domingo, 22 de janeiro de 2017

Cancro do Pâncreas Metastático é “reprogramado” para uma malignidade ótima

Fonte de imagem: Huffingtonpost
O cancro do pâncreas metastático, que se disseminou do pâncreas para outros tecidos e é responsável pela maioria das mortes, altera o seu metabolismo e é “reprogramado” para uma malignidade ótima, sugere um estudo publicado na revista “Nature Genetics”.
 
De acordo com os investigadores da Universidade de Vanderbilt, nos EUA, é possível reverter a reprogramação maligna para tratar o cancro de pâncreas metastático. No estudo os investigadores identificaram um composto que reverte a reprogramação e impede a formação do tumor.
 
Os cientistas, liderados por Oliver McDonald, decidiram averiguar como o cancro pancreático progride do tumor primário no pâncreas para a doença metastática. A teoria prevalente é que a progressão do cancro, que é impulsionada pela acumulação de mutações genéticas que aumentam a “aptidão” tumorogénica, é válida para os primeiros estadios da progressão, mas, ao que parece, as metástases encontraram novas formas de aumentar as suas aptidões.
 
Em vez de analisarem as alterações genéticas durante a progressão do cancro, os investigadores analisaram a epigenética, ou seja, modificações do ADN cromossómico e proteínas que controlam a função genética. Foram analisadas um conjunto único de amostras do cancro primário e metastático de pacientes que tinham morrido da doença.  
 
Os investigadores ficaram surpresos por terem encontrado alterações epigenéticas maciças ao longo do genoma de metástases distantes, comparativamente com células tumorais primárias e "carcinomatose” peritoneal, uma forma localizada de metástase intra-abdominal que se acredita que não se dissemina através da corrente sanguínea.
 
O estudo apurou ainda que as metástases distantes alteravam o seu metabolismo através do consumo de quantidades excessivas de glucose e direcionavam-no através da via metabólica pentose fosfato. Verificou-se que uma enzima específica desta via, a PGD, permite a conversão da glucose em metabolitos que impulsionam diretamente o crescimento do tumor.
 
Os cientistas apuraram que o bloqueio da PGD, com um inibidor farmacológico, reverteu a reprogramação epigenética e as alterações da expressão genética maligna detetadas nas metástases distantes e também inibiu fortemente a sua capacidade de formar tumores. Não foram detetados efeitos nas células saudáveis.
 
Estes achados podem ajudar a explicar por que motivo os tumores metastáticos progridem frequentemente mais rápido que os tumores primários. O estudo sugere assim que, as células do cancro do pâncreas que se disseminam para outros órgãos que recebem um fornecimento de sangue rico em glucose e outros nutrientes, adquirem adaptações metabólicas para utilizarem estes recursos naturais para aumentar a sua aptidão tumorogénica.

obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs
Carla
http://www.bancodasaude.com/noticias/cancro-do-pancreas-metastatico-e-reprogramado-para-uma-malignidade-otima/

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