Será Natal???

Ei, você, aonde vai com tanta pressa?
Eu sei que você tem pouco tempo...
Mas, será que poderia me dar uns minutos da sua
atenção?
Percebo que há muita gente nas ruas, correndo como você. Há uma correria generalizada...
Entendo que você tenha pouco tempo.
Percebo, também, luzes enfeitando vitrines, ruas, casas, árvores...
Mas, confesso que vejo pouco brilho nos olhares...
Poucos sorrisos afáveis, pouca paciência para uma conversa fraternal...
É bonito ver luzes, cores, fartura...
Mas seria tão belo ver sorrisos francos...
Apertos de mãos demorados...
Abraços de ternura...
Mais gratidão...
Mais carinho...
Mais compaixão...
Que familiares e pessoas que  se odeiam, sem a mínima disposição para a reconciliação se reconciliem.
Mas, porque você me emprestou uns minutos do seu precioso tempo, gostaria de lhe perguntar novamente: Para que tanta correria?
Em meio à agitação, sentado no meio-fio, um mendigo, ébrio, grita bem alto: Viva Jesus. Feliz Natal!
E os sóbrios comentam: É louco!
E a cidade se prepara... Será Natal.
Mas, para você que ainda tem tempo de meditar sobre o verdadeiro significado do Natal, ouso dizer:
O Natal não é apenas uma data festiva, é um modo de viver.
O Natal é a expressão da caridade...
Natal é fraternidade...
Mas o Natal também é união...
Que este Natal seja, para você, mais que festas e troca de presentes...
Que possa ser um marco definitivo no seu modo de viver, conforme o modelo trazido pelo notável Mestre, cuja passagem na Terra deu origem ao Natal...
E, finalmente, o Natal é pura expressão de amor...
Gratidão!!!
abs.fraternos
Carla




quarta-feira, 29 de junho de 2016

Hemoglobinúria Paroxística Noturna : 8.2 - Vivendo com a

Atendimento humanizado à saúde: você sabe reconhecer?


Qualquer situação de saúde e doença que nos torne vulnerável diante da vida se configura como um momento de crise existencial. É como se a nossa relação entre passado, presente e futuro se modificasse a partir do início de um sintoma, do resultado de um exame, de um acidente ou outro acontecimento que nos torna física e/ou mentalmente vulneráveis. Muito do que conhecíamos sobre nós ou esperávamos para o futuro deixa de ser e dá lugar a tudo que permeia a nova condição existencial.
Mesmo quando o quadro parece ser somente de natureza orgânica, tudo que acontece impacta nosso ser integralmente trazendo consequências emocionais, sociais, espirituais e econômicas em maior ou menor grau.
Assim, quando adoecemos vivemos as mais variadas emoções, experienciamos diversos sentimentos e situações novas e inesperadas, para as quais nem sempre temos os recursos internos para lidar.
Quando em tratamento, nossa adesão e confiança dependerão da nossa segurança na equipe que cuida da gente. E, neste aspecto, muitos estudos mostram que a relação paciente-família e equipe é tão importante quanto a qualidade do tratamento técnico que nos é oferecido.
Mas, como saber se estamos recebendo um atendimento que nos humaniza em nossa condição e que favorece o nosso cuidado e recuperação?
Um atendimento humanizado é aquele que considera a integralidade da “unidade de cuidado”, ou seja, ele pressupõe a união entre a qualidade do tratamento técnico e a qualidade do relacionamento que se desenvolve entre paciente, familiares e equipe.
Estamos recebendo um atendimento humanizado quando:
  • O tratamento baseado na ética profissional.
  • O tratamento é individualizado, ou seja, considera a pessoa como um todo e não a classifica de maneira generalista em função do seu diagnóstico ou quadro geral.
  • O cuidado é realizado com empatia, atenção e acolhimento integral ao paciente e sua família/ acompanhante.
  • Existe uma escuta atenta e diferenciada, com a presença de um olhar sensível para as questões humanas.
  • Há respeito a intimidade e as diferenças.
  • A comunicação é eficiente e permite a troca de informações levando em consideração o estado emocional do paciente e da família.
  • O atendimento transmite confiança, segurança e apoio.
  • A estrutura física atende às necessidades de cuidado e tratamento.
Mas, nem sempre é fácil identificar se os itens acima listados estão realmente acontecendo na relação estabelecida entre quem cuida e é cuidado. Por isso, também é importante que saibamos reconhecer se há a desumanização.
Assim, alguns comportamentos podem ser indicativos da falta de humanização no tratamento:
  • Frieza e indiferença diante da situação do paciente e/ou família. 
  • O profissional não chama o paciente pelo nome, o infantiliza ou mantém sua atenção somente no diagnóstico ou procedimento, sem considerar o paciente como um todo ou os sentimentos envolvidos na situação.
  • A expressão dos sentimentos, medos e ansiedades não são acolhidos ou são desvalorizados.
  • Frases prontas, como “você tem que ser forte”, “não chore por isso”, tem situações muito piores que a sua”, etc. surgem no lugar de atitudes empáticas e acolhedoras.
  • O espaço e a estrutura de onde o atendimento ocorre é inadequada, ou precária ou expõe a saúde física e emocional da unidade de cuidado.
  • Não há o fornecimento das informações necessárias ou as dúvidas não são esclarecidas.
  • O paciente e/ou sua família se sentem inibidos ou com medo de perguntar ou se posicionar diante de uma situação.
  • A opinião e o que paciente e/ou família têm a dizer não são levados em consideração, não é escutado ou valorizado.
  • O paciente ou sua família é rotulado em função do seu diagnóstico ou algum comportamento característico.
  • Evita-se os “olhos nos olhos”.
  • O atendimento é demasiadamente rápido.
  • A intimidade física ou emocional do paciente e/ou família fica exposta desnecessariamente.
  • As crenças pessoais não são levadas em conta ou não são respeitadas.
  • Não há inclusão da família na atenção oferecida.
  • Há situações em que “falam sobre mim como se eu não estivesse presente”.
Vale ressaltar que nem sempre a questão é responsabilidade do (s) profissional (is) que nos atende (m). Muitas questões, como a estrutura física do local onde o tratamento é realizado, por exemplo, faz parte do funcionamento de uma instituição e, por vezes, a própria equipe também está exposta de maneira desumana e insalubre. Neste caso, é preciso que saibamos identificar de onde vem o problema para acionar os meios corretos e tentar solucioná-lo.
Investir na formação básica do ser humano e especialmente numa formação profissional que forneça os alicerces para um atendimento humanizado é a chave para que situações de descaso e descuido deixem de acontecer.
Como diz Leonardo Boff, “o que se opõe ao descuido e ao descaso é o cuidado. Cuidar é mais que um ato; é uma atitude. Portanto, abrange mais que um momento de atenção. Representa uma atitude de ocupação, preocupação, de responsabilização e de envolvimento afetivo com o outro”.
É o tão falado “olhos nos olhos” que humaniza o tratamento. É ele que permite a troca, o cuidado e o crescimento mútuo entre quem cuida e quem é cuidado. Em um atendimento humanizado todos saem ganhando independente do resultado final, porque nele o amor ao humano prevalece em sua mais nobre essência. 

Por Marcela Alice Bianco – Membro do Comitê Científico de Psicologia da ABRALE.

obs.conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs
Carla
http://www.abrale.org.br/atendimento-humanizado-a-saude

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