Será Natal???

Ei, você, aonde vai com tanta pressa?
Eu sei que você tem pouco tempo...
Mas, será que poderia me dar uns minutos da sua
atenção?
Percebo que há muita gente nas ruas, correndo como você. Há uma correria generalizada...
Entendo que você tenha pouco tempo.
Percebo, também, luzes enfeitando vitrines, ruas, casas, árvores...
Mas, confesso que vejo pouco brilho nos olhares...
Poucos sorrisos afáveis, pouca paciência para uma conversa fraternal...
É bonito ver luzes, cores, fartura...
Mas seria tão belo ver sorrisos francos...
Apertos de mãos demorados...
Abraços de ternura...
Mais gratidão...
Mais carinho...
Mais compaixão...
Que familiares e pessoas que  se odeiam, sem a mínima disposição para a reconciliação se reconciliem.
Mas, porque você me emprestou uns minutos do seu precioso tempo, gostaria de lhe perguntar novamente: Para que tanta correria?
Em meio à agitação, sentado no meio-fio, um mendigo, ébrio, grita bem alto: Viva Jesus. Feliz Natal!
E os sóbrios comentam: É louco!
E a cidade se prepara... Será Natal.
Mas, para você que ainda tem tempo de meditar sobre o verdadeiro significado do Natal, ouso dizer:
O Natal não é apenas uma data festiva, é um modo de viver.
O Natal é a expressão da caridade...
Natal é fraternidade...
Mas o Natal também é união...
Que este Natal seja, para você, mais que festas e troca de presentes...
Que possa ser um marco definitivo no seu modo de viver, conforme o modelo trazido pelo notável Mestre, cuja passagem na Terra deu origem ao Natal...
E, finalmente, o Natal é pura expressão de amor...
Gratidão!!!
abs.fraternos
Carla




segunda-feira, 24 de março de 2014

Diabetes no Idoso

1) Qual a importância do tema diabetes no idoso?
A importância se dá em virtude do envelhecimento populacional que vem ocorrendo mundialmente e da grande prevalência de DM2 em idosos. Estudos mostram que o diabetes acomete 18% dos idosos e que 50% dos portadores de DM2 apresentam mais de 60 anos de idade. Além disso, o diabetes em idosos está relacionado a um risco maior de morte prematura, a maior associação com outras comorbidades e principalmente com as grandes síndromes geriátricas.

2) Por que há essa maior prevalência de DM2 entre os idosos?
Na fisiopatologia do DM2 existem 2 condições fundamentais que devem estar presentes para que ela ocorra:
- Disfunção da célula beta com menor produção da insulina, que no idoso é processo que ocorre em virtude do envelhecimento da maior deposição de beta amilóide.
- Resistência Insulínica, também freqüentemente presente no idoso em função das mudanças corporais que ocorrem com o envelhecimento, como a diminuição da massa magra, o aumento de massa gorda preferencialmente na região abdominal e a diminuição da atividade física.

3) Qual a relação da menor atividade física com a resistência insulínica?
No músculo estão presentes receptores de glicose, denominados GLUT’s, que carreiam a glicose do sangue para dentro da célula e mantêm a glicemia normal. Porém, para que isso ocorra e esse receptor seja expresso para fora da célula há necessidade da ação da insulina. A sarcopenia presente do idoso, isto é, a diminuição de massa muscular diminui o número de GLUT’s. O aumento da glicose também é responsável por levar a resistência da ação dos receptores de insulina e conseqüentemente diminuir a expressão dos GLUT’s. Estudos comprovam que a atividade física aumenta a massa muscular, diminui a resistência insulínica e melhora a captação muscular de glicose.

4) Como diagnosticar o DM2 no idoso?
Glicemia de jejum ≥126 mg/dl ou glicemia de120 minutos pelo TOTG ≥ 140 mg/dl. Lembrando que toda glicemia ≥ 100 mg/dl deve ser solicitado TOTG.  A dosagem da hemoglobina glicada, recentemente foi  aventada como diagnostico do diabetes, não confirmada especificamente em idosos, mas valores acima de 6,5% para um valor de normalidade de 4-6% .

5) Quais os riscos do diabetes mal controlado para o idoso?
Além dos riscos cardio e cerebrovasculares já bem estudados, em última análise há um risco maior das síndromes geriátricas. São elas:
- Incontinência urinária: pela poliúria, com maior prevalência de infecções urinárias e desidratação pela diurese osmótica.
- Instabilidade e maior risco de queda: por vários fatores, a maior freqüência urinária e urgeincontinência, o déficit visual devido a retinopatia diabética e a neuropatia diabética, episódios de hipoglicemia tornam os idosos mais vulneráveis às quedas, diminuem a sua capacidade funcional e podem até mesmo favorecer uma evolução para síndrome de imobilidade após uma fratura.
- Iatrogenia secundária à polifarmácia em virtude das múltiplas comorbidades que acompanham o diabetes.
- Depressão e demência: o diabetes tem sido associado à um maior risco para depressão não só pelas implicações psicossociais da doença, mas também por uma associação com a depressão de origem vascular. Também evidências de associação entre diabetes e demência.
Portanto, a hiperglicemia crônica em função do diabetes mal controlado pode diminuir a funcionalidade do idoso, tornando-o dependente nas atividades da vida diária e conseqüentemente diminuindo a sua qualidade de vida.

6) Quais são os objetivos do tratamento?
Controle da hiperglicemia e sintomas associados, prevenção das complicações do diabetes e, principalmente no idoso, evitar a hipoglicemia. A hipoglicemia, mais do que a hiperglicemia no idoso deve ser evitada pelo risco de queda e fratura.

7) Já que a hipoglicemia é tão perigosa, como evitar que isso ocorra com o idoso?
O controle passa a ser menos rigoroso que o do adulto. As metas estipuladas são mais flexíveis, sendo que a Academia européia aceita níveis de hemoglobina glicada entre 7,5 e 8,5% para idosos fragilizados ou idosos com mais de 80 anos, e a americana níveis entre 7 e 8%.

8) Existe então uma forma de planejar o melhor tratamento do diabetes para o paciente idoso?
Alguns pontos são importantes, como: identificar o tempo de diabetes (anos de doença ou recém diagnosticado) e quem é esse idoso (fragilizado, incapacidade funcional, perda cognitiva); orientar cuidador e familiar sobre reconhecimento de sintomas, tratamento e monitorização através de programas de educação; participação de uma equipe interdisciplinar como enfermeira, nutricionista, psicóloga entre outros; necessidade de acompanhamento regular e adesão ao tratamento e como em todo tratamento de doença crônica a necessidade de mudanças de estilo de vida.

9) Quais são as opções de tratamento e como deve ser feita a escolha do tratamento para o idoso?
A escolha do tratamento do diabetes no idoso, deve ser baseada em evitar ao máximo a hipoglicemia. Devemos seguir, em princípio, o algoritmo de tratamento da Sociedade Brasileira de Diabetes onde a primeira opção terapêutica  é a associação da mudança de estilo de vida e a prescrição da metformina. Apesar da produção hepática de glicose no idoso, não estar aumentada, ainda é uma opção barata, efetiva e com baixo risco de hipoglicemia. Devemos atentar para o fato da metformina favorecer a perda de peso, e no idoso o emagrecimento pode ser fator de risco de fragilidade.
Drogas que não tem como efeito colateral a hipoglicemis são extramamente úteisno paciente idoso. A pioglitasona pode ser usada no idoso com segurança inclusive naquele com função renal moderadamente alterada, clearence de creatinina até 30ml0h, desde que a IRC não seja oligúrica. Os inibidores da DPP IV, também são muito úteis no idoso, devido ao mecanismo de secreção de insulina ser dependente da glicose. A combinação destas duas medicações promove queda da A1c de forma segura e eficaz.
As sulfonilureias  poderão ser usadas, em uma eventual associação com a metformina, ou substituindo no caso de efeito colateral como perda de peso ou intolerância gástrica. Devemos preferir as Sulfoniluréias com menor risco e hipogliemia, como a gliclazida ou glimepirida.
Porem, nos idosos com perda de peso, fragilidade e descontrole metabólico importante, o uso de insulina deve ser considerado. A maneira mais eficaz de estabelecermos um regime de insulinização seria em um primeiro momento controlar a glicemia de jejum através do uso de insulina NPH ou análogo basal, 0,2 UI/Kg, na hora de deitar,  titulando a dose de insulina até atingirmos glicemia de jejum em torno de 110 mg/dl. Caso a glicemia pré jantar estiver elevada, acima de 140 mg/dl, iniciamos com dose fracionada de NPH  0,3 UI/Kg, 50% pela manha e 50% ao deitar, reduzindo –se  a dose da sulfonilureias pela metade . Caso não se  obtenha um controle adequado no pós prandial, o uso de Insulina regular ou ultrrapida deverá ser considerado, iniciando com 10% da dose total da NPH, em cada refeição.

10) Existe fundamento no medo do paciente em utilizar a insulina?
Não. A insulina pode ser útil como agente anabolizante, reduzindo o risco de fragilidade, melhora cognitiva e controle metabólico.

obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs,
Carla
extraído:http://www.diabetes.org.br/colunistas-da-sbd/diabetes-em-pacientes-especiais/diabetes-no-idoso

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