para a zona pélvica pode causar danos para o útero, aumentando o risco de infertilidade, aborto, parto prematuro ou aborto espontâneo. Por isso é importante conversar com seu médico sobre gravidez. A radioterapia na região do seio e alguns medicamentos utilizados no tratamento do câncer podem impossibilitar a amamentação.
Em todas as mulheres, as mudanças ocorrem durante o ciclo reprodutivo. É preciso acompanhar com o especialista se essas mudanças são normais ou se são resultado da doença e/ou tratamento.
Hoje, o método mais eficiente para a preservação da fertilidade é a criopreservação (ou congelamento) dos óvulos e do tecido ovariano, além da  transposição ovariana (deslocamento cirúrgico dos ovários para uma área que não receberá radioterapia). 
Importante! Antes de iniciar o tratamento, converse com médico e o informe sobre seu interesse em ter a fertilidade preservada.

Planejamento familiar 
No mundo em que vivemos, o planejamento familiar é sempre de grande importância para que não haja imprevistos. Para um paciente em tratamento do câncer, torna-se essencial, já que alguns medicamentos podem ser prejudiciais ao bebê. Aqui vão algumas dicas para que aconteça uma preparação no antes, durante ou após o tratamento: 

 Homens
Antes do tratamento
• Banco de sêmen: após colher o esperma, ele deve ser congelado (chamado de "criopreservação de esperma") e armazenado para uso posterior, procedimento possível somente após a puberdade.

Durante o tratamento

• Proteção testicular durante a radioterapia (blindagem testicular). Se possível, o médico coloca escudos na região pélvica do paciente, visando protegê-la contra os efeitos da radiação.

Após o tratamento
• Doador de esperma: os espermatozóides podem ser doados para o uso do paciente por um doador fértil e utilizados para gravidez por meio de inseminação artificial.

 Mulheres
Antes do tratamento
• Congelamento de tecido ovariano: parte do ovário (ou sua totalidade) é removida e congelada para uso posterior, sendo possível após a puberdade. Esta é ainda uma abordagem experimental. 
• Transposição do ovário: eles são movidos, por meio de cirurgia, para longe do campo que receberá radioterapia, minimizando sua exposição e, desta forma, os danos da radiação.
• Congelamento de embrião: os óvulos da mulher são removidos e fertilizados com o esperma de seu parceiro ou de um doador, e então congelados e armazenados para posterior inseminação artificial. O congelamento de embrião é a opção com a mais alta probabilidade de sucesso de gravidez para as mulheres. O processo de estimulação e coleta leva, pelo menos, de três a quatro semanas, mas algumas pacientes não têm como esperar esse tempo para o início de tratamento quimioterápico.

Durante o tratamento
• Proteção do ovário (blindagem do ovário). Se possível, o médico coloca uma proteção externa para proteger os ovários durante a radioterapia de abdome.
• Hormônio de liberação de gonadotropina (GnRHs): este medicamento pode ser utilizado durante a quimioterapia, pois visa minimizar os danos à fertilidade. Esta é uma abordagem experimental de preservação da fertilidade.

Após o tratamento 
Caso a gravidez esteja nos planos, será necessário conversar com o médico para ver se realmente a paciente já está hábil para gerar um bebê.

Gravidez
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A maioria dos medicamentos contra o câncer pode trazer riscos ao bebê, por isso é muito importante usar métodos contraceptivos (como as camisinhas ou anticoncepcionais, com prescrição médica) durante o tratamento. No entanto, engravidar durante a gestação também não confirma que a criança terá problemas.

Caso a paciente engravide neste momento, ou seja diagnosticada durante a gravidez, a quimioterapia só poderá ser utilizada a partir dos três primeiros meses. Antes disso, ela pode prejudicar a formação do feto. Já a radioterapia não será realizada, já que ela pode causar sérios efeitos colaterais para o bebê.
Atenção! Não interrompa o tratamento sem indicação médica. Também é importante frisar que o bebê não nascerá com câncer, apenas porque a mãe ou o pai tenham a doença.  

Câncer infantil e a fertilidade
Quando o tratamento ocorre na infância, antes da puberdade, em geral os testículos e ovários são menos afetados pela quimioterapia, mas ainda assim há risco de falência, dependendo do esquema de medicação, dose e tempo. Se o risco for grande, devem ser discutidas maneiras de preservação da fertilidade, embora os resultados sejam ainda limitados.
Para o menino, antes da puberdade ainda não há produção de espermatozoides, então o congelamento de sêmen não é possível. Neste caso, só há a opção da criopreservação de fragmentos dos testículos. Na menina, podem ser congelados fragmentos de ovário (anteriormente descrito), procedimento ainda considerado experimental, mas que já tem resultados positivos e deve ser discutido com a família. Porém, como é necessária uma cirurgia, é preciso ponderar os riscos, já que muitas vezes a criança está debilitada pelo câncer.
Já os adolescentes podem ter maturidade física e emocional para entender o problema e fornecer amostras de sêmen. Os espermatozoides poderão ser retirados diretamente dos testículos, através de uma biópsia. Caso após o tratamento o homem perca a produção dos espermatozoides mas deseje um filho, poderá utilizar a amostra congelada. Nesse momento, ele e a esposa deverão realizar uma inseminação artificial ou fertilização in vitro.
Para as meninas é um pouco mais complicado. Primeiro porque os ovários ficam dentro da cavidade abdominal, sendo mais invasivo para colhê-los. Segundo, porque os óvulos, para poderem ser utilizados no futuro, devem ser colhidos maduros, sendo então necessário um estímulo hormonal prévio (que inclui injeções), que dura cerca de 10 a 20 dias, precisando, assim, adiar a quimioterapia. Isso só é possível se a menina já teve a primeira menstruação, senão os ovários não respondem. Após coletados, pode-se optar por congelar os óvulos ou por fertilizá-los em laboratório e então congelar os embriões formados.

obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs
Carla
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Vídeo - Fertilidade em pacientes onco-hematológicos
Dr. Jorge Hallak - Dir. Clínica Androscience - Centro de Criopreservação de Gametas e Tecido Reprodutivo
Médico do Hospital Sírio Libanês
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