quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Melanoma de Coroide - Tipo de Câncer

A incidência anual de melanoma ocular é de aproximadamente quatro a seis casos para cada milhão de habitantes.

O Melanoma de Coróide é, dentre todos os tipos, o tumor intra-ocular mais comum e o mais frequente na população adulta. A coróide é uma camada vascular da parede do globo ocular, que fica entre a parte branca do olho (esclera) e a retina (membrana visual). E o Melanoma de Coróide se origina nos melanócitos dessa região, geralmente como uma lesão única, acometendo somente um olho.

Também é mais freqüente em pessoas da raça branca, acima de 50 anos e pode apresentar como sintomas queda de visão e pontos luminosos.



Diagnóstico

O principal exame para confirmar o diagnóstico é o mapeamento de retina. Utilizando equipamentos especiais, o médico avalia o fundo de olho do paciente através das pupilas dilatadas. O exame deve ser realizado por oftalmologista experiente na área de tumores.

Complementa-se a avaliação inicial com ultrassonografia do globo ocular e, por vezes, com exames como angiofluoresceinografia (análise da vascularização intra-ocular) e ressonância nuclear magnética.

O Melanoma de Coróide pode, através da corrente sanguínea, acometer órgãos distantes (metástase), como fígado e pulmão. Por isso, uma análise cuidadosa desses órgãos deve ser realizada semestralmente após o diagnóstico da doença.

Principais sintomas: O Melanoma de Coróide pode apresentar sintomas como queda de visão e pontos luminosos, porém, em grande parte dos pacientes, ocorre sem sintomas, sendo detectado durante um exame de rotina.

Por estar localizado dentro do olho, o Melanoma de Coróide raramente causa sinais externos perceptíveis a olho nu.



Tratamento


O objetivo do tratamento do paciente portador de Melanoma de Coróide é controlar a lesão tumoral, salvando sempre que possível o olho e a visão. No passado, a enucleação (remoção do globo ocular) era a única opção terapêutica. Nas ultimas décadas, entretanto, os tratamentos conservadores evoluíram, permitindo salvar a vida do paciente assim como o olho e a visão.

A escolha do tratamento baseia-se principalmente no tamanho da lesão tumoral, além de outros fatores como idade do paciente, saúde sistêmica geral, localização da lesão e visão do olho afetado.

Lesões pequenas e inativas podem ser somente observadas, principalmente se ocorrem em pacientes idosos. O monitoramento da lesão será feito a cada seis meses com mapeamento de retina, fotografias e ultrassonografias. Caso seja detectado um crescimento do tumor, o tratamento é instituído.

Para os melanomas pequenos e médios, a opção de tratamento mais utilizada é a braquiterapia ocular (radiação do tumor) isolada ou associada à termoterapia transpupilar (laserterapia).

A braquiterapia é uma técnica inovadora de tratamento que utiliza radiação ionizante de contato. Consiste na implantação cirúrgica de um pequeno artefato radioativo na forma de placa (iodo ou rutênio), aplicado diretamente sobre a área do olho comprometida.  A placa irá permanecer no olho do paciente por alguns dias (em média cinco dias), até que a dose que irá inativar a lesão tumoral seja emitida. A placa então será removida e o paciente passará a ser acompanhado ambulatorialmente com intervalos de quatro a seis meses.

O direcionamento e focalização do tratamento possibilitam que os tecidos sadios localizados próximos à lesão tumoral sejam protegidos, podendo desta forma controlar o tumor com preservação dos olhos e muitas vezes da visão.

A enucleação (retirada do globo ocular) fica reservada apenas para os casos de tumores grandes e com ausência de visão. Com os avanços tecnológicos, tanto os implantes intracavitários - que são utilizados durante a cirurgia para repor o volume do olho removido - como as próteses externas, que serão adaptadas de quatro a seis semanas após o procedimento, permitem boa integração e movimentação da prótese, com resultados estéticos bastante naturais e satisfatórios.

A exenteração, que constituiu na retirada cirúrgica do globo ocular e dos tecidos que preenchem a órbita como músculos, gordura e eventualmente pálpebras, é raramente utilizada, estando indicada para casos de Melanomas de Coróide que apresentem importante extensão extra-ocular.

Estudos como o COMS (Collaborative Ocular Melanoma Study) demonstram que não existe diferença em termos de sobrevida entre a utilização do tratamento braquiterapia e a enucleação.

O índice de sucesso do tratamento atualmente está entre 90 a 95%. E o olho contralateral, cérebro e restante do corpo não apresentam efeitos advindos da radiação.


Fatores de Risco


Entre os fatores de risco para o Melanoma de Coróide temos: raça branca, idade avançada, pintas que podem sofrem transformação maligna (Nevus da Coróide) e melanocitose óculo-dermal (Nevus de Ota).

Não há um consenso entre os estudos médicos sobre os fatores de risco ambientais. Acredita-se, entretanto, que a exposição solar não tenha importância na patogênese do tumor



obs. conteúdo mermamente informativo procure seu médico
abs,
Carla
extraído:http://www.accamargo.org.br/tudo-sobre-o-cancer/melanoma-de-coroide/57/


4 comentários:

  1. Braquiterapia ocular é um tipo de tratamento radioativo para cânceres oculares. Os cânceres oculares como o melanoma são resistentes à quimioterapia e à radioterapia, sendo necessária grande dose de radiação para matar as células cancerosas. Esta dose só pode ser administrada na forma segura com uso da placa de braquiterapia, que foca a radiação em pequena área, protegendo tecidos normais. Existem placas radioativas com Iodo e placas com Ruthênio, ambas podem ser utilizadas dependendo do tipo e do tamanho do tumor que vai ser tratado.

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    1. Croose Hackle, obrigada pela visita! Que esclarecimento importante para que os leitores do blog possa entender mais como pode ser feito o tratamento. Volte sempre e muita obrigada pela explicação construtiva.
      abs, fraternos,
      Carla

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  2. Onde é possivel conseguir o tratamento do melanoma para quem não tem convênio particular?

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    1. Van G. t., olá! Obrigada pela visita e comentário. Olha quando não se tem um Plano de Saúde geralmente o tratamento é feito pelo Sistema Único de Saúde - SUS você terá que procurar uma Unidade de Saúde na sua região eu vou colocar alguns endereços para você entrar em contato para ver uma possibilidade de consulta e tratamento. Fico na expectativa de conseguir um tratamento rápido. Deus proteja sempre.

      1- Inca : Praça Cruz Vermelha, 23 - Centro - 20230-130 - Rio de Janeiro - RJ - Tel. (21) 3207-1000

      2 - A.C.Camargo Cancer Center – R. Professor Antônio Prudente, 211, Liberdade - São Paulo - SP CEP 01509 - 010 Tel. (11) 2189-5000

      A.C.Camargo Cancer Center – Unidade Santo André – Av. Lino Jardim, 171, Vila Bastos - Santo André - SP CEP 09041-031 Tel. (11) 2789-0000

      A.C.Camargo Cancer Center – Unidade Morumbi – Av. Francisco Morato, 512, Butantã - São Paulo - SP CEP 05512-200 Tel. (11) 3215-0250

      3 - Hospital de Câncer de Barretos : Rua Antenor Duarte Villela, 1331 - Bairro Dr.Paulo Prata - CEP 14784-400 - Barretos -SP - 17 3321.6600


      obs. caso queira me informar se consegui o tratamento ficarei feliz. Boa sorte

      abs. fraternos,

      Carla

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bjs, Carla