domingo, 15 de dezembro de 2013

VIDA SAUDÁVEL COM LINFOMA NÃO-HODGKIN:LIDAR COM O STRESS

Receber o diagnóstico de cancro, designadamente o diagnóstico de linfoma não-Hodgkin, pode ser uma experiência stressante e emotiva. É normal que os doentes e seus familiares tenham dificuldade em lidar com o facto, especialmente antes de começar o tratamento.

Apesar de muitos doentes com linfoma não-Hodgkin poderem ter um período de remissão prolongado ou até atingir a cura, é frequente as pessoas sentirem alguma indignidade e noção de terem perdido o controlo sobre as suas vidas. Além disso, o doente pode ficar nervoso sobre o impacto dos efeitos secundários do tratamento no seu bem-estar e na capacidade de viver uma vida normal.

É importante que o doente e seus familiares não se sinta culpado com estes sentimentos, mesmo se ficar zangados com o diagnóstico ou perguntar, tal como acontece frequentemente: 'Porquê eu?'

Consequentemente, o doente com diagnóstico de linfoma não-Hodgkin muitas vezes passa por períodos de grande stress. Se estes sentimentos não forem minimizados podem acumular-se e exercer um impacto negativo nas vidas do doente, provocando ansiedade grave ou até depressão. 

Cada doente tem a sua maneira própria de lidar com o diagnóstico de linfoma não-Hodgkin e o seu tratamento. Existem muitas vias para o doente conseguir lidar com estes sentimentos e até aprender com esta experiência para ajudar a perspectivar as suas vidas. 

Uma das formas mais conhecidas de lidar com o stress é através do apoio de outras pessoas. Para além dos seus familiares, o doente pode procurar apoio junto da equipa médica do hospital. Mesmo no período de intervalo entre as consultas, o doente pode contactar a equipa, sobretudo o médico, para colocar questões sobre o seu diagnóstico, o curso da doença e o seu tratamento. (Para mais informações, ver Perguntas a fazer ao médico.)

Pode também ser útil fazer-se acompanhar de algum familiar, parceiro(a) ou amigo nas consultas, não só por uma questão de apoio mas também para ajudar a lembrar informações que lhe são dadas e as respostas a perguntas que o doente possa ter.

Os grupos de apoio ao doente oncológico podem também fornecer informações adicionais sobre o linfoma não-Hodgkin e as organizações de ajuda ao doente podem contextualizar as suas experiências. Contudo, é importante lembrar que o diagnóstico e o tratamento específicos do linfoma não-Hodgkin diferem de doente para doente. (Para mais informações, ver Procurar apoio.)

Muitos doentes tentam minimizar o seu stress levando uma vida o mais normal possível após terem o diagnóstico de linfoma não-Hodgkin. Embora nem sempre seja possível, continuar a trabalhar pode ser útil para que o doente se mantenha ocupado e pensem menos na sua doença. Manter as ocupações de tempos livres pode também ajudar a não pensar tanto na doença.

As técnicas de relaxamento podem ser especialmente úteis para os doentes, dado que podem realizar-se em qualquer situação e proporcionam ao doente uma sensação de controlo sobre os seus sentimentos.  Existem muitos tipos de técnicas, que vão desde as físicas, que reduzem a tensão muscular e fazem com que os doentes se "deixem ir", até às técnicas de visualizaçao, que incentivam a pessoa a usar a sua imaginação para criar sentimentos positivos.

Qualquer que seja a técnica em que o doente se sente mais à vontade, torná-la uma rotina diária ajuda a reconhecer os sintomas físicos de stress à medida que eles surgem, o que permite reduzir significativamente os níveis de stress. Outras vantagens são a diminuição da dor como resultado da tensão muscular, a melhor qualidade do sono e os menores níveis de cansaço.








Este site e o seu conteúdo têm um fim exclusivamente informativo e não substituem o aconselhamento médico. Os tratamentos de cada pessoa devem ser individualizados e conduzidos por profissionais de saúde, sendo o médico que acompanha o doente quem poderá indicar qual o tratamento adequado a cada caso.

As instruções do médico e dos restantes profissionais de saúde que o acompanham devem ser rigorosamente seguidas, pelo que sugerimos que contacte sempre o seu médico ou farmacêutico.

abs,
Carla
extraído:http://www.roche.pt/sites-tematicos/linfomas/index.cfm/viver_com/vida-saudavel-lnh/lidar-stress/

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