quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Diabetes tem tratamentos com novas classes de medicações com bom perfil de segurança

Endocrinologista analisa as novas medicações que podem oferecer vantagens aos pacientes que sejam diabéticos

IBSP segurança do paciente - Diabetes tem tratamentos com novas classes de medicações com bom perfil de segurança
O diabetes é uma doença crônica que atinge 9 milhões de brasileiros, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde, realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com o IBG. Isso significa que 6,2% da população adulta lida com o desafio de controlar o diabetes, pois a doença pode ser o gatilho para outros sérios problemas de saúde.



A Dra. Ana Luize Merten, especialista em Clínica Médica e Endocrinologista pela Faculdade de Medicina do Hospital das Clínicas da USP, mostra em detalhes quais as novas classes de medicações estão disponíveis no mercado e, sobretudo, analisa a segurança desses medicamentos.



IBSP – Quais classes de medicação foram incorporadas nos últimos anos nas diretrizes de tratamento do diabetes? São medicações seguras?

Ana Merten – São três as classes de drogas novas para tratamento do diabetes tipo 2:

1) inibidores da dipeptidil peptidase-4 (inibidores da DPP-4);
2) agonistas do receptor do peptídeo semelhante ao glucagon-1 (agonistas do receptor de GLP-1);
3) inibidores do cotransportador de sódio-glicose-2 (inibidores do SGLT-2).

As duas primeiras são terapias baseadas em incretinas. Embora sejam medicamentos relativamente novos, eles oferecem um bom perfil de segurança e já estão bem estabelecidos na prática clínica.


IBSP – Essas novas medicações oferecem vantagem sobre insulinas ou outras classes de drogas mais antigas?

Ana Merten – Certamente oferecem. São medicações eficazes em reduzir a hemoglobina glicada, com as seguintes vantagens: a) baixo risco de hipoglicemia; b) efeito neutro no peso, no caso dos inibidores da DPP-4; c) perda de peso, no caso dos agonistas do receptor de GLP-1 e inibidores do SGLT-2; d) redução de eventos cardiovasculares em pacientes de alto risco foi especificamente comprovado no caso da empaglifozina, um inibidor do SGLT-2; e e) correção de várias das anormalidades da fisiopatologia do diabetes tipo 2.



IBSP – Há riscos ou eventos adversos comuns com essas drogas?

Ana Merten – Os eventos adversos mais comuns, no caso dos agonistas de receptor de GLP-1, são as náuseas. Entretanto, esse sintoma costuma acontecer apenas no início do uso e melhorar com o tempo. Já na hipótese de utilização dos inibidores de SGLT-2, os eventos adversos mais comuns são as infecções urogenitais fúngicas, como vulvovaginites e balanopostites (que podem ser prevenidas com uma higiene adequada) e mais raramente infecções bacterianas do trato urinário. Os inibidores de DPP4 costumam ser bem tolerados. Deve-se lembrar de que a maioria das drogas dessas três classes exige ajuste de dose em paciente com insuficiência renal.


obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs
Carla
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