Será Natal???

Ei, você, aonde vai com tanta pressa?
Eu sei que você tem pouco tempo...
Mas, será que poderia me dar uns minutos da sua
atenção?
Percebo que há muita gente nas ruas, correndo como você. Há uma correria generalizada...
Entendo que você tenha pouco tempo.
Percebo, também, luzes enfeitando vitrines, ruas, casas, árvores...
Mas, confesso que vejo pouco brilho nos olhares...
Poucos sorrisos afáveis, pouca paciência para uma conversa fraternal...
É bonito ver luzes, cores, fartura...
Mas seria tão belo ver sorrisos francos...
Apertos de mãos demorados...
Abraços de ternura...
Mais gratidão...
Mais carinho...
Mais compaixão...
Que familiares e pessoas que  se odeiam, sem a mínima disposição para a reconciliação se reconciliem.
Mas, porque você me emprestou uns minutos do seu precioso tempo, gostaria de lhe perguntar novamente: Para que tanta correria?
Em meio à agitação, sentado no meio-fio, um mendigo, ébrio, grita bem alto: Viva Jesus. Feliz Natal!
E os sóbrios comentam: É louco!
E a cidade se prepara... Será Natal.
Mas, para você que ainda tem tempo de meditar sobre o verdadeiro significado do Natal, ouso dizer:
O Natal não é apenas uma data festiva, é um modo de viver.
O Natal é a expressão da caridade...
Natal é fraternidade...
Mas o Natal também é união...
Que este Natal seja, para você, mais que festas e troca de presentes...
Que possa ser um marco definitivo no seu modo de viver, conforme o modelo trazido pelo notável Mestre, cuja passagem na Terra deu origem ao Natal...
E, finalmente, o Natal é pura expressão de amor...
Gratidão!!!
abs.fraternos
Carla




sábado, 11 de junho de 2016

Os Pacientes de Alzheimer sentem até ao fim...





A presidente da Fundação Catalunya Alzheimer, a geriatra Eulàlia Cucurella, aconselha a família a nunca deixar de comunicar com o paciente, e a envolvê-lo nas conversas de família mesmo que não possa falar ou reconhecer os seus familiares.

• Uma vez diagnosticada a doença, os pacientes devem ser informados?

Tem havido muita discussão sobre este tema e eu acho que sim. Quando o paciente está numa fase inicial da doença, informá-lo pode ser uma forma de ajudá-lo a planificar a sua vida para os próximos anos.
Lembro-me de um paciente que foi diagnosticado com 59 anos e que me disse "eu tenho sorte, porque o médico disse-me que eu tinha 5 anos para planificar o que devo fazer." 

• Como é que uma pessoa recebe esse diagnóstico?

Depende de cada caso. É importante saber como se transmite o diagnóstico, se explica a doença e se dão recursos: a ajuda de um psicólogo, ajuda em estimulação cognitiva, etc. 
Muitas vezes, o paciente sofre mais pelo trabalho que vai dar à sua família do que pelo significado da doença.

• Como se deve comunicar com os pacientes de Alzheimer?

Depende da fase da doença, mas em geral deve-se trabalhar a comunicação não-verbal como o tom de voz, a maneira de olhar, os gestos, e o toque. Não infantilizar nem usar diminutivos.

• Existe a tendência de tratá-los como crianças?

Cada vez menos, mas há uns anos atrás existia. 
Eles nunca devem ser tratados como crianças, porque são adultos, geralmente mais velhos que o cuidador. 

• Mas se temos de simplificar as mensagens...

É claro que não se devem dar indicações complexas ou muitas indicações na mesma frase. Deve-se ir por etapas. 
Por exemplo, não devemos dizer ao paciente que vai sair e que deve colocar um casaco porque está frio. A informação deve ser dada passo a passo: vamos sair, de seguida, veste o casaco, etc. 
E acima de tudo, deve acompanhar a comunicação com gestos. Se dissermos "vamos comer" fazemos o gesto típico para o ajudar a compreender.

• Quando a doença está numa fase mais avançada, como deve agir o cuidador?

Deve conversar, procurar o seu olhar e fazer sentir o paciente importante, mesmo que ele não possa responder ou não reconheça as pessoas. 
Não devemos deixá-lo esquecido, se estamos a falar de um assunto, devemos inclui-lo.
Sabe-se que embora não tenham capacidade de expressar como se sentem, essas pessoas têm sentimentos até o fim.

• Que erros cometem os cuidadores familiares?

É comum tratá-los como se fossem crianças ou peças de mobiliário. Devemos envolvê-los sempre nas conversas, e nunca deixá-los de lado.

• Os familiares precisam de ser treinados para lidar com esta situação?

Os cuidadores familiares e profissionais precisam de treino. 
O objectivo é dar algumas orientações gerais à família, de modo a favorecer o cuidar e o bem-estar.
As famílias ficam mais tranquilas, porque ao terem conhecimento das orientações que devem ser seguidas, deixam de ter o sentimento de culpa que às vezes têm.

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