quinta-feira, 21 de abril de 2016

Pacientes cardíacos são mais vulneráveis às consequências da H1N1

Cardiologista do HCor alerta para os perigos subestimados da gripe; lavar as mãos com frequência e evitar lugares aglomerados são algumas das medidas preventivas

Redação Plena

Ela chegou mais cedo e ainda mais forte. A H1N1 já avançou por 15 Estados e vem causando um surto atípico, fora de época. Somente nos três primeiros meses deste ano, o número de casos e óbitos ultrapassaram os de 2015 – um aumento de 28%. A chegada antecipada do vírus influenza A e a severidade dos casos têm chamado a atenção dos médicos e preocupado toda a população. Para pacientes cardiopatas - condição que afeta cerca de 2 milhões de brasileiros -, o risco à saúde é ainda maior.
O cardiologista Edgard Ferreira, coordenador médico do PS HCor – Hospital do Coração, em São Paulo, explica que o mecanismo de defesa, em determinados pacientes cardiopatas, podem estar naturalmente deprimidos em função da própria doença. “Este grupo é mais vulnerável a qualquer doença infecciosa e inflamatória, pois apresenta piora das condições clínicas facilmente. A capacidade de o coração bombear o sangue para o corpo diminui e qualquer sobrecarga se torna perigosa”, alerta.
Sintomas e contágio
Entender os sintomas e a forma de contágio é importante para ficar longe da gripe e tratar a doença o mais rápido possível. O vírus se espalha na aglomeração e é transmitido, principalmente, pelas gotículas expelidas pela boca quando falamos ou tossimos, assim como pelas mãos – ao tocar um objeto contaminado e levá-la à boca, aos olhos ou ao nariz.
Em pessoas jovens e com a saúde em dia, por exemplo, a H1N1 é só mais uma gripe forte, que pode surgir de 3 a 5 dias após o contágio, com sintomas que se assemelham a uma gripe comum: febre alta e súbita, mal-estar, fortes dores pelo corpo e no tórax. Já em pacientes com problemas cardiológicos a atenção deve ser redobrada.
Embora seja necessário ter cautela, não há motivos para pânico. A gravidade da doença está relacionada ao grupo de maior risco, como crianças e idosos, imunodeprimidos, portadores de doenças pulmonares e crônicas, e cardiopatas, conforme explica Dr. Ferreira: “Para os cardiopatas, a gripe pode evoluir e levar à piora no sistema respiratório e circulatório, que podem causar quadros de descompensação cardíaca, arritmias, angina e infarto”.
Medidas preventivas
Lavar as mãos é uma das medidas mais importantes para evitar o contágio com o vírus da gripe. Além disso, os pacientes são orientados a adotar outras medidas, como cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir, não compartilhar objetos de uso pessoal e manter os ambientes arejados. Para que não seja pego de surpresa, confira algumas dicas:
Hidratação: aumente o consumo de líquido, como água e sucos naturais, por exemplo.
Alimentação: dê preferência às verduras, legumes e frutas, capazes de fornecer os nutrientes e as vitaminas essenciais para melhorar a defesa imunológica.
Ventilação: evite locais com muita aglomeração. Em casa, mantenha janelas e portas abertas para arejar o ambiente e evitar que o vírus se propague com mais facilidade.

obs.conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs
Carla
extraído:http://www.portalplena.com/saude/1185-pacientes-cardiacos-sao-mais-vulneraveis-as-consequencias-da-h1n1

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