quinta-feira, 30 de junho de 2016

Transplante de Medula Óssea - TMO - Tipos

São quatro os tipos de transplante de células-tronco hematopoéticas:


Alogênico


É realizado a partir das células-tronco de um doador 100% compatível, seja ele da família ou não. Essa compatibilidade é determinada por um conjunto de genes localizados no cromossomo 6. A análise é realizada em laboratório, a partir de amostras de sangue do doador e receptor, chamado de exame de histocompatibilidade (HLA). Na família, as chances de se encontrar um doador compatível são de 35%. Em toda a população, as chances são de 1 para cada 100 mil pessoas.
· Para o doador - A coleta pode ser feita de duas maneiras:
1ª – As células-tronco serão retiradas pelo osso da bacia, por meio de uma agulha na região da nádega. O procedimento dura 60 minutos, e é feito com anestesia. O doador precisará ficar em observação após o término.
2º - As células-tronco são retiradas pela veia. Aqui, o doador toma um remédio por alguns dias para aumentar a produção das células. Depois, o sangue pode ser filtrado por uma máquina que retira as células-tronco. Este processo de coleta dura de 4 a 6 horas. É importante deixar claro que não há risco algum para o doador e que sua medula estará totalmente recuperada em poucas semanas.
· Para o paciente – Antes do procedimento, será necessário receber altas doses de quimioterapia, que tem por objetivo atacar a maioria das células doentes. Em seguida, as células-tronco doadas serão infundidas no paciente, com a finalidade de reconstituir a fabricação das células saudáveis.
Normalmente, o paciente permanece internado por mais de 15 dias, para o acompanhamento da evolução no tratamento. Ele também recebe medicamentos imunossupressores, que têm como objetivo adequar o sistema imunológico e evitar a rejeição da nova medula.
Quando o sistema começa a funcionar novamente (geralmente em torno de 21 dias após o procedimento) pode-se dizer que houve a pega da medula, ou seja, o transplante obteve sucesso e a medula voltou a funcionar perfeitamente. Ainda assim, o monitoramento médico continua sendo essencial, pois mesmo após um ano de procedimento, pode vir a aparecer alguma complicação tardia. 


Autólogo

Ele acontece com as próprias células do paciente, mas só é possível nos casos em que a medula não esteja completamente comprometida e que haja um número suficiente de células-tronco saudáveis na medula ou no sangue do paciente. As células-tronco são retiradas do paciente, “tratadas” e congeladas. Feito isso, o paciente irá receber altas doses de quimioterapia, e somente quando estiver com pouquíssimas células doentes, ou nenhuma, em seu organismo, é que as células-tronco serão descongeladas e infundidas. O objetivo é reconstituir a fabricação das células saudáveis na medula óssea.




Singênico
O procedimento é exatamente o mesmo do alogênico, mas nesse caso o doador e o receptor são irmãos gêmeos univitelinos. 


Haploidêntico

Também é muito parecido com o transplante alogênico, com a diferença que o doador pode ser apenas 50% compatível, e obrigatoriamente da família. Ele só será indicado em casos em que haja a necessidade imediata e se o doador 100% compatível não for encontrado.

No Brasil, ele ainda não é muito realizado, mas definitivamente é mais uma esperança aos pacientes. 

obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs
Carla
http://www.abrale.org.br/tmo/tipos


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