sábado, 28 de dezembro de 2013

Cuidado com a Automedicação: O paciente pode usar outros medicamentos durante o tratamento contra o câncer?



Muitos medicamentos, mesmo os homeopáticos e os chás “naturais”, podem interferir no tratamento quimioterápico ou aumentar os efeitos colaterais. Durante o tratamento, você deve usar apenas aquilo que for prescrito ou aprovado por seu médico!




A automedicação é uma prática frequente no Brasil, visitar a farmácia representa a primeira opção para resolver um problema de saúde, e a maior parte dos medicamentos consumidos pela população é vendida sem receita médica. No Brasil, existe uma regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) para a venda e propaganda de medicamentos que podem ser adquiridos sem prescrição médica, porém não existe regulamentação nem orientação para aqueles que os utilizam. Adquirir um medicamento sem prescrição não permite à pessoa usar um medicamento por indicação própria, na dose que acha melhor e em horários que lhe convém. 


A propaganda de determinados medicamentos, a dificuldade de conseguir uma consulta médica, a angústia que levam consigo, sintomas ou a possibilidade de se contrair uma doença, informações sobre medicamentos sem orientação profissional via internet ou em outros meios de comunicação, falta de regulamentação e fiscalização de quem comercializa medicamentos e a falta de programas educativos sobre os efeitos muitas vezes irreparáveis da automedicação, são alguns dos motivos pelos quais as pessoas se automedicam.

A lista de perigos é extensa: desde efeitos adversos, como diarréia, tonturas, enjôos e vômitos, ao agravamento do problema de saúde. E mais do que isso, o consumo inapropriado pode anular a eficácia de medicamentos.

A automedicação pode mascarar diagnósticos na fase inicial da doença, por exemplo, no diagnóstico de neoplasias gástricas e intestinais que podem ter diagnósticos mascarados e retardados pela melhora de sintomas promovida pelo uso de antiácidos ou outros medicamentos que agem no tubo digestivo. Outro exemplo relevante é o uso exagerado de antibióticos, além de frequentemente ser desprovido de eficácia, pode facilitar o aparecimento de tipos de microorganismos resistentes, com óbvias repercussões clínicas e prognósticas. 

A prática da automedicação deve ser combatida e para isso os profissionais da área de saúde devem orientar os pacientes e os seus familiares no sentido de evitar os abusos dos medicamentos, além do estímulo a fiscalização apropriada, sempre visando o bem-estar do paciente e o desenvolvimento de um tratamento correto e humanizado.



Os perigos da automedicação: cuide melhor da sua saúde.


O uso inadequado de medicamentos pode levar desde a uma reação alérgica leve até a um quadro grave de intoxicação, além de mascarar alguns sintomas de uma doença mais grave, atrasando o diagnóstico e comprometendo o tratamento.Segundo revisão dos dados fornecidos pelo Sistema Nacional de Intoxicações Tóxico-Farmacológicas – SINITOX, da Fundação Oswaldo Cruz, no ano de 2006 foram registrados 112.760 casos de intoxicação humana com 511 óbitos. Desses, 34.582 foram devidos à intoxicação por medicamentos gerando 106 óbitos. O documento não deixa claro quantos desses acidentes são devidos à automedicação. Deve ser levado em consideração também que muitos casos não chegam ao conhecimento dos órgãos encarregados das estatísticas. São os casos de subnotificação.
O acompanhamento médico é fundamental na hora de usar um medicamento, mesmo este sendo vendido sem obrigatoriedade de uma prescrição médica. O médico é a única pessoa com as condições adequadas para avaliar as necessidades de um paciente, seu histórico de saúde, possíveis interações medicamentosas e possibilidades de alergias, prescrevendo de forma adequada um tratamento. 
Por isso, a população deve estar atenta aos perigos do uso indiscriminado de medicamentos: 
A automedicação pode levar a erros de diagnósticos, à escolha de uma uma terapia inadequada e pode retardar o reconhecimento de uma doença, com a possibilidade de agravá-la.
Os medicamentos que já foram anteriormente prescritos podem não ser mais efetivos para uma reincidência da doença. A não ser que o médico já tenha orientado desta forma.
Sintomas iguais podem ter causas diferentes. Os sintomas são apenas um dos indicativos de problemas de saúde. Antes da prescrição, a consulta médica, o exame clínico e a realização de exames complementares são fundamentais.
Interações medicamentosas podem ter consequências graves para a saúde. O médico tem competência para avaliar que tipos de medicamentos podem ser tomados em conjunto.
Com o fracionamento das doses de medicamentos o Ministério da Saúde está ajudando a evitar a automedicação e os riscos de intoxicação, pois desta maneira o paciente leva para casa apenas a quantidade necessária para seu tratamento.
Cada um deve fazer a sua parte para evitar as complicações do uso indiscriminado de medicamentos.


obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs,
Carla
extraído:https://www.facebook.com/gimeni.alkmim?hc_location=stream

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