terça-feira, 12 de novembro de 2013

Hipertensão atinge 24,3% da população adulta



Foto: Romulic-Stojcic/Corbis
Quase um quarto dos brasileiros adultos tem de enfrentar a hipertensão, mas o maior controle da doença tem diminuído fortemente o número de complicações ligadas à doença, que chegaram em 2012 ao menor patamar dos últimos 10 anos. De acordo com a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico – Vigitel 2012, 24,3% da população têm hipertensão arterial, contra 22,5% em 2006, ano em que foi realizada a primeira pesquisa.
Por outro lado, o número de pessoas que precisou ser internado na rede pública caiu 25% nos últimos dois anos. Em 2010, o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 154.919 internações decorrentes de complicações da hipertensão; em 2011, o número ficou em 136.633 e foi a 115.748 em 2012. Com isso, o Ministério da Saúde registrou a menor taxa de pessoas internadas para 100 mil habitantes nos últimos 10 anos. A taxa passou de 95,04 em 2002 para 59,67 no ano passado.
“Vários fatores influenciaram essa queda, como por exemplo investimento na atenção básica, mas nenhum foi tão expressivo como o Saúde não Tem Preço. O acesso aos medicamentos para hipertensão retirados pelo Farmácia Popular aumentaram sete vezes nesses dois anos e meio e isso permitiu a redução das internações hospitalares pela hipertensão” avaliou o ministro Alexandre Padilha durante divulgação dos dados.
Em janeiro de 2011, 304.235 brasileiros recorreram à rede para obter medicamentos com desconto para tratar a hipertensão. Com o início da gratuidade, em fevereiro de 2011, o número de atendimentos mensais disparou e foi a 2.162.192 em setembro de 2013. O Saúde Não Tem Preço é um dos destaques do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis, lançado em 2011. A ação oferecegratuitamente seis remédios para controle da doença.
Hipertensão - A doença é mais comum entre as mulheres (26,9%) que entre os homens (21,3%) e também varia de acordo com a faixa etária e a escolaridade. Entre os brasileiros com mais de 65 anos de idade, 59,2% se declaram hipertensos, contra apenas 3,8% na faixa de 18 a 24 anos e 8,8% de 25 a 34 anos.
Já o tempo médio de ensino é inversamente proporcional à hipertensão: quanto maior a escolaridade, menor a taxa. Entre aqueles com até oito anos de educação formal, 37,8% de hipertensão; na outra ponta, com 12 anos ou mais de ensino, o percentual fica em 14,2%.
Farmácia popular - Com a expansão da cobertura através de convênios com farmácia privadas pelo Aqui tem Farmácia Popular, a rede conta com mais de 23.102 farmácias conveniadas, além de 546 unidades próprias. Unidades estão presentes em 3.742 cidades. Destas, 1.324 são de extrema pobreza. Em 2011, eram apenas 578 municípios cobertos.
Para retirar os medicamentos, basta apresentar o documento de identidade, CPF e receita médica dentro do prazo de validade. A receita pode ser emitida tanto por um profissional do SUS quanto por um por médico que atende em hospitais ou clínicas privados.
DADOS DE HIPERTESÃO ARTERIAL POR CAPITAL ( VIGITEL 2012)
Capitais/DF
Total %
Masculino %
Feminino %
Aracajú
26,6
24,9
28,1
Belém
17,9
16,7
19,0
Belo Horizonte
25,9
23,9
27,7
Boa Vista
16,6
17,0
16,2
Campo Grande
25,9
23,3
28,3
Cuiabá
25,2
20,9
29,2
Curitiba
24,2
21,2
26,8
Florianópolis
21,7
19,1
24,1
Fortaleza
20,8
18,0
23,2
Goiânia
22,9
20,3
25,2
João Pessoa
25,7
21,4
29,2
Macapá
19,3
14,6
23,7
Maceió
26,7
23,3
29,4
Manaus
19,0
16,2
21,6
Natal
24,8
20,3
28,5
Palmas
17,2
17,1
17,4
Porto Alegre
26,2
23,3
28,6
Porto Velho
18,9
14,8
23,2
Recife
26,9
22,5
30,4
Rio Branco
22,4
18,2
26,1
Rio de Janeiro
29,7
25,4
33,2
Salvador
25,7
23,7
27,4
São Luís
18,2
14,9
20,9
São Paulo
23,5
20,0
26,6
Teresina
20,9
19,4
22,0
Vitória
24,7
22,5
26,5
Distrito Federal
23,9
24,0
23,8

Fonte: Fabiane Schmidt / Agência Saúde
 obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs,
Carla

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