Será Natal???

Ei, você, aonde vai com tanta pressa?
Eu sei que você tem pouco tempo...
Mas, será que poderia me dar uns minutos da sua
atenção?
Percebo que há muita gente nas ruas, correndo como você. Há uma correria generalizada...
Entendo que você tenha pouco tempo.
Percebo, também, luzes enfeitando vitrines, ruas, casas, árvores...
Mas, confesso que vejo pouco brilho nos olhares...
Poucos sorrisos afáveis, pouca paciência para uma conversa fraternal...
É bonito ver luzes, cores, fartura...
Mas seria tão belo ver sorrisos francos...
Apertos de mãos demorados...
Abraços de ternura...
Mais gratidão...
Mais carinho...
Mais compaixão...
Que familiares e pessoas que  se odeiam, sem a mínima disposição para a reconciliação se reconciliem.
Mas, porque você me emprestou uns minutos do seu precioso tempo, gostaria de lhe perguntar novamente: Para que tanta correria?
Em meio à agitação, sentado no meio-fio, um mendigo, ébrio, grita bem alto: Viva Jesus. Feliz Natal!
E os sóbrios comentam: É louco!
E a cidade se prepara... Será Natal.
Mas, para você que ainda tem tempo de meditar sobre o verdadeiro significado do Natal, ouso dizer:
O Natal não é apenas uma data festiva, é um modo de viver.
O Natal é a expressão da caridade...
Natal é fraternidade...
Mas o Natal também é união...
Que este Natal seja, para você, mais que festas e troca de presentes...
Que possa ser um marco definitivo no seu modo de viver, conforme o modelo trazido pelo notável Mestre, cuja passagem na Terra deu origem ao Natal...
E, finalmente, o Natal é pura expressão de amor...
Gratidão!!!
abs.fraternos
Carla




sexta-feira, 4 de novembro de 2016

COMO DEVEMOS LUTAR PELOS DIREITOS AO TRATAMENTO ADEQUADO DA PESSOA COM DIABETES?

Quem acompanha a trajetória da ADJ Diabetes Brasil, sabe de um marco muito importante e que mudou a vida de muitas pessoas com diabetes. A sua maior vitória foi a conquista da Lei Estadual 10.782, que garante atenção integral à pessoa com diabetes, datada de 9 de março de 2001.

Esta lei só foi aprovada devido às diversas ações organizadas pela ADJ como: coletas de milhares de assinaturas de pessoas solidárias à causa, passeatas, mobilizações organizadas e uniformizadas para esclarecimento da comunidade e dos políticos envolvidos.

Esta área de luta pelos direitos denominada deadvocacy, que consiste em um conjunto de ações com o objetivo de transformar uma atual realidade e promover melhores condições, por meio de ganho de conhecimento e conscientização, mudanças de atitude e/ou políticas. Segundo Sergio Metzger, diretor de relações institucionais da ADJ e representante da Federação Internacional de Diabetes da Região da América Latina (IDF), "para nós da IDF, o termo significa a defesa da causa do diabetes em todas as esferas públicas e privadas da sociedade".

Para colocarmos em prática, Sergio comenta "precisamos atuar em todos os cenários, sejam eles federal, estadual e municipal, junto à sociedade civil e com a área de comunicação para que possa ser divulgado amplamente. Para que o paciente seja ouvido pelos órgãos ou instituições do governo, ele precisa participar de organizações não governamentais, conselhos municipais e estaduais de saúde".

Muitas reivindicações já foram levantadas por alguns grupos de pacientes e outras por sociedades médicas. Uma delas fala da importância do paciente morar em determinado lugar e quando muda de estado perde o direito aos medicamentos, pois a política de acesso modifica de estado para estado. Este tema está sendo discutido, principalmente com relação ao acesso às insulinas análogas, ou seja, em Minas Gerais, as pessoas têm direito, já o mesmo é negado em São Paulo. 

Com base nisso, hoje este assunto já está sendo discutido pelas organizações que buscam um maior apoio dos governos para diabéticos. As mesmas apoiam uma lei federal que disponibilize esta terapêutica ao paciente, com prescrição médica, no país todo.

Para isso, é necessário ter uma sensibilização de várias associações de diabetes que possam começar a promover abaixo-assinados e mobilizar a mídia para atingir esta meta como outras reivindicações. Assim a ideia é que diminuam a judicialização. "Esta é particular é um instrumento de luta de todo paciente enquanto o Estado em geral não estabelecer protocolos, que contemplem a ampliação de novas tecnologias em saúde e medicamentos. 

No momento em que houver estes protocolos, ocorrerá a mesma coisa como foi no caso do HIV, ou seja, os pacientes têm acesso ao coquetel de medicamentos sem custo e assim vão cair os processos na justiça", complementa Sergio.

"A luta é constante e não para. Neste sentido, é importante que todos pacientes, profissionais de saúde, prestadores de serviço e gestores sigam dialogando para ampliar as conquistas. Hoje A Rede Nacional de Pessoas com Diabetes (RNPD) já possui 2.143 pontos focais em diferentes municípios para ajudar a população a lutar pelos seus direitos ao tratamento adequado do diabetes", finaliza Sergio.

Foi realizado um Fórum em Foz do Iguaçu no mês de abril para falar sobre políticas de saúde focadas em diabetes. 

obs. conteúdo meramente informativo
abs.
Carla

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