sábado, 18 de fevereiro de 2017

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Para evitar elevadas concentrações de potássio no sangue, o doente deve conhecer os alimentos com maior teor de potássio, assim como algumas técnicas de redução do teor de potássio nos alimentos.
 
 
 
A maioria dos doentes em diálise gostam de comer frutas e legumes, como a maioria das pessoas. Mas ao contrário de pessoas saudáveis​​, os doentes em diálise tem que ter cuidado com os tipos de fruta e legumes que comem, é perigoso consumir muito potássio.
 
Para evitar elevadas concentrações de potássio no sangue, o doente deve conhecer os alimentos com maior teor de potássio, assim como algumas técnicas de redução do teor de potássio nos alimentos, como a técnica dupla cozedura.
 
Enquanto frutas e legumes apresentam níveis de fósforo reduzido (contêm menos de 110 mg por porção), o excesso de potássio é visto como um efeito colateral perigoso que pode levar a batimento cardíaco irregular, ou mesmo um ataque cardíaco em doentes com DRC.
 
Frutas e legumes que contem níveis de potássio elevado incluem: alcachofra, batata, bróculos, curgete, couve-portuguesa, tomate, couve, alho-francês, espinafres, beterraba, couve-lombarda, couve de bruxelas, damascos, abacaxi, melão, tâmaras, bananas, laranjas, ameixas, passas, melancia, batata-doce e espinafre.
 
Deve comer uma porção de fruta crua (sem casca) por dia, mas a outra deve ser cozida.
 
Portanto, pode ser necessário fazer ajustes na gestão da sua dieta com a ajuda do seu enfemeiro/a / nutricionista, escolhendo frutas e verduras que contenham menos de 150mg de potássio por porção. Estes seriam as pêras, ameixa branca, maça, morangos, manga, melancia (por cada 100gr tem 93,6ml de agua), pepino, ervilhas, cebola cozida, couve branca cozida.
 
Uma alimentação correta é fundamental para a saúde. Para o doente que faz Hemodiálise (HD), uma alimentação equilibrada irá melhorar a sua qualidade de vida. Uma dieta especial é parte integrante do seu tratamento, limitando os líquidos, restringindo o sal, fósforo e o potássio.
 
Legumes devem ser consumidos máximo uma vez por dia.

Opções com menor quantidade de potássio
Não deve ultrapassar 1/3 do prato raso. 
A ingestão destes alimentos deverá ser adaptada e individualizada a cada situação clínica. Não deverá ingerir sopa nem salada à refeição.
 
 
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1/2 Cebola cozida

1 Cenoura cozidahttps://static.lvengine.net/portaldadialise2/Imgs/articles/article_732/

Couve-branca cozidahttps://static.lvengine.net/portaldadialise2/Imgs/articles/article_732/

4 Espargos verdeshttps://static.lvengine.net/portaldadialise2/Imgs/articles/article_732/

Grelos de nabo cozidoshttps://static.lvengine.net/portaldadialise2/Imgs/articles/article_732/


Legumes desaconselhados por serem muito ricos em potássio
A ingestão destes alimentos deverá ser adaptada e individualizada a cada situação clínica.
 

Batatahttps://static.lvengine.net/portaldadialise2/Imgs/articles/article_732/

Beterrabahttps://static.lvengine.net/portaldadialise2/Imgs/articles/article_732/

Batata docehttps://static.lvengine.net/portaldadialise2/Imgs/articles/article_732/

Couve florhttps://static.lvengine.net/portaldadialise2/Imgs/articles/article_732/

Curgete= pepinohttps://static.lvengine.net/portaldadialise2/Imgs/articles/article_732/

Espinafreshttps://static.lvengine.net/portaldadialise2/Imgs/articles/article_732/

Tomateshttps://static.lvengine.net/portaldadialise2/Imgs/articles/article_732/

Alho-francês= alho poróhttps://static.lvengine.net/portaldadialise2/Imgs/articles/article_732/

Beringelahttps://static.lvengine.net/portaldadialise2/Imgs/articles/article_732/

Couve de bruxelashttps://static.lvengine.net/portaldadialise2/Imgs/articles/article_732/
 
 

 
TABELA - COMPOSIÇÃO DE FRUTOS
 
NOME (100g parte edível) POTÁSSIO (mg) FÓSFORO (mg) SÓDIO (mg) ÁGUA (ml)
Castanha seca 930 117 17 9,9

Coco ralado/Seco 660 160 28 
2,3

Castanha crua 500 63 9 
48,5

Banana 425 25 6 
72,1

Abacate 326 36 15
 82,4

Kiwi 302 10 
82,9

Damasco 260 15 1 
85,8

Tangerina 241 16 5 
88,2

Dióspiro = Caqui 228 13 5 
82,6

Melão 227 12 12 
91,8

Uva Tinta 215 11 
78,9

Uva Branca 215 14 
80,6

Cereja 210 15 1
 82,6

Papaia 210 16 22 
88,2

Ameixa Vermelha 190 13 2 
88

Figo 168 29 3 
79,1

Pêssego 160 20 3 
87,5

Ananás 160 7 
87,6

Laranja 159 19 
86,3

Pêra 150 10 
85,1

Ameixa Branca 141 12 52 
89

Maçã com casca 139 8 6 
82,9

Morangos 138 26 2 90,
1

Maçã sem casca 116 6 6 83,8

Manga 115 10 14 
83,5

Melancia 100 5 93,6

Instituto Nacional Doutor Ricardo Jorge
 
 
 
 
TABELA - COMPOSIÇÃO DE VERDURA E LEGUMES CRÚS
 
NOME (100g parte edível) POTÁSSIO (mgFÓSFORO (mg) SÓDIO (mg) ÁGUA (ml)

 
Espinafes 471 45 173 91.8
Batata 452 42 9 76

Couve bruxelas 450 77 6 84,3

Couve flor 380 34 14 89.9

Bróculos 370 50 8 91.1

Alcachofra 354 90 84 83.7

Batata doce 350 32 21 67.2

Alho 346 86 10 79.8

Cogmelos 320 80 92.6

Alface 313 46 3 95.9

Cenoura 312 33 58 92

Aipo 299 32 101 94.4

Couve Portuguesa 270 65 15 90.6

Espargos 257 68 2 93.4

Tomate 253 17 13 93.5

Couve lombarda 252 64 91.1

Feijão verde 252 35 2 90

Couve roxa 250 28 11 90.3

Courgette 248 33 94

Alho francês 244 44 91

Agrião 230 56 49 91.2

Cebola 210 30 10 93,8

Abóbora 199 5 1 96.6

Pepino 140 18 95.1

Instituto Nacional Doutor Ricardo Jorge
 
 
Publicado: portaldadialise | 2013-09-25 10:00
Última atualização: 2016-11-02 16:56:42
Fonte: https://www.portaldadialise.com/articles/frutas-e-legumes-que-sao-aceitaveis-para-doentes-com-doenca-renal-crônica
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Paciente em Diálise
 

Quando o indivíduo apresenta doença renal crônica, o rim não consegue eliminar adequadamente os restos dos alimentos digeridos e, nessa situação, deve-se ter uma orientação quanto à alimentação, que deve ter certos cuidados.
 
 
Ao iniciar o programa dialítico, a ingestão de proteína é maior do que no tratamento conservador, pois a perda de proteínas no processo de diálise pode ser significativa. Portanto, é essencial ter uma alimentação correta para evitar a desnutrição. Nesta fase, os níveis de fósforo e potássio já podem estar bem elevados e devem ser acompanhados de perto.
 
Para garantir a ingestão adequada de proteína, porém controle do fósforo, deve-se seguir algumas orientações, tais como:
 
 
EVITAR

Queijos;

Miúdos (moela, fígado, coração, sarapatel, dobradinha, chouriço, etc);

Embutidos (salsicha, mortadela, linguiça, salame, presunto, etc);

Oleaginosas (amendoim, castanhas, nozes);

Chocolates;

Coca-cola e Pepsi;

Cervejas;

Frutos do mar;

Peixes como: sardinha, atum, bacalhau e salmão;

Gema de ovo.


Evite também alimentos industrializados, que possuem conservantes que são grande fonte de fósforo facilmente absorvido no intestino.
 
Além dos cuidados com a alimentação, o controle do fósforo deve ser feito com o uso de quelantes (medicações que impedem a absorção do fósforo), se necessário. Este deve ser tomado durante as refeições e lanches segundo orientações.
 
Para controle do potássio, prepare verduras e legumes cozidos para as suas principais refeições. É importante ter uma tabela com uma lista de alimentos ricos e pobres em potássio para consulta, que pode ser fornecida pelo profissional que acompanha o caso.
 
Não coma carambola e não tome o suco natural da fruta, pois contém uma substância tóxica para os portadores de doença renal. Entre as manifestações destacam-se soluços, vômitos, fraqueza muscular, insônia, distúrbio de consciência, agitação, convulsão e morte. Inicialmente os sintomas eram vistos em pacientes que estavam em programa de diálise, porém, diversos estudos também mostraram o mesmo ocorrendo em pacientes em tratamento conservador.
 
Quanto à ingestão de líquidos, esta varia de acordo com a quantidade do seu volume urinário. De um modo geral, se você urina, a restrição de líquidos é 500 ml somados ao seu volume urinário em 24 horas. Se você não urina, a restrição é em torno de 500 ml ao dia. O ganho de peso entre uma diálise e outra (intervalo interdialítico) deve ser de 3 a 5% do peso seco. Por exemplo, para um paciente de 70 kg, o ganho entre uma diálise e outra deve girar em torno de 2,1 kg (3% do peso seco). Como regra geral, é importante não ganhar muito além de 2kg nesse intervalo e 3 kg aos fins de semana. O excesso de líquidos pode trazer consequências importantes, tais como: água no pulmão, falta de ar e aumento da pressão arterial.
 
Uma alimentação correta é essencial para que tenhamos sucesso no tratamento. É importantíssimo que o paciente esteja em acompanhamento com profissional especializado na área.
 
Veja abaixo as principais fontes destas substâncias

 
Fósforo:

Carnes em geral – peixe, frango, porco, boi. Alto teor de fósforo: sardinha, frutos do mar, miúdos, lingüiça, salsicha, presunto, mortadela, salame, peito de peru

Leite e derivados – queijos, iogurte, doce de leite, sorvete, chocolate

Oleaginosas – amendoim, castanha, nozes e avelãs, todas com alto teor de fósforo

Ovos

Grãos – feijão, ervilha, lentilha, grão-de-bico, soja

Refrigerantes a base de cola (alto teor de fósforo)

Cervejas (alto teor de fósforo)



Potássio:

Baixo teor de potássio:
 
 
FRUTAS
 
Abacaxi
Acerola
Ameixa fresca
Banana maçã
Caju
Caqui
Jabuticaba
Laranja lima
Lima da pérsia
Limão
Maçã
Manga
Melancia
Morango
Pêra
Pêssego
Pitanga



VERDURAS
 
Alface
Agrião
Almeirão
Cenoura
Escarola
Pepino
Pimentão
Repolho
Tomate



LEGUMES
 
(Baixo teor de potássio se cozidos em água fervente e desprezando a água da fervura)
 
Abóbora
Abobrinha
Acelga
Batata
Berinjela
Beterraba
Brócolis
Chuchu
Couve-flor
Couve-manteiga
Espinafre
Mandioca
Mandioquinha
Quiabo
Vagem
 
Alto teor de potássio:
 
Abacate
Açaí
Água de coco
Banana prata
Banana nanica
Damasco
Figo
Fruta-do-conde
Goiaba
Graviola
Jaca
Kiwi
Laranja pêra ou bahiana
Mamão
Maracujá
Melão
Mexerica ou tangerina
Nectarina
Uva
 
Outros alimentos com alto teor de potássio:
 
Grãos: feijão, ervilha, grão de bico, soja

Frutas secas: coco, uva passa, ameixa seca, damasco

Oleaginosas: nozes, avelã, amendoim, amêndoa, castanhas, pinhão
Sal dietéticos ou light

Chocolate

Café solúvel



Sal (sódio):
 
Embutidos em geral – presunto, mortadela, bacon, linguiça, salame, salsicha.

Peixes processados e salgados: sardinha, atum, salmão, bacalhau, aliche e carne seca.

Queijos em geral, exceto ricota e queijo minas fresco.

Enlatados em conserva, como milho, ervilha, azeitonas, picles, palmito.

Margarina ou manteiga com sal.

Temperos e molhos prontos.

Sopas e alimentos de pacote.

Sabendo dos teores de cada substância, consuma conscientemente, pois alimentação é saúde. Esclareça com seu médico e nutricionista quaisquer dúvidas, saiba do resultado dos seus exames e participe ativamente de seu tratamento
 
 
 
 
Pacientes em tratamento conservador

Vários fatores podem levar a doença renal crônica e sabe-se que uma vez instalada ela leva a perda progressiva do funcionamento dos rins, até a necessidade de realizar diálise.
 
A fase que antecede a diálise é chamada de tratamento conservador e o seu tratamento consiste em acompanhamento com o nefrologista e com o nutricionista.
 
Pacientes com taxa de filtração glomerular > 60 ml/minuto, geralmente não necessitam de orientações específicas quanto à alimentação, salvo àquelas que são preconizadas para se ter uma vida saudável.
 
Todo paciente que apresente taxa de filtração glomerular < 60 ml/minuto, deve fazer um acompanhamento ambulatorial com profissional nutricionista, a fim de receber orientações e acompanhar sua evolução clínica. Nessa fase, existem orientações específicas quanto à alimentação, especialmente no que tange à qualidade da ingestão proteica, com restrição parcial de alguns alimentos ricos em fósforo e potássio.
 
Os valores de fósforo, potássio e paratormônio podem estar limítrofes ou pouco aumentados, de acordo com o caso específico. Os objetivos nessa fase são: minimizar sintomas urêmicos, tais como náuseas, fraqueza e perda do apetite; retardar a progressão da doença e manter o estado nutricional até a necessidade de iniciar o programa regular de diálise, se assim for necessário.
 
A dieta para esse tratamento é baseada na restrição de proteínas da alimentação e existem dois tipos desse regime. O primeiro trata-se de uma dieta convencional restrita em proteínas onde se reduz pela metade o consumo principalmente de leite, seus derivados e carnes.
 
O segundo regime é uma dieta muito restrita em proteínas suplementada com aminoácidos essenciais e cetoácidos e praticamente se elimina os alimentos de origem animal como carnes em geral (vermelha e branca), ovos e laticínios. Outros alimentos que não são de origem animal, mas que contém proteínas e devem ter ingestão reduzida são os pães, biscoitos, massas e o arroz.
 
Em troca da ingestão de proteínas de origem animal o paciente ingere os comprimidos dos aminoácidos e cetoácidos que o nutricionista calculou. A cetodieta, como é chamada, reduz as toxinas do sangue onde os rins não conseguem mais eliminar e retarda a progressão da doença renal e consequentemente a entrada em diálise.
 
Mas vale ressaltar que qualquer tipo de dieta só pode ser calculada e orientada por um nutricionista.
 
p.s: essa tabela tem a fonte onde foi retirada. Qualquer dúvida procure seu médico e/ou nutricionista
 
obs.conteúdo meramente informativo procure seu médico
 
abs;
Carla
 
 
 

 

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