quinta-feira, 7 de abril de 2016

Pré-diabete atinge 40 milhões no Brasil

A diabete é uma doença grave e que preocupa muitas pessoas atualmente. O período de desenvolvimento é de 10 anos e, durante esse tempo, é comum que as pessoas entrem no estágio da pré-diabete, caracterizado pelo índice glicêmico em jejum entre 99 e 127. O precedente da doença também é importante e precisa ser tratado, antes que evolua para a diabete.
“Em geral, pessoas que tem pré-diabete são aquelas que estão acima do peso e têm risco de desenvolver diabete tipo 2”, explica o endocrinologista do Hospital Israelita Albert Einstein, Rogério Silicani. Além disso, o especialista afirma que, normalmente, o estágio está relacionado ao aumento de gordura, especialmente a abdominal.
Estima-se que para cada diabético, três pessoas estejam na condição de pré-diabete, isto é, aproximadamente 40 milhões de brasileiros. Apesar do número elevado, o coordenador do Centro de Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Ricardo Cohen, afirma que poucas pessoas que estão nesse estágio têm conhecimento.
Há alguns fatores de risco que podem levar pessoas a desenvolverem a pré-diabete, como genética favorável para desenvolver diabete, já ter tido índices elevados de glicemia, mulheres que tiveram diabete gestacional ou filhos com mais de 4 kg, ter circunferência abdominal aumentada, ser hipertenso, sedentário ou ter mais de 40 anos.
Para descobrir que está no estágio de pré-diabete, é preciso verificar o índice glicêmico. “É comum descobrir em exames de rotina”, explica Cohen. O endocrinologista do Albert Einstein alerta que, embora o exame dê o diagnóstico, possuir fatores de risco já é motivo para se preocupar.
Não há sintomas para a pré-diabete, a única mudança que pode acontecer no corpo é a acantose nigricans, ou seja, a pigmentação das dobras do corpo aumenta. Isso acontece devido à resistência de insulina, comum em pessoas com excesso de gordura abdominal.
“Embora a pré-diabete não seja uma doença, é um estado ligado a um maior risco cardiovascular”, diz Silicani, que apresenta esse como mais um fator para se preocupar com os altos índices glicêmicos. O médico do Hospital Oswaldo Cruz também alerta sobre riscos dessa condição: entre 10% e 15% dos pacientes pré-diabéticos já podem ter lesões no rim, na retina e nos nervos.
Para prevenir que o estágio evolua para a diabete, é preciso ter uma vida saudável. De acordo com o Silicani, a meta deve ser diminuir entre 5% e 7% do peso corporal e fazer 150 minutos de atividades físicas por semana.
Tomar remédios para controlar a evolução da pré-diabete também é importante. “Para um diabético, as mudanças não freiam a doença, apesar de atenuarem, mas um pré-diabético pode evitar a diabete”, frisa Cohen sobre a importância de se cuidar.
Para pacientes obesos com essa condição, a cirurgia bariátrica diminui em oito vezes as chances de o estado evoluir para diabete tipo 2.
Silicani reforça que a alimentação saudável e a prática de esportes não é recomendada apenas para pessoas com pré-diabete, mas para todos. “A maior parte das pessoas tem dúvida de como montar uma refeição ideal: primeiro, ter as três refeições principais, café da manhã, almoço e jantar. E dividir o prato em quatro partes, um quarto carboidratos, um quarto proteínas e o resto deve ser divididos entre legumes, verduras e salada”, explica.

obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs
Carla
extraído:http://www.diabetenet.com.br/conteudocompleto.asp?idconteudo=9814

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