quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Prevenção de riscos associada à anatomia do Cérebro dos Idosos

http://cdn.bancodasaude.com/press/Fonte de imagem: Seniors Matter
A menor propensão dos idosos em correr riscos não está associada à idade mas sim a alterações anatómicas, sugere um estudo publicado na revista “Nature Communications”.
Este estudo levado a cabo pelos investigadores do Colégio de Trinity, na Irlanda, ajuda a compreender melhor a tomada de decisões e pode conduzir a estratégias que modifiquem as mudanças no comportamento de risco à medida que as pessoas envelhecem.
A comunidade científica já tinha demonstrado que os idosos são menos propensos a correr determinados tipos de riscos, nomeadamente a compra de uma cautela da lotaria. Num estudo anterior, os investigadores, liderados por Ifat Levy, também já tinham constatado que existia uma associação entre a tolerância de correr risco e o volume da substância cinzenta numa área do cérebro conhecida por córtex parietal posterior. Verificou-se que os jovens adultos que tinham uma maior substância cinzenta eram mais propensos a correr riscos.
Neste estudo os investigadores decidiram analisar este fenómeno em idosos, os quais apresentam um declínio natural no volume da substância cinzenta à medida que envelhecem. Foi investigado se a tendência de não correr riscos por parte dos idosos resulta das alterações no volume da substância cinzenta no córtex parietal posterior ou da própria idade.
No estudo foram apresentadas várias escolhas a 52 indivíduos com idades compreendidas entre 18 e 88 anos. Os participantes podiam receber cinco dólares ou jogar na lotaria com quantidades e probabilidades variáveis. Ou seja, os participantes poderiam escolher entre ganhar garantidamente cinco dólares ou optar por uma probabilidade de 25% de ganhar 20 dólares. Cada participante recebeu um número que indicava o seu nível de tolerância ao risco com base nas suas escolhas.
Os participantes foram também submetidos a ressonâncias magnéticas para medição do volume da substância cinzenta no córtex parietal posterior. Após terem analisado as escolhas de risco e os dados das ressonâncias magnéticas, os cientistas confirmaram que o declínio associado à idade na tolerância ao risco estava mais relacionado com alterações na anatomia do cérebro do que com a idade.
Estes achados fornecem uma nova visão sobre os fatores neurológicos que afetam as preferências de risco e tomada de decisão nos adultos mais velhos. Estes também podem conduzir a estratégias para modificar a tomada de decisões.
Ifat Levy conclui que este conhecimento pode ser utilizado para tentar alterar as tomadas de decisão, através de abordagens comportamentais ou farmacológicas.
obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs
Carla
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