Será Natal???

Ei, você, aonde vai com tanta pressa?
Eu sei que você tem pouco tempo...
Mas, será que poderia me dar uns minutos da sua
atenção?
Percebo que há muita gente nas ruas, correndo como você. Há uma correria generalizada...
Entendo que você tenha pouco tempo.
Percebo, também, luzes enfeitando vitrines, ruas, casas, árvores...
Mas, confesso que vejo pouco brilho nos olhares...
Poucos sorrisos afáveis, pouca paciência para uma conversa fraternal...
É bonito ver luzes, cores, fartura...
Mas seria tão belo ver sorrisos francos...
Apertos de mãos demorados...
Abraços de ternura...
Mais gratidão...
Mais carinho...
Mais compaixão...
Que familiares e pessoas que  se odeiam, sem a mínima disposição para a reconciliação se reconciliem.
Mas, porque você me emprestou uns minutos do seu precioso tempo, gostaria de lhe perguntar novamente: Para que tanta correria?
Em meio à agitação, sentado no meio-fio, um mendigo, ébrio, grita bem alto: Viva Jesus. Feliz Natal!
E os sóbrios comentam: É louco!
E a cidade se prepara... Será Natal.
Mas, para você que ainda tem tempo de meditar sobre o verdadeiro significado do Natal, ouso dizer:
O Natal não é apenas uma data festiva, é um modo de viver.
O Natal é a expressão da caridade...
Natal é fraternidade...
Mas o Natal também é união...
Que este Natal seja, para você, mais que festas e troca de presentes...
Que possa ser um marco definitivo no seu modo de viver, conforme o modelo trazido pelo notável Mestre, cuja passagem na Terra deu origem ao Natal...
E, finalmente, o Natal é pura expressão de amor...
Gratidão!!!
abs.fraternos
Carla




sexta-feira, 11 de novembro de 2016

O que é proibido dizer a um doente zangado? "Acalme-se"

Mês de consciêntização do Câncer de Próstata e Diabetes








Má comunicação com doentes em situações complicadas cria dificuldades nas unidades de saúde. Nova sociedade quer resolver o problema melhorando o ensino de médicos e enfermeiros.
Na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, os alunos já aprendem a comunicar melhor com os doentes FERNANDO VELUDO/NFACTOS

O que é que não se deve dizer a um doente zangado? “Acalme-se”, exemplifica Irene Carvalho, a presidente da recém-criada Sociedade Portuguesa de Comunicação Clínica em Cuidados de Saúde (SP3CS), que destaca a importância da empatia e da humanização na medicina e em todas as profissões que implicam contacto com doentes.
Socorrendo-se da experiência e de estudos feitos nos Estados Unidos — onde estas questões merecem grande atenção —, Irene Carvalho sustenta que as queixas por falhas na comunicação médico-paciente são muito mais frequentes do que as reclamações devidas a incompetência técnica. “A maior parte das queixas têm que ver com problemas de comunicação”, corrobora o enfermeiro Carlos Sequeira, que acaba de lançar o livro Comunicação clínica e relação de ajuda.
Saber interagir com doentes em situações complicadas e saber como dar más notícias não implica apenas ter  intuição e bom senso.  Há “competências básicas” que devem  ser ensinadas aos profissionais de saúde, actualmente muito pressionados pela falta de tempo, defende Irene Carvalho que criou a nova sociedade científica em conjunto com outros profissionais (médicos, enfermeiros, farmacêuticos, terapeutas, entre outros).

Efeitos nefastos da modernização da medicina

Com a tecnicização e a informatização do conhecimento e toda a especialização verificada nos últimos anos, os profissionais de saúde — e os médicos sobretudo — estão muito focados na cura, nos órgãos, nos mecanismos fisiológicos, sublinha a psicóloga. Ora se esta estratégia foi óptima para o desenvolvimento da medicina, acabou por ter alguns efeitos secundários nefastos na relação com os pacientes, considera.  
Se os doentes reclamam por causa de falhas de comunicação, os profissionais de saúde também se queixam, sobretudo de ter cada vez menos tempo, de tal forma estão pressionados para usarem computadores e prestarem atenção aos indicadores. Em Espanha, recorda Irene Carvalho, “os médicos de família têm sete minutos para estar com os doentes”. Em Portugal, este limite não existe, mas já houve várias  tentativas para impôr tempos máximos, lembra o bastonário da Ordem dos Médicos (OM), José Manuel Silva.
Também não será necessário tanto tempo assim. Numa consulta normal, 25 minutos serão suficientes, acredita a psicóloga. Como? É possível gerir de forma mais adequada o tempo disponível, evitando questões de última hora — que contribuem para o arrastar das consultas —, ou usando técnicas para controlar o discurso dos doentes.  Um exemplo: quando o doente está sistematicamente a repetir as mesmas coisas é porque entende que o profissional não está a ouvir; neste caso, a técnica é ir resumindo aquilo que ele vai dizendo.
“Os médicos têm consciência da importância da comunicação, o consentimento informado trabalha esta questão, mas é bom que haja um fórum em que tudo isto se discuta. Por vezes o cansaço faz com que sejam menos felizes na comunicação com os doentes. Mas a verdade é que sem tempo não há uma boa comunicação”, avisa o bastonário.
Em 2014, o Tribunal de Contas (TdC) desencadeou grande polémica ao calcular que, se se assumisse como “razoável” o tempo de 15 minutos para o atendimento, seria possível fazer mais 10,7 milhões de consultas por ano, e ficaria resolvido o problema da falta de médicos de família em Portugal . “Foi um momento menos feliz do TdC, reduziu os doentes a matemática”, lamenta José Manuel Silva.
Em Portugal, não se sabe o que se passa nos consultórios. Mas, de novo nos EUA, um estudo permitiu perceber que os médicos, em média, tendem a deixar falar os doentes só 18 a 23 segundos, nas declarações iniciais. Resultado: 54% das preocupações ficam por abordar e o problema é de tal forma sensível que os médicos norte-americanos alvo de mais reclamações são obrigados a fazer cursos de comunicação, sintetiza Irene Carvalho. “É toda outra mentalidade".

Médicos nem se identificam

Frisando que, em Portugal, “a informação fornecida ao doente é minimalista e muitas vezes os profissionais nem sequer se identificam”, Carlos Sequeira insiste que investir na comunicação clínica nem sequer implica custos acrescidos. “Não são necessárias máquinas, mas apenas sensibilidade, disponibilidade e recursos humanos”, elenca. Com a “crescente desumanização” nos serviços de saúde, os doentes ainda são muitas vezes menosprezados e eles próprios, por razões culturais e de falta de literacia, não reclamam. “Muitas pessoas ficam doentes por causa das palavras ou da falta delas”, enfatiza o enfermeiro, para quem a “empatia e a assertividade” são fulcrais neste processo.

obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs
Carla
https://www.publico.pt/sociedade/noticia/o-que-e-que-nao-se-dev-dizer-a-um-doente-zangado-acalmese-1750121

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