Será Natal???

Ei, você, aonde vai com tanta pressa?
Eu sei que você tem pouco tempo...
Mas, será que poderia me dar uns minutos da sua
atenção?
Percebo que há muita gente nas ruas, correndo como você. Há uma correria generalizada...
Entendo que você tenha pouco tempo.
Percebo, também, luzes enfeitando vitrines, ruas, casas, árvores...
Mas, confesso que vejo pouco brilho nos olhares...
Poucos sorrisos afáveis, pouca paciência para uma conversa fraternal...
É bonito ver luzes, cores, fartura...
Mas seria tão belo ver sorrisos francos...
Apertos de mãos demorados...
Abraços de ternura...
Mais gratidão...
Mais carinho...
Mais compaixão...
Que familiares e pessoas que  se odeiam, sem a mínima disposição para a reconciliação se reconciliem.
Mas, porque você me emprestou uns minutos do seu precioso tempo, gostaria de lhe perguntar novamente: Para que tanta correria?
Em meio à agitação, sentado no meio-fio, um mendigo, ébrio, grita bem alto: Viva Jesus. Feliz Natal!
E os sóbrios comentam: É louco!
E a cidade se prepara... Será Natal.
Mas, para você que ainda tem tempo de meditar sobre o verdadeiro significado do Natal, ouso dizer:
O Natal não é apenas uma data festiva, é um modo de viver.
O Natal é a expressão da caridade...
Natal é fraternidade...
Mas o Natal também é união...
Que este Natal seja, para você, mais que festas e troca de presentes...
Que possa ser um marco definitivo no seu modo de viver, conforme o modelo trazido pelo notável Mestre, cuja passagem na Terra deu origem ao Natal...
E, finalmente, o Natal é pura expressão de amor...
Gratidão!!!
abs.fraternos
Carla




domingo, 4 de dezembro de 2016

Guia da Comunicação da Diabetes: porque nem tudo é isto ou aquilo!

Falei aqui no blog outro dia sobre a diferença entre ser chamado de diabético e pessoa com diabetes. Nesta ocasião abordei não o uso do termo, mas como nós mesmos nos sentimos com relação a ter uma doença crônica: somos a doença ou a temos?

Pois bem, encontrei recentemente, mais ou menos na época em que escrevi o texto acima, esta entrevista do site DiaTribe que discute a importância de saber como falar sobre diabetes e com uma pessoa que tem diabetes. E puxa, como abriu os meus olhos, que já não gostavam muito do uso do termo diabético.

O psicólogo clínico da Universidade de Stanford, Korey Hood, que tem diagnóstico de diabetes tipo 1, fala sobre os estigmas em torno da diabetes. Segundo ele, uma pessoa com tipo 2 sempre se depara com pessoas dizendo que elas provocaram aquilo, o que em muitos casos pode não ser verdade.

Já as tipo 1, podem fazer boa parte das coisas escondidas ou se depara com coisas que acabam parecendo invisíveis, o que para os outros passa a imagem de que conviver com a diabetes é fácil. Eu ressalto ainda as que nos tratam como doentes terminais, com os benditos tadinhos e coitadinhos. E ainda as que nos excluem porque não conhecem nada sobre esta condição.

Ele diz que precisa haver uma filosofia de troca de informações onde as pessoas com diabetes compartilham o que querem sobre o seu dia a dia e as pessoas sem essa essa condição podem perguntar o que gostaria de saber. Mas pede que as pessoas que querem começar um diálogo sobre diabetes com alguém que tenha essa condição saibam um pouco sobre o que estão falando e o melhor termo que deve usar.

Eu achei a entrevista super bacana e me fez parar pra pensar sobre as vezes em que me perguntaram bobeira e eu fiquei com raiva, porque nem sempre é fácil ter paciência para algumas bobagens. Mas é importante que a gente esteja aberto para esclarecer, ouvir e derrubar mitos. Diariamente. 

Eu traduzi aqui o manualzinho que eles disponibilizam lá sobre os melhores termos para abordar o assunto com alguém com diabetes. Achei um material muito rico que vale a pena até imprimir e andar na carteira. E não é para quem não tem diabetes, vale para todos, porque a mudança de cultura deve partir de todos nós. Não é porque eu não ligo de ser chamada de doente (por causa da diabetes) que significa que os outros não vão ligar - na verdade eu ligo sim rs. E nem é babaquice de politicamente correto, tem coisas que realmente ferem. A gente fala e nem percebe.

Clique na imagem para ampliar
Fica aí então a dica. Diabetes é condição crônica, é possível viver bem com ela desde que se tenha aderência ao tratamento, que sempre se cheque a glicemia para fazer tomadas de decisões acertadas e se compreenda direitinho qual é o seu plano de alimentação saudável. 😀

Tudo fica melhor, quando a gente se aceita e aceita o que vem do próximo.

obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs
Carla
http://www.adiabeteseeu.com/2016/11/guia-da-comunicacao-da-diabetes.html?platform=hootsuite

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