domingo, 8 de janeiro de 2017

Enzima protege contra um subtipo de Cancro Colo-Retal

Fonte de imagem: IBMED
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Uma enzima que desempenha um papel importante na inflamação pode funcionar como um supressor natural de tumores e úlceras no cólon presentes no cancro associado a colite (CAC, sigla em inglês), um tipo de cancro que é impulsionado pela inflamação crónica, refere um estudo publicado na revista “Oncotarget”.

Os investigadores da Universidade do Estado de Geórgia e da Universidade Stony Brook, ambas nos EUA, identificaram o papel supressor tumoral da metaloproteinases da matriz (MMP9), que pertence a uma família de enzimas denominadas proteinases e funciona como um regulador essencial dos componentes da matriz extracelular através de uma nova via mecanicista.
A inflamação pode ser uma resposta benéfica na presença de danos dos tecidos ou agentes patogénicos. Contudo, se esta resposta não for regulada pode tornar-se crónica e induzir o aparecimento de células malignas.
A doença inflamatória do intestino, que inclui colite ulcerosa e a doença de Crohn, envolve a inflamação de todo ou parte do aparelho digestivo. Os pacientes com colite ulcerosa cronicamente ativa apresentam um risco significativamente maior, até 50%, de desenvolver CAC, um subtipo do cancro colo-retal. O risco de CAC aumenta com a duração da doença e com a gravidade da inflamação.
A expressão e atividade da MMP9 é indetetável na maioria dos tecidos de adultos saudáveis, incluindo o cólon e o intestino. No entanto, esta enzima encontra-se expressa em níveis muito elevados em vários estados inflamatórios.
Estudos anteriores demonstraram que a MMP9 derivada de células epiteliais desempenha um papel protetor no desenvolvimento de CAC. As células epiteliais estão presentes no revestimento do trato gastrointestinal ao longo do lúmen. Quase 80% dos cancros têm origem nas células epiteliais.
Neste estudo os investigadores decidiram averiguar se a MMP9 derivada do epitélio tinha um papel protetor na supressão tumoral no CAC. Nas experiências in vivo os investigadores utilizaram ratinhos transgénicos que expressavam a MMP9 no epitélio colónico. Para as experiências in vitro foram utilizadas células do carcinoma do cólon humano com e sem MMP9 e fibroblastos embrionários de ratinho que desempenham um papel importante na reparação dos tecidos.
Os investigadores constataram que, os ratinhos que expressavam a MMP9 no epitélio apresentavam menos tumores e maior apoptose, ou morte celular programada. Este processo elimina as células que já não são necessárias ou são uma ameaça para o organismo.
O estudo apurou ainda que as células do carcinoma do cólon humano que expressavam em elevadas quantidades a MMP9 apresentavam uma diminuição na proliferação celular e menos danos no ADN.
Pallavi Garg, um dos autores do estudo, concluiu que no contexto da inflamação crónica, a expressão de MMP9 funciona como um escudo que impede o avanço do microambiente tumoral no CAC.


obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs
Carla
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