Será Natal???

Ei, você, aonde vai com tanta pressa?
Eu sei que você tem pouco tempo...
Mas, será que poderia me dar uns minutos da sua
atenção?
Percebo que há muita gente nas ruas, correndo como você. Há uma correria generalizada...
Entendo que você tenha pouco tempo.
Percebo, também, luzes enfeitando vitrines, ruas, casas, árvores...
Mas, confesso que vejo pouco brilho nos olhares...
Poucos sorrisos afáveis, pouca paciência para uma conversa fraternal...
É bonito ver luzes, cores, fartura...
Mas seria tão belo ver sorrisos francos...
Apertos de mãos demorados...
Abraços de ternura...
Mais gratidão...
Mais carinho...
Mais compaixão...
Que familiares e pessoas que  se odeiam, sem a mínima disposição para a reconciliação se reconciliem.
Mas, porque você me emprestou uns minutos do seu precioso tempo, gostaria de lhe perguntar novamente: Para que tanta correria?
Em meio à agitação, sentado no meio-fio, um mendigo, ébrio, grita bem alto: Viva Jesus. Feliz Natal!
E os sóbrios comentam: É louco!
E a cidade se prepara... Será Natal.
Mas, para você que ainda tem tempo de meditar sobre o verdadeiro significado do Natal, ouso dizer:
O Natal não é apenas uma data festiva, é um modo de viver.
O Natal é a expressão da caridade...
Natal é fraternidade...
Mas o Natal também é união...
Que este Natal seja, para você, mais que festas e troca de presentes...
Que possa ser um marco definitivo no seu modo de viver, conforme o modelo trazido pelo notável Mestre, cuja passagem na Terra deu origem ao Natal...
E, finalmente, o Natal é pura expressão de amor...
Gratidão!!!
abs.fraternos
Carla




segunda-feira, 17 de outubro de 2016

CONSUMO DE OVOS E DIABETES MELLITUS

Câncer de Mama masculina e outubro Rosa.jpg

Uma pergunta sempre gerava debate quando eu ainda estava na escola: “Quem veio primeiro, o ovo ou a galinha?”
Segundo a teoria evolucionista, o ovo chegou primeiro. E as galinhas são primas bem distantes dos dinossauros (!). Hoje a pergunta que gera polêmica é outra: “Comer um montão de ovos é bom para quem convive com o diabetes?” Vejamos o que os estudos nos dizem...
Os ovos de galinha são ricos em colesterol, isto é fato. No entanto, também são ricos em uma série de nutrientes interessantes. Além de serem uma importante fonte de proteína, os ovos oferecem compostos carotenoides, arginina e folato, que, teoricamente, poderiam ajudar a proteger nosso sistema cardiovascular. Sem falar nas versões ricas em ômega 3. Contudo, como sempre digo, a ciência cria hipóteses que precisam ser testadas. Só assim, sabemos se uma intervenção funciona.
Desde metade do século 20, os ovos são matéria de estudo de médicos e nutricionistas. Um dos maiores estudos populacionais já realizados, o estudo Framingham, avaliou o efeito do consumo de ovos nos seus participantes dentro de um período de 24 anos. Neste estudo, o consumo médio de 6 ovos por semana para homens e 4 ovos por semana para mulheres não aumentou o risco de problemas cardíacos. Contudo, as pessoas que consumiam muitos ovos apresentaram uma chance um pouco maior de desenvolver diabetes mellitus tipo 2.
Outros dois grandes estudos, o HPFS e o NHS, que juntos totalizaram quase 120 mil pessoas, conseguiram avaliar o efeito do consumo de ovos especificamente em pessoas com diagnóstico de diabetes. Segundo dados destes estudos, pacientes diabéticos que consumiam mais de 1 ovo por dia apresentaram um risco maior de sofrer doenças cardíacas e vasculares. Posteriormente outro estudo, o HPS, mostrou um risco maior de infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e morte para os pacientes diabéticos que consumiam mais de 7 ovos por semana.
Há diversas críticas a estes estudos, principalmente por terem sido feitos na população americana, que não tem uma dieta muito saudável. Além disso, existem estudos em outros países mostrando dados diferentes. No entanto, as análises de todo o conjunto de dados sobre o assunto “consumo de ovos em pacientes diabéticos”, através de revisões sistemáticas, mostram que o consumo de apenas 1 ovo por dia já pode aumentar o risco de diabetes mellitus tipo 2 em 42 por cento. E, em pessoas já diabéticas, 7 ou mais ovos por semana parecem aumentar o risco de doenças cardiovasculares.
Isto quer dizer que ovos não devem ser consumidos por pessoas diabéticas ou em alto risco para a doença? Não. Nenhum alimento isolado causa ou trata o diabetes mellitus. Padrões alimentares e comportamentais associados à carga genética estão por trás da doença. Mas, com certeza, o consumo exagerado de ovos pregado em algumas dietas vendidas indiscriminadamente através da internet não encontra respaldo científico e pode ser potencialmente prejudicial à saúde. 
Até que a ciência tenha respostas mais definitivas sobre o assunto, até meia dúzia de ovos por semana, dentro de uma dieta equilibrada, não parece fazer mal à saúde de quem convive com diabetes. E sempre que houver dúvidas, profissionais éticos e atualizados devem ser consultados para que as individualidades de cada paciente sejam respeitadas.
Fontes
1-         Fuller NR, Sainsbury A, Caterson ID, Markovic TP. Egg Consumption and Human Cardio-Metabolic Health in People with and without Diabetes. Nutrients. 2015 Sep 3;7(9):7399-420.
2-         Shin JY, Xun P, Nakamura Y, He K. Egg consumption in relation to risk of cardiovascular disease and diabetes: a systematic review and meta-analysis. Am J Clin Nutr. 2013 Jul;98(1):146-59.

Dr. Mateus Dornelles Severo
CREMERS 30.576
Médico Endocrinologista
Mestre em Endocrinologia/UFGRS

obs. conteúdo meramente informativo procure médico
abs
Carla
http://www.diabetes.org.br/tribuna-livre/1377-consumo-de-ovos-e-diabetes-mellitus

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