domingo, 5 de junho de 2016

Asilo no litoral procura voluntários para conversarem com idosos

Programa é organizado pelo Lar Vicentino, em São Vicente, SP.
Asilo tem 55 idosos que esperam novos amigos para bater papo.


Voluntária Rosinha gosta de frequenta o lar todos os dias (Foto: Anna Gabriela Ribeiro / G1)


Alguém para conversar, contar as histórias da juventude, segurar a mão e dar risada. Esse é o tipo de companhia que os idosos do Lar Vicentino, em São Vicente, no litoral de São Paulo, procuram para o seu dia a dia. Por causa da solidão dos idosos, o lar resolveu recrutar voluntários para realizarem essa atividade. Os requisitos necessários são paciência, amor e carinho.
O Lar Vicentino tem atualmente 55 idosos, sendo 38 mulheres e 17 homens. A moradora mais velha tem 98 anos de idade. Segundo a assistente social Ana Flávia Xavier Aires, grande parte dos idosos do lar são portadores do Mal de Alzheimer. “A gente tem voluntários, mas ainda em número reduzido. Queremos estimular as pessoas a frequentarem aqui. É difícil para nós, enquanto funcionários, dar uma atenção assídua, porque às vezes temos que parar para resolver problemas internos”, afirma a assistente.
Senhor Mário gosta de conversar todos os dias com assistente social (Foto: Anna Gabriela Ribeiro / G1)
Senhor Mário gosta de conversar com a
assistente social (Foto: Anna Gabriela Ribeiro / G1)
Uma das voluntárias mais assíduas, Rosângela Arruda Matos, frequenta o local há um ano e meio e foi apelidada pelos idosos de Rosinha. “Meu marido faleceu há dois anos. Eu ficava sozinha em casa e como adoro idosos comecei a vir para cá. Me sinto bem, adoro eles. No dia que eu não consigo vir eu sinto muita saudade.  Mas se puder eu venho de domingo a domingo. O fato mais triste foi o falecimento de uma idosa que eu adorava. Ela me tocou tanto o coração que eu pensei até em desistir. Mas os outros precisavam de mim e eu voltei”, conta Rosinha.
Para a voluntária, o trabalho é vantajoso para ambos os lados, tanto para quem oferece quanto para quem recebe atenção. “Aqui todo mundo é alegre. Eu procuro sempre estar dançando e cantando com eles. Eles são animados. Eles sentem muita saudade e solidão, então eu procuro estar sempre com eles. Sinceramente, eu acho esse trabalho melhor para mim do que para eles, estou sempre aprendendo. Não me imagino longe daqui. Às vezes eu estou em casa e escuto eles me chamando”, diz a voluntária.
Dona Zila é a moradora mais velha do asilo (Foto: Anna Gabriela Ribeiro / G1)
Dona Zila é a moradora mais velha do asilo
(Foto: Anna Gabriela Ribeiro / G1)
Uma das moradoras do lar é a espanhola Felisa Pajón, de 81 anos. Ela se casou há sete anos com o português Alberto da Costa, de 82 anos, e o casal vive junto no asilo. “Somos muito bem tratados, mas é gostoso ter alguém para conversar, contar nossas histórias de vida. Assim não bate a solidão”, diz a idosa.
O presidente do Lar Vicentino, Francisco Silva Correa, ressalta a importância dos voluntários serem pacientes, com boa vontade e disposição. “É importante que a pessoa tenha um perfil para lidar com idosos. Além de voluntários, também precisamos de doações de materiais de higiene e limpeza, alimentos, vestimentas, fraldas e roupas de cama”, explica.
O Lar Vicentino fica na rua Carijós, 139, em São Vicente. Interessados em trabalhar como voluntários podem ligar para o número (13) 3466-3331.
obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs
Carla
http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2014/07/asilo-no-litoral-procura-voluntarios-para-conversarem-com-idosos.html
Casal vive no asilo e gosta de companhia para contar histórias (Foto: Anna Gabriela Ribeiro / G1)Casal vive no asilo e gosta de companhia para contar histórias (Foto: Anna Gabriela Ribeiro / G1)

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