Será Natal???

Ei, você, aonde vai com tanta pressa?
Eu sei que você tem pouco tempo...
Mas, será que poderia me dar uns minutos da sua
atenção?
Percebo que há muita gente nas ruas, correndo como você. Há uma correria generalizada...
Entendo que você tenha pouco tempo.
Percebo, também, luzes enfeitando vitrines, ruas, casas, árvores...
Mas, confesso que vejo pouco brilho nos olhares...
Poucos sorrisos afáveis, pouca paciência para uma conversa fraternal...
É bonito ver luzes, cores, fartura...
Mas seria tão belo ver sorrisos francos...
Apertos de mãos demorados...
Abraços de ternura...
Mais gratidão...
Mais carinho...
Mais compaixão...
Que familiares e pessoas que  se odeiam, sem a mínima disposição para a reconciliação se reconciliem.
Mas, porque você me emprestou uns minutos do seu precioso tempo, gostaria de lhe perguntar novamente: Para que tanta correria?
Em meio à agitação, sentado no meio-fio, um mendigo, ébrio, grita bem alto: Viva Jesus. Feliz Natal!
E os sóbrios comentam: É louco!
E a cidade se prepara... Será Natal.
Mas, para você que ainda tem tempo de meditar sobre o verdadeiro significado do Natal, ouso dizer:
O Natal não é apenas uma data festiva, é um modo de viver.
O Natal é a expressão da caridade...
Natal é fraternidade...
Mas o Natal também é união...
Que este Natal seja, para você, mais que festas e troca de presentes...
Que possa ser um marco definitivo no seu modo de viver, conforme o modelo trazido pelo notável Mestre, cuja passagem na Terra deu origem ao Natal...
E, finalmente, o Natal é pura expressão de amor...
Gratidão!!!
abs.fraternos
Carla




segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

PORQUE OS DOENTES NÃO ADEREM AO TRATAMENTO?

remedio-adesao-tratamentoAtualmente, uma percentagem significativa da população mundial depara-se com a necessidade de ter de aderir a um tratamento proposto por uma equipa clínica e ter de adotar medidas para controlar e tratar a sua condição crônica de saúde, como acontece no caso de diabetes e de algumas doenças mentais. No curso de qualquer tipo de tratamento, a não-adesão desenvolve-se gradualmente e poder estar relacionada ao agravamento da doença.
De uma maneira geral, a complexidade, a duração e a realização de alterações frequentes na medicação, a ausência imediata de melhoria dos sintomas e os efeitos secundários que podem causar, representam um entrave nessa adesão ao tratamento.
Porém, quando falamos de adesão ao tratamento referimo-nos a um fenômeno amplo, que não se limita ao cumprimento exclusivo da medicação que é prescrita, mas que engloba também a adesão ao tratamento não farmacológico (e.g. ida às consultas, cumprimento das indicações dadas pelo clínico associadas ao tratamento, por exemplo, cumprir uma dieta, fazer exercício físico, evitar o consumo de álcool e drogas, etc..
Relativamente aos fatores associados ao próprio tratamento, os mais relevantes prendem-se com a duração e a complexidade do regime terapêutico. Com efeito, os doentes apresentam níveis de adesão superiores quando os tratamentos são simples de aplicar e as indicações fáceis de entender, quando não estão sujeitos a mudanças frequentes do regime terapêutico, quando estes são de curta duração e quando não obrigam a alterações significativas nas rotinas quotidianas. Considera-se que os efeitos secundários podem também contribuir igualmente para limitar o grau de adesão. Os principais efeitos secundários mais comumente relatados pelos doentes, estão associados ao ganho de peso, disfunção sexual e alterações no sono.
A prescrição em simultâneo de múltiplos medicamentos, assim como muitas doses diárias ou dosagens elevadas, podem igualmente contribuir para um menor comprometimento com o tratamento, bem como o tipo de fármaco e a forma como este deve ser administrado e manuseado, o desconforto que provoca (o tamanho do comprimido e o cheiro ou o sabor de um xarope, por exemplo) ou ainda devido a experiências negativas no passado com os mesmos fármacos ou similares.
Apesar de a literatura relatar sobretudo o descumprimento relacionado com a não aplicação das regras do regime terapêutico, também a excessiva utilização de medicação constitui um comportamento de má adesão, podendo resultar em maior toxicidade e provocar uma multiplicação de efeitos secundários; do mesmo modo, a auto-medicação, isto é, o consumo de medicamentos por iniciativa do doente sem lhe terem sido prescritos por um médico, constitui também um comportamento não aderente.
Sabe-se atualmente que os doentes portadores de doenças crónicas, como diabetes, hipertensão, tuberculose, HIV e perturbações mentais (nomeadamente psicoses), têm um risco maior em não aderirem ao tratamento.
Os resultados da não-adesão são, por isso, considerados a primeira causa na redução dos benefícios do tratamento provocando complicações médicas e psicossociais, que acabam por afetar a qualidade de vida dos doentes.
E devido à conjuntura atual pela qual o país atravessa, um dos fatores que tem interferido com a adesão ao tratamento das doenças crônicas, incluindo as doenças de foro psiquiátrico, relaciona-se com o fator econômico associado ao custo dos medicamentos.
Por exemplo, devido às dificuldades econômicas, muitas vezes os doentes são levados, no caso de tomarem medicação para várias doenças crônicas, a selecionarem o fármaco que consideram ser “prioritário”. Perante este cenário, a medicação que é considerada “prioritária” atua sobretudo nas doenças cardiovasculares, diabetes e hipertensão. Ora, existindo concomitantemente prescrição medicação psicofarmacológica, esta terapêutica corre o risco de ser suspensa, sendo vista, em alguns casos, como “não-prioritária” pelo doente.

Por Ana Cardoso (Psicopedagoga) 
 obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs
Carla

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