Será Natal???

Ei, você, aonde vai com tanta pressa?
Eu sei que você tem pouco tempo...
Mas, será que poderia me dar uns minutos da sua
atenção?
Percebo que há muita gente nas ruas, correndo como você. Há uma correria generalizada...
Entendo que você tenha pouco tempo.
Percebo, também, luzes enfeitando vitrines, ruas, casas, árvores...
Mas, confesso que vejo pouco brilho nos olhares...
Poucos sorrisos afáveis, pouca paciência para uma conversa fraternal...
É bonito ver luzes, cores, fartura...
Mas seria tão belo ver sorrisos francos...
Apertos de mãos demorados...
Abraços de ternura...
Mais gratidão...
Mais carinho...
Mais compaixão...
Que familiares e pessoas que  se odeiam, sem a mínima disposição para a reconciliação se reconciliem.
Mas, porque você me emprestou uns minutos do seu precioso tempo, gostaria de lhe perguntar novamente: Para que tanta correria?
Em meio à agitação, sentado no meio-fio, um mendigo, ébrio, grita bem alto: Viva Jesus. Feliz Natal!
E os sóbrios comentam: É louco!
E a cidade se prepara... Será Natal.
Mas, para você que ainda tem tempo de meditar sobre o verdadeiro significado do Natal, ouso dizer:
O Natal não é apenas uma data festiva, é um modo de viver.
O Natal é a expressão da caridade...
Natal é fraternidade...
Mas o Natal também é união...
Que este Natal seja, para você, mais que festas e troca de presentes...
Que possa ser um marco definitivo no seu modo de viver, conforme o modelo trazido pelo notável Mestre, cuja passagem na Terra deu origem ao Natal...
E, finalmente, o Natal é pura expressão de amor...
Gratidão!!!
abs.fraternos
Carla




segunda-feira, 29 de maio de 2017

Obesidade: Novo balão gástrico dispensa anestesia e tem melhores resultados

Domingo, 21 de Maio de 2017

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Fonte de imagem: Gastric Balloon Australia

Uma pesquisa desenvolvida por investigadores italianos mostra que um novo tipo de balão gástrico, que pode ser introduzido no estômago sem endoscopia ou anestesia, leva a uma perda de peso efetiva, segura e eficaz.
Esta investigação, conduzida por Roberta Ienca, da Universidade La Sapienza, de Roma (Itália), é um dos projetos apresentados durante o 24º. Congresso Europeu sobre a Obesidade (ECO), organizado pela Associação Europeia para o Estudo da Obesidade, a decorrer entre quarta-feira e sábado, na Alfândega do Porto.
De acordo com um comunicado da Associação Europeia para o Estudo da Obesidade, a que a Lusa teve hoje acesso, os balões intragástricos (IGBs), "têm sido usados como dispositivos de perda de peso há décadas".
"O seu mecanismo de ação é multifatorial, o que facilita a adesão a uma dieta de baixas calorias, induzindo à sensação de saciedade", acrescenta a nota informativa da associação europeia segundo a qual, os procedimentos para introdução do balão, até à data, exigiam recurso a endoscopia e a anestesia, resultando numa taxa de adoção "baixa" e num "alto custo", acrescenta a nota informativa.
Neste estudo, os autores avaliaram a eficácia e a segurança de um novo tipo de balão gástrico - balão de Elipse - que não necessita de endoscopia ou anestesia e é otimizado para reduzir o risco e o desconforto.
Para obtenção dos resultados, foram introduzidos balões Elipse em 42 pacientes (29 homens e 13 mulheres) obesos, com idade média de 46 anos, peso médio de 110 quilogramas e índice de massa corporal (IMC) médio de 39 quilos por metro quadrado, por um período de 16 semanas.
Os pacientes foram também submetidos a uma dieta cetogénica (rica em lípidos, com baixo teor de hidratos de carbono e quantidades moderadas de proteínas), designada por VLCKD, ingerindo cerca de 700 quilocalorias por dia no último mês de terapia, de forma a aumentar a perda de peso e a maximizar os resultados e a satisfação do doente.
De acordo com o comunicado, o balão é engolido e em seguida preenchido com 550 mililitros de líquido, permanecendo no estômago por 16 semanas, período após o qual se abre espontaneamente, esvaziando-se e sendo excretado do organismo.
Assim que o balão é excretado, os pacientes passam para uma dieta mediterrânica, com o intuito de manterem o peso.
Os resultados mostram que, após as 16 semanas, a perda média de peso foi de 15,2 quilos (31%) e a redução média de IMC foi de 4,9 quilos por metro quadrado.
"Não foram registados efeitos adversos graves" durante o tratamento, acrescenta a associação, indicando ainda que as náuseas, os vómitos e a dor abdominal sentidas pelos pacientes em determinados momentos foram resolvidos com medicação.
As conclusões indicam ainda que foram observadas reduções significativas na diabetes, na hipertensão arterial, no colesterol elevado e na síndrome metabólica.
De acordo com Roberta Ienca, referida no comunicado, o balão Elipse parece ser um método seguro e eficaz de perda de peso, auxiliado pela introdução de uma dieta como a VLCKD.
Por não ser necessário recorrer a endoscopia, cirurgia ou anestesia para a sua introdução, o balão Elipse torna-se "adequado para um maior número de pacientes obesos que não respondem a dietas, tratamentos ou a estilos de vida saudáveis".
Este método pode ser utilizado por uma variedade de médicos, que atualmente "não têm acesso ou não são qualificados para proceder a endoscopia ou manuseamento de dispositivos cirúrgicos" para perda de peso, acrescentou a especialista.
Para além disso, a ausência de endoscopia e de anestesia para colocação e remoção do balão pode levar a uma "significativa redução de custos", concluiu Roberta Ienca.

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abs
Carla
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