terça-feira, 23 de maio de 2017

Cancro: desenvolvida nova tecnologia para redução de cirurgias

Segunda, 22 de Maio de 2017

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Fonte de imagem: Science

Uma equipa de investigadores desenvolveu uma nova tecnologia de imagem que poderá ajudar os cirurgiões na remoção de tumores da mama a confirmarem se retiraram todo o cancro, no decorrer da cirurgia.

A nova técnica que poderá reduzir a necessidade de efetuar novas cirurgias, foi desenvolvida por engenheiros do Laboratório de Imagiologia Ótica, do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), EUA, liderados por Lihong Wang, professor de Engenharia Médica e Engenharia Eletrotécnica. 

A tumorectomia ou cirurgia conservadora, que é uma intervenção cirúrgica onde é removido o tumor e algum tecido em volta, conservando a mama, requer a posterior análise de amostras de tecido retiradas durante a operação. O tecido é segmentado, tingido de forma a evidenciar as características principais e analisado, o que pode demorar bastantes dias.

Se foram detetadas células tumorais na superfície da amostra analisada, significa que o cirurgião não removeu todo o tumor, o que obriga a uma nova intervenção cirúrgica para remoção do restante tecido tumoral. 

Lihong Wang questionou-se precisamente “e se pudéssemos não ter que esperar? Com uma microscopia fotoacústica em 3D poderíamos analisar o tumor na sala de operações e saber imediatamente se era necessário removermos mais tecido”.

A microscopia fotoacústica emprega um laser de pouca energia que faz vibrar o tecido. O sistema assim mede as ondas ultrassónicas emitidas pelas vibrações desse tecido. Os núcleos vibram com mais força do que o material circundante, o que permite, com esta técnica, medir o tamanho dos núcleos e a densidade da aglomeração celular (o tecido cancerígeno tende a ter núcleos maiores e aglomerados celulares mais densos).

A nova técnica produz imagens que também possuem a capacidade de evidenciarem as características cancerígenas, conseguiu analisar uma amostra em cerca de três horas (em vez de sete, com a técnica usada atualmente), sem a necessidade de segmentação ou de tingimento. 

O autor principal do estudo afirmou que a análise poderá ser efetuada em apenas 10 minutos se o laser for mais rápido e se gerarem imagens paralelas, o que permitiria usar a microscopia fotoacústica em 3D em contextos clínicos. Finalmente, embora este estudo tenha sido baseado em tumores da mama, poderá ser potencialmente aplicado na análise de outros tumores excisados.


Autor
Alert Life SciencesReferência
Estudo publicado na revista “Science Advances”

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abs
Carla
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